{"id":11703,"date":"2008-02-28T11:55:00","date_gmt":"2008-02-28T11:55:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11703"},"modified":"2008-02-28T11:55:00","modified_gmt":"2008-02-28T11:55:00","slug":"visita-ao-cento-social-paroquial-de-recardaes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/visita-ao-cento-social-paroquial-de-recardaes\/","title":{"rendered":"Visita ao Cento Social Paroquial de Recard\u00e3es"},"content":{"rendered":"<p>Institui\u00e7\u00f5es, Grupos e Servi\u00e7os de Pastoral Social na Diocese de Aveiro &#8211; 9 <!--more--> Quem estiver uns minutos no \u00e1trio do Centro Social Paroquial de Recard\u00e3es (CSPR) fica de imediato com uma ideia do dinamismo da institui\u00e7\u00e3o. Enquanto observamos as centenas de fotos da \u00faltima actividade p\u00fablica \u2013 em concreto, o Carnaval em que o CSPR participou em \u00c1gueda \u2013, entram e saem dezenas de crian\u00e7as das mais diversas idades, em grupos, com as suas educadoras, numa saud\u00e1vel confus\u00e3o, apesar das m\u00e3os dadas e das filas.<\/p>\n<p>A poucos metros dali, numa sala, dezena e meia de idosos conversam, descansam ou entret\u00eam-se com uma ou outra actividade manual, como as que duas senhoras volunt\u00e1rias mais duas jovens estagi\u00e1rias desenvolvem. Fazem pequenas pe\u00e7as de artesanato, de panos de cozinha a ornamentos com mensagens, que depois s\u00e3o vendidas para angariar fundos para o Centro de Idosos ou para o lar, que por enquanto n\u00e3o passa de um sonho, j\u00e1 que n\u00e3o foi aprovado pela Seguran\u00e7a Social, apesar de haver terreno, projecto e experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Mas s\u00f3 uma visita guiada permite ter uma no\u00e7\u00e3o da grandeza de uma obra como o CSPR. Com o P.e Costa Leite, presidente da direc\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o, o di\u00e1cono Afonso Oliveira, vice-presidente, e a soci\u00f3loga Vanda Oliveira, o Correio do Vouga p\u00f4de ver outros espa\u00e7os como a lavandaria que presta servi\u00e7o \u00e0 comunidade envolvente e funciona como empresa de inser\u00e7\u00e3o, o refeit\u00f3rio para servi\u00e7o interno onde as cadeiras nunca ficam desarrumadas (grande ideia! servindo talvez um milhar de refei\u00e7\u00f5es por dia aos utentes, crian\u00e7as em maioria, seria preciso um funcion\u00e1rio s\u00f3 para arrumar as cadeiras, se elas n\u00e3o estivessem acopladas \u00e0 mesa atrav\u00e9s de uma mola, permitindo que a cadeira rode e se acomode ao corpo, mas nunca fique desarrumada), a cantina para servi\u00e7o externo (refei\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas), a piscina no relvado, o audit\u00f3rio que serve o Centro, mas tamb\u00e9m a par\u00f3quia e a comunidade em geral, ou o Centro de Acolhimento Tempor\u00e1rio, por onde j\u00e1 passaram 93 crian\u00e7as e jovens desde a sua abertura em 1999.<\/p>\n<p>O amor que faltou na fam\u00edlia est\u00e1 no CAT<\/p>\n<p>O CAT \u00e9, com certeza, a val\u00eancia mais acarinhada pelos respons\u00e1veis do CSPR, patente no trato das crian\u00e7as com o carinho que as suas fam\u00edlias de origem n\u00e3o tiveram ou n\u00e3o souberam dar, para al\u00e9m da dedica\u00e7\u00e3o a tempo inteiro de funcion\u00e1rios e das religiosas Doroteias. Ao CAT chegam crian\u00e7as ou jovens por ordem dos tribunais e indica\u00e7\u00e3o da Seguran\u00e7a Social. S\u00e3o v\u00edtimas da neglig\u00eancia e de maus-tratos, da prostitui\u00e7\u00e3o e do alcoolismo&#8230; Nestes oito anos de exist\u00eancia, 39 crian\u00e7as entraram com menos de um ano de idade. Daqui saem para adop\u00e7\u00e3o (36 % dos casos), regressam \u00e0 fam\u00edlia de origem, se j\u00e1 tiver condi\u00e7\u00f5es (25%), entram noutra institui\u00e7\u00e3o de car\u00e1cter permanente (9%), s\u00e3o recebidas por uma fam\u00edlia de acolhimento (6%), ou adquirem a autonomia da maioridade. O CAT divide-se por duas instala\u00e7\u00f5es, uma para crian\u00e7as do 0 aos 10 anos e outra para meninas dos 10 aos 18.<\/p>\n<p>Forma\u00e7\u00e3o para combater depend\u00eancia de subs\u00eddios<\/p>\n<p>Apesar da abrang\u00eancia de servi\u00e7os de apoio \u00e0s fam\u00edlias e de combate \u00e0 exclus\u00e3o, os respons\u00e1veis do CSPR t\u00eam consci\u00eancia de que \u201ch\u00e1 muito a fazer\u201d e avan\u00e7am em Mar\u00e7o com uma iniciativa de forma\u00e7\u00e3o para mulheres \u2013 algumas j\u00e1 acompanhadas pela Interven\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria e a receber RSI. Trata-se de um projecto que ensina coisas t\u00e3o b\u00e1sicas como saber gerir o dinheiro do RSI, como organizar a casa, cozinha saud\u00e1vel, acompanhamento dos filhos, alguma inform\u00e1tica, e nalguns casos, ler e escrever. A forma\u00e7\u00e3o avan\u00e7ar\u00e1 de modo informal, numa primeira fase, e ter\u00e1 como grande objectivo criar vencer a \u201csubsidiodepend\u00eancia\u201d. Se for bem sucedida, ser\u00e1 alargada a mais pessoas, j\u00e1 com a colabora\u00e7\u00e3o do IEFP (Instituto do Emprego e da Forma\u00e7\u00e3o Profissional).<\/p>\n<p>N\u00fameros da solidariedade<\/p>\n<p>500<\/p>\n<p>n\u00famero aproximado de utentes, distribu\u00eddos pelas seguintes val\u00eancias: Centro de Dia (15 idosos); Servi\u00e7o de Apoio Domicili\u00e1rio (45 idosos), Interven\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria (acompanhamento de 100 fam\u00edlias com situa\u00e7\u00f5es problem\u00e1ticas como alcoolismo, neglig\u00eancia parental, desemprego ou comportamentos violentos); creche (48 crian\u00e7as); Jardim de Inf\u00e2ncia (80 crian\u00e7as); ATL (100 crian\u00e7as); Centro de Acolhimento Tempor\u00e1rio (20 crina\u00e7as e jovens at\u00e9 aos 18 anos); duas empresas e inser\u00e7\u00e3o (11 mulheres). A este meio milhar de utentes h\u00e1 que acrescentar as 230 crian\u00e7as que t\u00eam Actividades de Enriquecimento Curricular na institui\u00e7\u00e3o, as dezenas de clientes \u2013 trabalhadores da zona \u2013 que diariamente comem no restaurante econ\u00f3mico da institui\u00e7\u00e3o, ou as tr\u00eas dezenas de praticantes de gin\u00e1stica nas salas do CSPR, ou ainda o ateli\u00ea para invisuais &#8211; um projecto a dar os primeiros passos e que a institui\u00e7\u00e3o quer desenvolver no futuro.<\/p>\n<p>70<\/p>\n<p>n\u00famero de funcion\u00e1rios do CSPR, distribu\u00eddos por oito val\u00eancias e diversos servi\u00e7os de suporte e log\u00edstica como refei\u00e7\u00f5es, transportes e manuten\u00e7\u00e3o. Trabalham na institui\u00e7\u00e3o, entre outros, cinco assistentes sociais, dois psic\u00f3logos, oito educadoras e 23 auxiliares da ac\u00e7\u00e3o educativa. A direc\u00e7\u00e3o do CSPR \u00e9 presidida pelo p\u00e1roco, Pe. Costa Leite. O trabalho executivo \u00e9 assumindo pelo di\u00e1cono permanente Afonso Oliveira, vice-presidente. A direc\u00e7\u00e3o, volunt\u00e1ria, n\u00e3o \u00e9 remunerada. Colaboram com a institui\u00e7\u00e3o uma dezena de volunt\u00e1rios, sendo de destacar as fam\u00edlias que acolhem (fins-de-semana, per\u00edodos festivos, etc.) as crian\u00e7as e jovens do CAT.<\/p>\n<p>2<\/p>\n<p>empresas de inser\u00e7\u00e3o. As empresas prestam servi\u00e7os inexistentes na comunidade envolvente como limpezas dom\u00e9sticas, cantina e lavandaria sociais. A finalidade \u00e9 integrar no mercado de trabalho desempregados de longa dura\u00e7\u00e3o, benefici\u00e1rios de Rendimento Social de Inser\u00e7\u00e3o ou pessoas em exclus\u00e3o e marginalidade social. Nos tr\u00eas servi\u00e7os h\u00e1 onze postos de trabalho, ocupados exclusivamente por mulheres.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria do Centro Social Paroquial de Recard\u00e3es<\/p>\n<p>1990 \u2013 Surgem as primeiras tentativas de apoio s\u00f3cio-caritativo \u00e0s crian\u00e7as e fam\u00edlias de Barr\u00f4 e Recard\u00e3es, ap\u00f3s o levantamento e interven\u00e7\u00e3o do Projecto Grupos Comunit\u00e1rios (do Centro de Educa\u00e7\u00e3o Integrada Bela Vista &#8211; \u00c1gueda) em bairros degradados das ind\u00fastrias cer\u00e2micas instaladas na zona sul de \u00c1gueda.<\/p>\n<p>1993\/94 \u2013 O Projecto Grupos Comunit\u00e1rios e a Par\u00f3quia de Barr\u00f4 dirigem-se \u00e0s fam\u00edlias dos bairros cer\u00e2micos de Vale de Mouro e Primor. Realizam-se encontros peri\u00f3dicos nas instala\u00e7\u00f5es do Centro Paroquial de Barr\u00f4, que adapta as suas instala\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias de modo a servir para a realiza\u00e7\u00e3o dos cuidados de higiene das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>1995 \u2013 (Mar\u00e7o) Ap\u00f3s a caracteriza\u00e7\u00e3o social feita por uma equipa de enfermeiros, faz-se uma reuni\u00e3o de v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es com o objectivo de encontrar solu\u00e7\u00f5es para as crian\u00e7as sem qualquer apoio s\u00f3cio-educativo extra-escolar, que ficavam s\u00f3s, na rua ou fechadas em casa durante o trabalho dos pais. Constitui-se um grupo de trabalho liderados pelo p\u00e1roco de Barr\u00f4 e Recard\u00e3es, P.e Jo\u00e3o Paulo Sarabando, e o Projecto de Luta contra a Pobreza \u201c\u00c1gueda Solid\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>(Maio) No Centro Paroquial de Barr\u00f4, abre um espa\u00e7o para 30 crian\u00e7as dos 3 aos 12 anos, oriundas de fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de exclus\u00e3o de Barr\u00f4 e Recard\u00e3es.<\/p>\n<p>(Junho) P.e Jo\u00e3o Paulo Sarabando prop\u00f5e a cria\u00e7\u00e3o do Centro Social e Paroquial de Recard\u00e3es para responder \u00e0s necessidades de Recard\u00e3es, Barr\u00f4 e Espinhel.<\/p>\n<p>(Setembro) As crian\u00e7as do CSPR s\u00e3o j\u00e1 60. Um particular cede instala\u00e7\u00f5es para a confec\u00e7\u00e3o de refei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>(Outubro) O CSPR adquire a sua primeira viatura, financiada pelo Projecto \u201c\u00c1gueda Solid\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>(Novembro) In\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o das Instala\u00e7\u00f5es do CSPR, na Quinta do Passal, da par\u00f3quia de Recard\u00e3es. O edif\u00edcio \u00e9 financiado pelo Projecto \u201c\u00c1gueda Solid\u00e1ria\u201d e pela comunidade local.<\/p>\n<p>1996 \u2013 (Mar\u00e7o) Candidatura a uma sala de Jardim-de-Inf\u00e2ncia. (Setembro) Candi-datura \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um Centro Comunit\u00e1rio. (Outubro) Ap\u00f3s a conclus\u00e3o do r\u00e9s-do-ch\u00e3o, 110 crian\u00e7as come\u00e7am a frequentar o Centro. Celebram-se acordos para as val\u00eancias de Creche, Jardim-de-Inf\u00e2ncia e ATL.<\/p>\n<p>1997 \u2013 (Janeiro) Duas religiosas da Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s Passionistas iniciam trabalho no CSPR com o objectivo de se instalar um centro de Acolhimento Tempor\u00e1rio.<\/p>\n<p>1998 \u2013 Sai o primeiro n\u00famero do \u201cMensagem\u201d, magazine mensal do CSPR.<\/p>\n<p>2000 (Junho) \u2013 O CSPR \u00e9 oficialmente inaugurado pelo primeiro-ministro Ant\u00f3nio Guterres. \u00c9 lan\u00e7ado o programa \u201cCreches 2000\u201d. De ent\u00e3o para c\u00e1, a institui\u00e7\u00e3o introduz novos servi\u00e7os como o Apoio Domicili\u00e1rio, o restaurante de refei\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas, uma lavandaria que funciona como empresa de inser\u00e7\u00e3o, Centro de Dia para Idosos, aulas de gin\u00e1stica&#8230;<\/p>\n<p>2005 (Setembro) \u2013 As Irm\u00e3s Doroteias abrem uma casa em Recard\u00e3es e colaboram com o CSPR, ap\u00f3s a sa\u00edda das Irm\u00e3s Passionistas.<\/p>\n<p>2000-2007 \u2013 S\u00e3o negociados alargamentos dos acordos com a Seguran\u00e7a Social no Apoio Domicili\u00e1rio, na Creche, e no Centro de Acolhimento Tempor\u00e1rio. A institui\u00e7\u00e3o candidata-se ao programa estatal PARES, afim de construir um Lar de Idosos, mas a candidatura n\u00e3o \u00e9 aprovada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Institui\u00e7\u00f5es, Grupos e Servi\u00e7os de Pastoral Social na Diocese de Aveiro &#8211; 9<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-11703","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11703","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11703"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11703\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11703"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11703"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11703"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}