{"id":11715,"date":"2008-02-28T12:23:00","date_gmt":"2008-02-28T12:23:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11715"},"modified":"2008-02-28T12:23:00","modified_gmt":"2008-02-28T12:23:00","slug":"a-forca-das-familias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-forca-das-familias\/","title":{"rendered":"A for\u00e7a das &#8220;fam\u00edlias&#8221;!"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Estamos \u00e0 beira de um ataque de nervos. Este plural, estamos, \u00e9 extensivo a todo o pa\u00eds, talvez \u00e0 Europa e ao resto do mundo!<\/p>\n<p>Descoberto que o \u201couro negro\u201d (petr\u00f3leo, como \u00e9 sabido) \u00e9 superior ao ouro \u201camarelo\u201d nas cota\u00e7\u00f5es de mercado, todos os mercados perderam o ju\u00edzo com a especula\u00e7\u00e3o e nada se fez para evitar que uns poucos gerissem o valor do mesmo a seu belo prazer!<\/p>\n<p>A m\u00e1xima de querer chegar mais longe em menos tempo poss\u00edvel desencadeou uma \u201cpescadinha de rabo na boca\u201d, ou seja, um ciclo vicioso de efeitos nefastos para todas as alternativas. N\u00e3o se desenvolveu nada mais que apurar as potencialidades do petr\u00f3leo e quanto mais vale o petr\u00f3leo menos vale a possibilidade de outra fonte de energia!<\/p>\n<p>Depois, a globaliza\u00e7\u00e3o, a economia liberal,\u2026 deriva apenas deste absoluto, para onde tudo converge e de onde tudo emerge! Para sermos racionalmente radicais na observa\u00e7\u00e3o: n\u00e3o h\u00e1 nada que n\u00e3o derive do petr\u00f3leo. Nada! Rigorosamente nada, at\u00e9 o pre\u00e7o do cereais, que haviam de matar a fome a milh\u00f5es de pessoas em pa\u00edses subdesenvolvidos!?<\/p>\n<p>Ora, por mais caricato que possa parecer, n\u00f3s tamb\u00e9m derivamos desta (im)pontencialidade! N\u00e3o temos petr\u00f3leo, n\u00e3o somos nada!<\/p>\n<p>Se tiv\u00e9ssemos petr\u00f3leo, ter\u00edamos dinheiro, poder, ningu\u00e9m precisava do governo para nada, at\u00e9 poder\u00edamos ser governados por uma dinastia, de natureza olig\u00e1rquica, mon\u00e1rquica, qualquer uma!<\/p>\n<p>O poder seria partilhado por fam\u00edlias poderosas (tipo os nossos partidos) que, rotativamente, ascendiam (melhoria seria dizer descendiam!) a cargos (que enfado!?) de representa\u00e7\u00e3o (assim como o Presidente da Rep\u00fablica, s\u00f3 para comparar!) concedido por esses e colocados ao dispor da escolha (tipo elei\u00e7\u00e3o) dos populares! <\/p>\n<p>As fam\u00edlias, propriet\u00e1rias do poder real deste suposto pa\u00eds de petr\u00f3leo, teriam lugar na grande assembleia (como o nosso Parlamento) onde decidiam as regras de articula\u00e7\u00e3o de todos e, para ser mais operacional, criavam uma comiss\u00e3o directiva, com poder executivo, para executar apenas (como o Governo!) e tudo seria arbitrado por uma equipa com autonomia para verificar a operacionalidade dessas regras (mais ou menos como os tribunais, o poder judicial). E quando alguma coisa n\u00e3o corresse bem, o povo corria para a porta da \u201cassembleia de fam\u00edlias\u201d e as suas pretens\u00f5es eram ouvidas e, quando n\u00e3o o eram, se tiv\u00e9ssemos petr\u00f3leo,\u2026 fech\u00e1vamos-lhe a \u201ctorneira\u201d! Mas mesmo assim, as fam\u00edlias continuavam a ser propriet\u00e1rias de todas as potencialidades!<\/p>\n<p>Como as coisas est\u00e3o, parece que ningu\u00e9m sabe onde re\u00fanem as fam\u00edlias! Porque se fosse verdade, n\u00e3o era preciso reclamar na rua!<\/p>\n<p>E por este andar, ou mudamos de fam\u00edlia ou arranjamos alternativa ao petr\u00f3leo!<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-11715","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-desporto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11715","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11715"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11715\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11715"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11715"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11715"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}