{"id":11691,"date":"2008-07-09T12:24:00","date_gmt":"2008-07-09T12:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11691"},"modified":"2008-07-09T12:24:00","modified_gmt":"2008-07-09T12:24:00","slug":"quid-iuris","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/quid-iuris\/","title":{"rendered":"Quid Iuris!"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Os tr\u00eas \u201cEstados do Reino\u201d est\u00e3o, entre n\u00f3s, a necessitar de uma reforma profunda! A analogia com o \u201cAncien R\u00e9gime\u201d franc\u00eas \u00e9 inevit\u00e1vel. Na \u00e9poca, a divis\u00e3o da sociedade entre Clero, Nobreza e Povo, tendo por base a teoria da separa\u00e7\u00e3o dos poderes desenvolvida por Montesquieu, queria defender a modera\u00e7\u00e3o do Poder do Estado dividindo-o em fun\u00e7\u00f5es, e dando compet\u00eancias a \u00f3rg\u00e3os diferentes dentro do Estado, uma ideia que remonta a Arist\u00f3teles, articulando a separa\u00e7\u00e3o dos poderes em Executivo, Judici\u00e1rio e Legislativo. Esta teoria, aparentemente boa, como todas as ideias, at\u00e9 prova em contr\u00e1rio, sustentava-se sobre o abuso do poder real, e Montesquieu entendia, provavelmente desconhecendo o caso lusitano, que \u201cs\u00f3 o poder det\u00e9m o poder\u201d, o sistema de Checks and balances! Da\u00ed, conclui-se pela necessidade de cada poder manter-se aut\u00f3nomo e constitu\u00eddo por pessoas e grupos diferentes.<\/p>\n<p>Ora o caso lusitano \u00e9 sui generis, abusando propositadamente dos latinismos! Os \u201ctr\u00eas reinos\u201d n\u00e3o controlam nada, completam-se, sustentam-se! \u00c9 verdade que a Primeira Republica acabou com o Clero e a Nobreza! O Estado Novo acabou com o Povo! A liberdade destrui as For\u00e7as Armadas! O que \u00e9 que temos agora? Nem for\u00e7a, nem clero, nem nobreza, nem povo! Resta-nos a cultura, \u00faltimo ber\u00e7o da mem\u00f3ria e da esperan\u00e7a!<\/p>\n<p>Nem o bem-estar social, suportado pelo equil\u00edbrio das classes na correcta pondera\u00e7\u00e3o entre o deve e haver do progresso econ\u00f3mico, tem lugar na indefini\u00e7\u00e3o estabelecida?! Como se n\u00e3o bastasse, olhamos para o basti\u00e3o do direito, acreditando que poderia haver ali uma r\u00e9stia de esperan\u00e7a!<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m ali h\u00e1 ber\u00e7os de apreens\u00e3o e vem-nos da evid\u00eancia, o que \u00e9 mau, muito mau!<\/p>\n<p>Sem falar de deficit, juros, energias f\u00f3sseis, alimentos, arrefecimento econ\u00f3mico e aquecimento global, havia esperan\u00e7a no futebol! Que tristeza, que maus pensamentos?! Nem selec\u00e7\u00e3o (como j\u00e1 vimos), nem seleccionador, nem justi\u00e7a desportiva!<\/p>\n<p>E sobre a justi\u00e7a (qu\u00ea?!) desportiva, duas notas para concluir em mis\u00e9ria, e muita, depois de alguns ajustes sobre as decis\u00f5es da Liga e dos resultados da an\u00e1lise do Conselho de Justi\u00e7a da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Futebol.<\/p>\n<p>\u00c9 curioso que, perante as decis\u00f5es da Liga, os argumentos apresentados n\u00e3o foram no sentido de corrigir as mat\u00e9rias mas apenas o processo! Ou seja, deduz-se que o mal n\u00e3o est\u00e1 na asneira mas no processo que leva a que a trama, no caso a corrup\u00e7\u00e3o, seja penalizada! Apenas uma mera curiosidade! At\u00e9 houve quem nem sentisse necessidade de recorrer?!<\/p>\n<p>Depois, depois a tram\u00f3ia do Conselho de Justi\u00e7a! O que \u00e9 aquilo? Uma reuni\u00e3o de malfeitores, de gente s\u00e9ria, embriagada,\u2026 <\/p>\n<p>Qual o direito? Quem deve deter quem? Qual lugar ao Estado?<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-11691","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-desporto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11691","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11691"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11691\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11691"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11691"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11691"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}