{"id":11673,"date":"2008-02-28T11:39:00","date_gmt":"2008-02-28T11:39:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11673"},"modified":"2008-02-28T11:39:00","modified_gmt":"2008-02-28T11:39:00","slug":"viver-na-luz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/viver-na-luz\/","title":{"rendered":"Viver na luz"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; 4\u00ba Domingo da Quaresma &#8211; Ano A <!--more--> Come\u00e7ando no passado domingo, a liturgia da Palavra orienta-se para a inser\u00e7\u00e3o dos catec\u00famenos na Igreja, propondo s\u00edmbolos baptismais. No passado domingo, foi o da \u00e1gua e, neste, \u00e9 o s\u00edmbolo da luz, que cura a cegueira da humanidade, cegueira de nascimento. Por isso, o baptismo foi chamado \u201csacramento da ilumina\u00e7\u00e3o\u201d. A experi\u00eancia crist\u00e3 afirma-se como um \u201cviver na luz\u201d.<\/p>\n<p>No evangelho, Jesus apresenta-se como \u201ca luz do mundo\u201d. O \u201ccego\u201d desta narrativa \u00e9 s\u00edmbolo de todos os que vivem na escurid\u00e3o, privados da \u201cluz\u201d, prisioneiros das cadeias que os impedem de chegar \u00e0 plenitude da vida. A miss\u00e3o de Jesus, como luz, \u00e9 libertar-nos das trevas do ego\u00edsmo, do orgulho e da auto-sufici\u00eancia. Consentir na proposta de Jesus \u00e9 seguir por um caminho de liberdade e de realiza\u00e7\u00e3o, que conduz \u00e0 vida em plenitude. Esta Palavra convida-nos a um processo de renova\u00e7\u00e3o interior, que nos leve a deixar tudo o que impede que brilhe em n\u00f3s a \u201cluz\u201d de Deus. Receber a \u201cluz\u201d que Cristo oferece \u00e9 tornar-se um Novo Ser, elevado \u00e0s suas m\u00e1ximas potencialidades pela comunica\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, e \u00e9, tamb\u00e9m, acender a \u201cluz\u201d da esperan\u00e7a no mundo. Este mundo sofre de trevas que se traduzem em situa\u00e7\u00f5es de guerra, de viol\u00eancia, de aliena\u00e7\u00e3o, de malque-ren\u00e7as. Jesus convida-nos a viver na \u201cluz\u201d e a ser \u201cluz\u201d para o mundo. Como me situo eu face a este desafio do evangelho? Habitualmente adiro a Jesus, como o cego de nascen\u00e7a, para que tamb\u00e9m eu me transforme em \u201cluz\u201d? <\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo prop\u00f5e aos crist\u00e3os de \u00c9feso que renunciem a viver \u00e0 margem de Deus e que escolham a \u201cluz\u201d. Viver nas \u201ctrevas\u201d \u00e9 recusar as propostas de Deus, viver prisioneiro das paix\u00f5es e dos falsos valores. Ao contr\u00e1rio, viver na \u201cluz\u201d \u00e9 acolher o dom da salva\u00e7\u00e3o, que Deus oferece, aceitar a vida nova que Ele prop\u00f5e, escolher a liberdade, tornar-se \u201cfilho e filha de Deus\u201d. Os crist\u00e3os s\u00e3o aqueles e aquelas que escolheram viver na \u201cluz\u201d e, mais ainda, franquear as \u201ctrevas\u201d e denunciar as obras do ego\u00edsmo, da mentira, da escravid\u00e3o e do pecado. De que aspectos devo eu cuidar na minha vida para que me transforme em testemunha da \u201cluz\u201d? Habitualmente tenho coragem para denunciar o que \u00e0 minha volta \u00e9 \u201ctrevas\u201d e colaborar na constru\u00e7\u00e3o da \u201cluz\u201d? <\/p>\n<p>A primeira leitura n\u00e3o cont\u00e9m de modo directo o tema da \u201cluz\u201d. Contudo, narra a escolha de David para rei de Israel e a sua un\u00e7\u00e3o. Neste sentido, sugere uma simbologia baptismal: a un\u00e7\u00e3o, que recebemos no dia do nosso baptismo e que nos constituiu testemunhas da \u201cluz\u201d de Deus no mundo. Este texto mostra-nos que Deus tem crit\u00e9rios diferentes dos nossos: \u201cDeus n\u00e3o v\u00ea como o homem; o homem olha \u00e0s apar\u00eancias, o Senhor v\u00ea o cora\u00e7\u00e3o\u201d, e convida-nos a entrar na l\u00f3gica de Deus e a aprender a ver com o cora\u00e7\u00e3o. Como \u201cvejo\u201d eu as pessoas: pela sua apar\u00eancia no vestir, no falar, no ter\u2026 ou costumo olh\u00e1-las com os olhos de Deus, isto \u00e9, respeito a sua dignidade como filhas de Deus e como minhas irm\u00e3s?<\/p>\n<p>Leituras do 4\u00ba domingo da Quaresma \u2013 Ano A: 1 Sam 16,1b-6-7.10-13a; Sl 23 (22); Ef 5,8-14; Jo 9,1-41<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; 4\u00ba Domingo da Quaresma &#8211; Ano A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-11673","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11673","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11673"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11673\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11673"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11673"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11673"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}