{"id":11918,"date":"2008-03-19T17:14:00","date_gmt":"2008-03-19T17:14:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11918"},"modified":"2008-03-19T17:14:00","modified_gmt":"2008-03-19T17:14:00","slug":"consciencia-esclarecida-caminho-de-bem-fazer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/consciencia-esclarecida-caminho-de-bem-fazer\/","title":{"rendered":"Consci\u00eancia esclarecida, caminho de bem-fazer"},"content":{"rendered":"<p>Aqui h\u00e1 meses, o Courrier Internacional dava honras de capa \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica, anotando, logo no mesmo espa\u00e7o, para o caso de n\u00e3o se querer ou n\u00e3o se poder ler o que se escrevia no interior da revista, que \u201co Vaticano n\u00e3o desiste de tentar influenciar os comportamentos\u2026\u201d Ent\u00e3o, tratava-se de situa\u00e7\u00f5es relacionadas com a sexualidade sem regras. Agora os jornais noticiaram, com coment\u00e1rios, que \u201co Vaticano criou mais sete pecados mortais\u201d, sem apagar os outros sete que se recordam do catecismo.<\/p>\n<p>N\u00e3o faltou humor f\u00e1cil \u00e0 volta da not\u00edcia, considerada estranha e fora do tempo, uma vez que, no mundo de hoje, falar de pecado \u00e9 remar contra a corrente e desconhecer os imperativos da modernidade. De facto, esta decretou que cada um pode fazer o que quiser, uma vez que \u00e9, sem apelo nem recrimina\u00e7\u00e3o de outros, regra e norma subjectiva da moralidade dos pr\u00f3prios actos. Tudo o que desejar e lhe interessar \u00e9 bom.<\/p>\n<p>Alguns jornalistas, com propens\u00e3o para catequistas e te\u00f3logos, misturaram logo novos pecados com condena\u00e7\u00e3o eterna, e n\u00e3o se furtaram a dar picadas no Papa, considerado, mais uma vez, como reaccion\u00e1rio e ultrapassado.<\/p>\n<p>J\u00e1 se disse que o maior pecado da humanidade \u00e9 ter-se negado a realidade do pecado, tanto do pecado pessoal, como do social. Este alheamento de muita gente em rela\u00e7\u00e3o ao desregramento moral reinante, ao agir sem \u00e9tica e ao dispensar consciente de princ\u00edpios e valores, est\u00e1 a\u00ed na pra\u00e7a p\u00fablica, com o estendal de consequ\u00eancias e desgra\u00e7as de quem n\u00e3o se respeita a si pr\u00f3prio, nem aos outros com seus direitos, tornando cada dia mais dif\u00edceis as rela\u00e7\u00f5es e a vida em sociedade. <\/p>\n<p>Todos somos capazes de andar por caminhos desencontrados e ausentes de valores e princ\u00edpios morais, empurrados, ent\u00e3o, se for essa a op\u00e7\u00e3o, para becos sem sa\u00edda e para um desgaste sem crescimento interior, nem protagonismo social. Por\u00e9m, uns lutam para evitar esta tend\u00eancia e este drama, outros ou andam alheados ou programam caminhos que alarguem espa\u00e7os agrad\u00e1veis, mas n\u00e3o in\u00f3cuos, ao seu viver humano e social.<\/p>\n<p>Muita gente beneficia e \u00e9 solid\u00e1ria no bem que se faz. \u00c9 tamb\u00e9m verdade que nenhum mal, praticado por n\u00f3s ou por outros, nos fica alheio pelas consequ\u00eancias e pelo clima corrosivo que provoca e vai alastrando \u00e0 nosso volta.<\/p>\n<p>A Igreja, de facto, n\u00e3o pode desistir de tentar influenciar os comportamentos, para que eles sejam express\u00e3o e pr\u00e1tica di\u00e1ria de bem-fazer. Agora, com objectividade e louv\u00e1vel sensibilidade, chama a aten\u00e7\u00e3o e coloca no plano da consci\u00eancia moral, sem receio de ser denegrida, gozada ou deturpada, realidades e comportamentos de ineg\u00e1veis consequ\u00eancias, ligados \u00e0 manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, \u00e0 grave polui\u00e7\u00e3o do ambiente e depreda\u00e7\u00e3o da natureza criada, \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o injusta de riquezas que provocam pobreza que se torna mis\u00e9ria, ao tr\u00e1fego de drogas destruidoras, \u00e0 viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos fundamentais\u2026 Certamente que muitas outras realidades deste g\u00e9nero se poderiam acrescentar \u00e0 lista enunciada, na esperan\u00e7a de que haja sempre gente honesta que o queira continuar a ser. <\/p>\n<p>Muitas destas coisas j\u00e1 est\u00e3o sancionadas por leis nacionais e internacionais. Mas n\u00e3o falta quem ajude a fugir e a passar ao lado delas, n\u00e3o raro com o favor de quem tem no assunto interesses variados. <\/p>\n<p>Trazemos inscrita em n\u00f3s, pessoas humanas livres e respons\u00e1veis, a lei que \u00e9 voz na consci\u00eancia de cada um, a convidar ao bem e a evitar o mal. Por\u00e9m, o barulho que nos envolve \u00e9 t\u00e3o ensurdecedor que todos precisamos de ser acordados e orientados. <\/p>\n<p>N\u00e3o se podem calar os profetas que clamam pela verdade objectiva e pela justi\u00e7a social. O seu grito \u00e9 sempre a favor das pessoas, da sociedade, da natureza criada. Se se calarem, o espa\u00e7o ficar\u00e1 a descoberto e a favorecer o individualismo de quem s\u00f3 pensa em si e na promo\u00e7\u00e3o dos seus interesses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aqui h\u00e1 meses, o Courrier Internacional dava honras de capa \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica, anotando, logo no mesmo espa\u00e7o, para o caso de n\u00e3o se querer ou n\u00e3o se poder ler o que se escrevia no interior da revista, que \u201co Vaticano n\u00e3o desiste de tentar influenciar os comportamentos\u2026\u201d Ent\u00e3o, tratava-se de situa\u00e7\u00f5es relacionadas com a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-11918","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11918","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11918"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11918\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11918"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11918"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11918"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}