{"id":11757,"date":"2008-03-05T16:45:00","date_gmt":"2008-03-05T16:45:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11757"},"modified":"2008-03-05T16:45:00","modified_gmt":"2008-03-05T16:45:00","slug":"a-fe-e-um-dom-de-deus-que-precisa-do-testemunho-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-fe-e-um-dom-de-deus-que-precisa-do-testemunho-humano\/","title":{"rendered":"A f\u00e9 \u00e9 um dom de Deus que precisa do testemunho humano"},"content":{"rendered":"<p>Catequese quaresmal <!--more--> \u201cEvangelizar exige testemunho de vida, mas n\u00e3o como t\u00e9cnica ou t\u00e1ctica\u201d. No entanto, \u201co lugar onde nasce a f\u00e9 escapa ao nosso controlo\u201d, afirmou D. Ant\u00f3nio Francisco na segunda catequese quaresmal, que decorreu na noite de 25 de Fevereiro. Entretanto, a terceira catequese decorreu no dia 4 de Mar\u00e7o e para o dia 11 deste m\u00eas est\u00e1 marcada a \u00faltima deste ano. As catequeses, com elevada participa\u00e7\u00e3o, t\u00eam lugar no Sal\u00e3o de S. Domingos, em Aveiro.<\/p>\n<p>O Bispo de Aveiro centrou a sua comunica\u00e7\u00e3o na necessidade de evangelizar enquanto miss\u00e3o dos crist\u00e3os, para despertar a f\u00e9, mas sem esquecer que esta \u00e9 \u201cdom gratuito e generoso de Deus\u201d. O seu \u201cacolhimento passa-se sempre no santu\u00e1rio \u00edntimo da consci\u00eancia\u201d, pelo que \u201cevangelizar n\u00e3o \u00e9 convencer nem conquistar\u201d. \u00c9 prestar \u201ctestemunho do amor gratuito de Deus\u201d, num semear com mais incertezas do que as do agricultor, j\u00e1 que o agricultor sensato n\u00e3o semeia nos maus terrenos. \u201cEvangelizar consiste em semear, com alegria e confian\u00e7a, sabendo que s\u00e3o diferentes os terrenos\u201d e s\u00e3o diferentes as respostas ao dinamismo da semente. \u201cH\u00e1 sempre um recanto onde a semente pode e vai germinar\u201d, afirmou. Noutro momento da catequese, perguntaria, frisando a necessidade da ac\u00e7\u00e3o humana para despertar o tal dom que \u00e9 divino: \u201cQuem chama hoje os pobres e ignorados? Quem procura os descrentes e desenraizados?\u201d<\/p>\n<p>Na segunda parte da catequese, o Bispo de Aveiro apresentou tr\u00eas (mais uma) pessoas, pr\u00f3ximas ou distantes no espa\u00e7o e no tempo, que se distinguiram na viv\u00eancia do Evangelho.<\/p>\n<p>Francisco de Assis (1182-1226), que n\u00e3o quis ser padre, mas apenas di\u00e1cono, desposando a \u201cdama pobreza\u201d, assumiu uma \u201cluta contra o materialismo e o consumismo\u201d. Foi \u201cpaladino do valor da natureza\u201d, \u201cpioneiro da ecologia\u201d. Quando morreu, tinha mais de tr\u00eas mil disc\u00edpulos, incluindo o \u201cnosso\u201d Santo Ant\u00f3nio. Mas tem muitos mais, porque \u201cno cora\u00e7\u00e3o e na alma, somos de certo modo franciscanos\u201d, afirmou D. Ant\u00f3nio Francisco.<\/p>\n<p>Carolina Sousa Gomes, filha de um professor da Universidade de Coimbra, fundou em Coimbra as Criaditas dos Pobres. Foi h\u00e1 oitenta anos. Por Aveiro passou a hist\u00f3ria inicial das religiosas pobres (\u201cpobreza limpa e discreta, mas pobreza aut\u00eantica\u201d \u2013 como escreve D. Manuel de Almeida Trindade) que se dedicam ao servi\u00e7o dos pobres.<\/p>\n<p>Hoje, essa hist\u00f3ria continua no Brasil. Foi aveirense uma das primeiras aderentes \u00e0s Criaditas: Clementina Concei\u00e7\u00e3o da Costa; e foi em Aveiro que as religiosas abriram a primeira casa fora de Coimbra. Nesta sess\u00e3o de catequese estavam duas das tr\u00eas Criaditas que moram em Aveiro. Como \u00e9 compreens\u00edvel, ficaram sensibilizadas com as palavras do Bispo de Aveiro sobre a fundadora e a miss\u00e3o das Criaditas.<\/p>\n<p>O \u00faltimo exemplo invocado pelo Bispo de Aveiro foi o P.e Al\u00edrio Baptista, natural de Calv\u00e3o, fundador de miss\u00f5es em Mo\u00e7ambique, criador de escola, cl\u00ednica e explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. O mission\u00e1rio da Boa Nova morre em Novembro de 1983, v\u00edtima de uma emboscada da Renamo. Tinha 52 anos. Est\u00e1 inclu\u00eddo na lista dos novos m\u00e1rtires, elaborada a quando do Jubileu do ano 2000. A esta figura, P.e Georgino Rocha dedica um cap\u00edtulo da obra \u201cAo servi\u00e7o da F\u00e9 na Sociedade Plural\u201d (Ed. Princ\u00edpia).<\/p>\n<p>\u201c\u00c0 medida que vou lendo a hist\u00f3ria de Aveiro, vou descobrindo mais raz\u00f5es para amar a nossa diocese\u201d. D. Ant\u00f3nio disse-o a meio da catequese, mas esse foi, provavelmente, o pensamento, a certeza, com que muitos sa\u00edram da segunda catequese quaresmal.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catequese quaresmal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-11757","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11757","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11757"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11757\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11757"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11757"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11757"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}