{"id":11940,"date":"2008-04-02T15:28:00","date_gmt":"2008-04-02T15:28:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11940"},"modified":"2008-04-02T15:28:00","modified_gmt":"2008-04-02T15:28:00","slug":"a-descoberta-de-cristo-ressuscitado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-descoberta-de-cristo-ressuscitado\/","title":{"rendered":"\u00c0 descoberta de Cristo Ressuscitado"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; 3\u00ba Domingo de P\u00e1scoa &#8211; Ano A <!--more--> A liturgia deste domingo conduz-nos \u00e0 descoberta de Cristo ressuscitado, que continua percorrendo os nossos caminhos, como outrora os da Palestina, animando-nos com a sua palavra e congregando-nos \u00e0 volta do seu p\u00e3o partido e partilhado. Convida-nos a sermos suas testemunhas diante da incredulidade de muitos dos nossos contempor\u00e2neos.<\/p>\n<p>O evangelho coloca-nos diante de dois disc\u00edpulos, naturais de Ema\u00fas, que abandonaram o grupo dos seus condisc\u00edpulos, decepcionados com tudo o que se passara por ocasi\u00e3o da morte de Jesus. Para eles tudo tinha acabado. \u201c\u00c9 verdade que algumas mulheres do nosso grupo vieram dizer que lhes tinham aparecido uns anjos a anunciar que Ele estava vivo. Mas a Ele n\u00e3o o vimos\u201d, confessam ao companheiro, que deles se aproximou e fez caminhada com eles. Esse companheiro era o pr\u00f3prio Jesus ressuscitado, que eles n\u00e3o reconheceram, sen\u00e3o no fim da jornada, quando entrou com eles em casa e, sentando-se \u00e0 mesa, \u201ctomou o p\u00e3o, recitou a b\u00ean\u00e7\u00e3o, partiu-o e entregou-lho\u201d. Nesse preciso momento, os seus olhos abriram-se e recordaram quanto lhes dissera pelo caminho, e como os seus cora\u00e7\u00f5es estavam incandescentes e arrebatados. O companheiro de viagem era o pr\u00f3prio Jesus vivo e glorioso! Motivados pela experi\u00eancia que fizeram, voltaram para tr\u00e1s e foram dar testemunho junto dos seus condisc\u00edpulos. \u00c9 a mesma incredulidade e decep\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas que perpassa nos crist\u00e3os dos nossos dias. Tamb\u00e9m cada um de n\u00f3s tem crises e zonas de obscuridade, onde a f\u00e9 parece extinguir-se diante de situa\u00e7\u00f5es que nos desencantam e desalentam. Como costumo reagir nessas ocasi\u00f5es? Procuro a palavra de Deus, sabendo que Jesus me fala e me aponta caminhos de esperan\u00e7a atrav\u00e9s dela? Costumo animar os irm\u00e3os desanimados com as palavras de Jesus e com os meus gestos de amor e de servi\u00e7o? <\/p>\n<p>A primeira leitura, utilizando o exemplo do pr\u00f3prio Jesus, mostra-nos como uma vida entregue \u00e9 uma vida ressuscitada, porque uma vida gasta numa din\u00e2mica de amor e de servi\u00e7o nunca termina no fracasso, apesar de, por vezes, nos sentirmos frustrados e criticados pelos nossos companheiros de viagem. \u00c9 este testemunho existencial que somos chamados a dar numa sociedade onde s\u00f3 conta o sucesso e o triunfo. Jesus mostra-nos que \u00e9 morrendo que nos d\u00e1 a vida verdadeira e plena. Vivo habitualmente estes valores de Jesus ou deixo-me arrastar pela l\u00f3gica do mundo? <\/p>\n<p>A segunda leitura conduz-nos a contemplar o projecto salvador de Deus e a grandeza do seu amor por n\u00f3s, at\u00e9 ao ponto de nos enviar o seu pr\u00f3prio Filho e de o entregar \u00e0 morte por nosso amor e para nossa salva\u00e7\u00e3o. Na sociedade em que vivemos, \u00e9 dif\u00edcil compreender esta l\u00f3gica, porque, no geral, as pessoas vivem mais voltadas para si mesmas e para os seus sonhos e projectos, do que para a felicidade e o bem-estar dos outros. Costumo contemplar a gratuidade do amor de Deus e inspirar-me nela para ser fiel e coerente na minha vida de filho e filha de Deus? O que predomina mais em mim: o ego\u00edsmo e o orgulho ou a auto-doa\u00e7\u00e3o e a humildade?  <\/p>\n<p>Leituras do 3\u00ba Domingo de P\u00e1scoa: Act 2,14-33; Sl 16 (15); 1 Pe 1,17-21; Lc 24,13-35<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; 3\u00ba Domingo de P\u00e1scoa &#8211; Ano A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-11940","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11940","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11940"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11940\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11940"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11940"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11940"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}