{"id":11856,"date":"2008-03-12T16:39:00","date_gmt":"2008-03-12T16:39:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11856"},"modified":"2008-03-12T16:39:00","modified_gmt":"2008-03-12T16:39:00","slug":"nepia-e-bue-o-vazio-da-linguagem-e-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nepia-e-bue-o-vazio-da-linguagem-e-da-vida\/","title":{"rendered":"&#8220;N\u00e9pia&#8221; e &#8220;bu\u00e9&#8221;, o vazio da linguagem e da vida"},"content":{"rendered":"<p>Uma pedrada por semana <!--more--> \u201cVive-se a \u00e9poca do vazio e do fragmento\u201d. Diz quem sabe e se preocupa com o presente e o futuro das pessoas e do pa\u00eds. <\/p>\n<p>A linguagem de muita gente nova, que at\u00e9 j\u00e1 vai entrando nos menos novos pensando que assim s\u00e3o mais modernos, cativantes e cativadores, parece denunciar o vazio cultural e moral das suas vidas e a op\u00e7\u00e3o pelo mais f\u00e1cil. <\/p>\n<p>Alguns pensam que \u00e9 moda que passa. Talvez. Mas, para j\u00e1, denuncia a pobreza de quem n\u00e3o l\u00ea e cede ao mais f\u00e1cil, o descuido de se aprender a dizer e a expressar, de modo normal e significativo, a banaliza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o que, por si, deve ser construtora de vida e enriquecedora de saber m\u00fatuo.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que sempre houve, nuns tempos mais que noutros, a introdu\u00e7\u00e3o na linguagem corrente, e at\u00e9 na erudita, de neologismos ou de novos termos, origin\u00e1rios de outras l\u00ednguas ou fruto de investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. O que est\u00e1 a acontecer n\u00e3o \u00e9 apenas isto, mas preocupa\u00e7\u00e3o de meter na linguagem do dia a dia, palavras inglesas, por exemplo, das quais temos correspondentes na nossa l\u00edngua. Quem n\u00e3o mete uma express\u00e3o inglesa, antes era francesa, na conversa ou na escrita, n\u00e3o \u00e9 erudito nem s\u00e1bio. Mas escreve-se nos jornais e fala-se na televis\u00e3o para toda a gente ou s\u00f3 para pretensos eruditos? <\/p>\n<p>Aos mais moderna\u00e7os do burgo basta-lhes o bu\u00e9 e o n\u00e9pia e por a\u00ed. Nem mais e quem n\u00e3o sabe seja humilde e pergunte, porque o dicion\u00e1rio, por enquanto, ainda n\u00e3o diz tudo\u2026.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Marcelino<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pedrada por semana<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-11856","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11856","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11856"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11856\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11856"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11856"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11856"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}