{"id":11949,"date":"2008-04-02T15:51:00","date_gmt":"2008-04-02T15:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11949"},"modified":"2008-04-02T15:51:00","modified_gmt":"2008-04-02T15:51:00","slug":"a-prostituicao-e-uma-organizacao-com-dimensao-local-nacional-e-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-prostituicao-e-uma-organizacao-com-dimensao-local-nacional-e-internacional\/","title":{"rendered":"&#8220;A prostitui\u00e7\u00e3o \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o com dimens\u00e3o local, nacional e internacional&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>In\u00eas Fontinha na jornada de reflex\u00e3o sobre prostitui\u00e7\u00e3o: <!--more--> As C\u00e1ritas de Aveiro, Lamego, Coimbra, Leiria\/F\u00e1tima, Viseu e Guarda reflectiram sobre a prostitui\u00e7\u00e3o e partilharam as boas iniciativas que v\u00e3o ao encontro das mulheres que vivem este drama social.<\/p>\n<p>Trabalhando h\u00e1 40 anos na ajuda a mulheres v\u00edtimas de prostitui\u00e7\u00e3o, In\u00eas Fontinha tem palavras e conhecimentos que atraem a aten\u00e7\u00e3o das cerca de 80 pessoas que se deslocaram ao Centro Universit\u00e1rio F\u00e9 e Cultura, no dia 25 de Mar\u00e7o: \u201cN\u00e3o conhe\u00e7o nenhuma mulher que tivesse dito: \u00abGosto de ser prostituta\u00bb\u201d.<\/p>\n<p>As palavras da presidente da associa\u00e7\u00e3o \u201cO Ninho\u201d, institui\u00e7\u00e3o que acolhe mulheres que querem deixar a prostitui\u00e7\u00e3o, s\u00e3o especialmente escutadas quando se trata de denunciar interesses, de desmontar falsidades e mitos, de ultrapassar a ilus\u00e3o e anunciar esperan\u00e7a a um mundo onde \u201cse vende a vontade e o corpo\u201d.<\/p>\n<p>Os interesses. \u201cA prostitui\u00e7\u00e3o \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o social com dimens\u00e3o local, nacional e internacional\u201d, afirmou. \u201cAs pessoas prostitu\u00eddas servem os interesses dos proxenetas e dos clientes\u201d. \u00c9 um neg\u00f3cio. Uma explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As falsidades. S\u00e3o muitas, como ser\u00e1 pr\u00f3prio de um assunto das margens da sociedade, dif\u00edcil de encarar de frente. Uma delas diz que h\u00e1 prostitui\u00e7\u00e3o de luxo (de hot\u00e9is e clubes), com mulheres da classe alta, e outra pobre (de rua), com mulheres da classe baixa. Ora, \u201ca causa da prostitui\u00e7\u00e3o \u00e9 a mis\u00e9ria\u201d, associada a outros factores como a baixa auto-estima, a viol\u00eancia familiar e dom\u00e9stica, a viola\u00e7\u00e3o, o alcoolismo parental. As mulheres que se prostituem s\u00e3o \u201cas mais pobres do nosso pa\u00eds\u201d e \u201cas mais pobres dos pa\u00edses pobres\u201d, real\u00e7a quem h\u00e1 40 anos lida com o drama. O que acontece \u00e9 que, sendo a prostitui\u00e7\u00e3o um mercado, a oferta adapta-se \u00e0 procura\u201d e, se \u201ch\u00e1 clientes de todas as classes, a oferta adapta-se a todas as classes\u201d.<\/p>\n<p>Outra demagogia \u00e9 a que diz que, se sempre existiu, \u201clegalize-se\u201d. \u201cLegalizar \u00e9 n\u00e3o compreender que o proxenetismo \u00e9 inerente \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o\u201d, afirma. \u00c9 legalizar a explora\u00e7\u00e3o, o crime. Por isso, In\u00eas Fontinha defende a despenaliza\u00e7\u00e3o (como j\u00e1 acontece), mas n\u00e3o a liberaliza\u00e7\u00e3o, que poderia levar a becos sem sa\u00edda como este: \u201cSe a prostitui\u00e7\u00e3o \u00e9 legalizada como  actividade, ainda que ningu\u00e9m diga \u00abtenho como projecto de vida para a minha filha ser prostituta\u00bb, pode querer isso para as filhas dos outros. No limite, um empres\u00e1rio do sexo poderia chegar a uma ag\u00eancia de emprego e pedir uma desempregada para trabalhar no ramo. E, se ela recusasse, perderia o subs\u00eddio de desemprego\u201d.<\/p>\n<p>O mito \u00e9 o que diz que \u201ch\u00e1 muitas universit\u00e1rias que se pros-tituem\u201d. \u201cConhece algu\u00e9m?\u201d, perguntou In\u00eas Fontinha em direc\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico, porque o tema surgira da plateia. \u201cPode haver, mas n\u00e3o constitui problema social. H\u00e1 an\u00fancios de \u00abestudantes universit\u00e1rias\u00bb nos jornais, mas trata-se de proxenetismo organizado para atrair clientela\u201d. In\u00eas Fontinha desmonta o mito: \u201cAs universit\u00e1rias s\u00e3o a representa\u00e7\u00e3o social da juventude. Dizendo que s\u00e3o muitas, d\u00e1-se uma banaliza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da consci\u00eancia social. Dizendo que s\u00e3o universit\u00e1rias, ilude-se a verdadeira causa, que \u00e9 a pobreza. Assim, n\u00e3o se incomoda o poder pol\u00edtico. Interessa dar a ideia de que a prostitui\u00e7\u00e3o atravessa todas as classes sociais, mas n\u00e3o corresponde \u00e0 realidade. De resto, h\u00e1 actrizes pagas para passarem por universit\u00e1rias nas reportagens televisivas. Quando se telefona para os n\u00fameros que aparecem nos jornais, de supostas universit\u00e1rias, quem atende s\u00e3o ag\u00eancias\u201d.<\/p>\n<p>A ilus\u00e3o reside na \u201ccontradi\u00e7\u00e3o e conflito que a mulher vive consigo mesma, quando diz \u00abEstou aqui por pouco tempo\u00bb, \u00abtenho quatro filhos; \u00e9 s\u00f3 enquanto n\u00e3o tenho dinheiro\u00bb\u201d. \u201cOs valores que as mulheres consideram v\u00e1lidos n\u00e3o se coadunam com a realidade que vivem\u201d, afirma a presidente de \u201cO Ninho\u201d. As situa\u00e7\u00f5es s\u00e3o pensadas como tempor\u00e1rias, mas prolongam-se at\u00e9 \u00e0 incapacidade de assumir outra vida. At\u00e9 \u00e0 ilus\u00e3o de pensarem e dizerem que se trata de uma escolha.<\/p>\n<p>Por fim, a esperan\u00e7a. \u201c\u00c9 poss\u00edvel resistir e dizer n\u00e3o ao desprezo, \u00e0 mercantiliza\u00e7\u00e3o dos corpos e dos sexos\u201d. H\u00e1 esperan\u00e7a quando a luta contra a prostitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o visa apenas as mulheres, mas tamb\u00e9m os que as exploram e principalmente os clientes (na Su\u00e9cia, criminaliza-se a procura, n\u00e3o a oferta). A esperan\u00e7a est\u00e1 atestada em todas as mulheres que invertem a espiral de degrada\u00e7\u00e3o. \u201cSe gosta de si pr\u00f3pria, n\u00e3o se prostitui\u201d, afirmou In\u00eas Fontinha. Para isso, \u00e9 preciso apoio psicol\u00f3gico, apoio social, aumento da auto-estima, aprendizagem de um trabalho, aquisi\u00e7\u00e3o das regras mais simples como cumprir hor\u00e1rios, tempo para fazer o seu caminho. Resultados imediatos s\u00e3o raros. \u201cA mulher que ganha 300 contos numa noite \u2013 estou a falar de um caso que conheci \u2013 pode aceitar ganhar o ordenado m\u00ednimo a varrer a rua, se estiver bem consigo pr\u00f3pria. Se tiver apoio\u201d, afirmou In\u00eas Fontinha. Outra vida \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Prostitui\u00e7\u00e3o de imigrantes \u00e9 promovida por clubes e bares<\/p>\n<p>Num outro registo, o de soci\u00f3logo, Fernando Bessa Ribeiro apresentou alguns n\u00fameros da prostitui\u00e7\u00e3o na zona fronteiri\u00e7a do norte do pa\u00eds. O investigador da Universidade de Tr\u00e1s-os-Montes e Alto Douto (UTAD) referiu que 60% das mulheres que se prostituem s\u00e3o estrangeiras e que, dessas, 70% chegaram a Portugal\/Espanha com a ideia de se prostitu\u00edrem. \u201c\u00abNingu\u00e9m me enganou\u00bb foi uma resposta frequente nos inqu\u00e9ritos. O n\u00famero de mulheres enganadas \u00e9 reduzido\u201d, afirmou, para a seguir esclarecer que a maior parte viaja a cr\u00e9dito, financiadas por familiares que j\u00e1 est\u00e3o em Portugal\/Espanha e principalmente por propriet\u00e1rios de clubes e bares de alterne. Neste caso, h\u00e1 um estratagema. Os exploradores adiantam dinheiro para o bilhete e para que as mulheres se mostrem nas fronteiras, como se viessem em turismo. Um vez em Portugal, retiram-lhes os documentos. Esgotados os tr\u00eas meses da condi\u00e7\u00e3o de turista, as mulheres ficam ilegais e sem possibilidade de renova\u00e7\u00e3o dos documentos. N\u00e3o os t\u00eam. O medo do controlo policial, a par da fragilidade social em que vivem, \u00e9 ambiente prop\u00edcio para perpetuar e aumentar a explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pedidos do Bispo de Aveiro \u00e0s C\u00e1ritas<\/p>\n<p>Falando para uma plateia maioritariamente constitu\u00edda por pessoas ligadas \u00e0 C\u00e1ritas (das dioceses do Centro ou ligadas a grupos paroquiais), logo na abertura do encontro, D. Ant\u00f3nio Francisco fez quatro pedidos: \u201cPe\u00e7o-vos que sejais os especiais destinat\u00e1rios da Doutrina Social da Igreja; pe\u00e7o-vos que sejais inspiradores, nas comunidades crist\u00e3s, da caridade crist\u00e3; pe\u00e7o-vos que vos dediqueis \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dos t\u00e9cnicos agentes e trabalhadores das vossas institui\u00e7\u00f5es sociais (&#8230;); pe\u00e7o-vos que sejais profetas de um tempo novo, que no perfil da C\u00e1ritas se desenhe o jeito da Igreja anunciar as Bem-aventuran\u00e7as\u201d.<\/p>\n<p>DECLARA\u00c7\u00d5ES<\/p>\n<p>A prostitui\u00e7\u00e3o \u00e9 uma realidade dram\u00e1tica \u00e0 qual n\u00e3o podemos fechar os olhos. Temos de estar mais presentes num mundo que precisa de salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>P.e Adriano, presidente da C\u00e1ritas de Lamego<\/p>\n<p>Solidariedade \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o de compromisso que cada um tem com o grupo a que pertence. Todos os que fazem parte desta sociedade t\u00eam de encarar a quest\u00e3o da prostitui\u00e7\u00e3o sem olhar para o lado.<\/p>\n<p>Celestino de Almeida, director do Centro Regional da Seguran\u00e7a Social de Aveiro<\/p>\n<p>Diz-se mal das mulheres, que, no seu sil\u00eancio, pedem socorro, mas n\u00e3o se diz mal dos homens&#8230; As mulheres que se dedicam \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o marginais; est\u00e3o marginalizadas! (&#8230;) \u00c9 preciso denunciar claramente que h\u00e1 clientes e proxenetas que as exploram. (&#8230;). A Igreja est\u00e1 a denunciar pouco. Mas temos a for\u00e7a do Evangelho que manda denunciar com for\u00e7a.<\/p>\n<p>P.e Jo\u00e3o Gon\u00e7alves, assistente da C\u00e1ritas de Aveiro<\/p>\n<p>Que a prostitui\u00e7\u00e3o sempre tenha existido no passado n\u00e3o significa que tenha de existir para sempre. A consci\u00eancia social continua adversa, dizendo que as mulheres s\u00e3o mal-formadas, viciadas, depravadas, quando na realidade s\u00e3o v\u00edtimas de situa\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas, manipuladas por outros, dependentes de terceiros, v\u00edtimas de tr\u00e1fico e imigra\u00e7\u00e3o ilegal.<\/p>\n<p>Eug\u00e9nio Fonseca, presidente da C\u00e1ritas Portuguesa<\/p>\n<p>Iluminados pelo Esp\u00edrito da P\u00e1scoa, pela alegria da Ressurrei\u00e7\u00e3o, nas sendas da pedagogia do Evangelho, a nossa ac\u00e7\u00e3o tem de promover o respeito pela pessoa que mora em cada ser humano, com nome e rosto, imagem e semelhan\u00e7a do nosso Deus; tem de seguir um paradigma de lucidez: deixar as reflex\u00f5es intermin\u00e1veis que a nada conduzem; e tem de atingir a efic\u00e1cia pr\u00f3pria de pessoas agitadas pelo amor de Deus, numa permanente esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Francisco <\/p>\n<p>Bispo de Aveiro<\/p>\n<p>Quatro iniciativas apontam o caminho de sa\u00edda da rua<\/p>\n<p>A tarde do encontro realizado no Centro Universit\u00e1rio F\u00e9 e Cultura serviu para apresentar quatro iniciativas \u2013 da C\u00e1ritas e de outras institui\u00e7\u00f5es \u2013 que v\u00e3o ao encontro das mulheres que se prostituem.<\/p>\n<p>* \u201cM\u00e3os Solid\u00e1rias\u201d d\u00e1 t\u00edtulo \u00e0 iniciativa de um grupo de pessoas liderado pela Irm\u00e3 Nazar\u00e9 (do Lar do Divino Salvador &#8211; \u00cdlhavo). Uma vez por m\u00eas, o grupo vai ao encontro das mulheres que costumam estar na chamada \u201creta de Albergaria\u201d. O objectivo n\u00e3o \u00e9 tirar imediatamente as mulheres da rua, mas acompanh\u00e1-las, travar amizade e, quando quiserem, proporcionar-lhes alternativas. J\u00e1 tem acontecido, mas tudo leva muito tempo. \u201cUma mulher vale mais do que o mundo\u201d \u00e9 lema que sintetiza o esp\u00edrito deste grupo.<\/p>\n<p>* A Rede de Interven\u00e7\u00e3o de Aveiro (RIA) resulta de uma parceria de seis dezenas de institui\u00e7\u00f5es de solidariedade social do concelho de Aveiro e disp\u00f5e de uma unidade m\u00f3vel (pessoas e viatura) que todas as semanas faz um circuito por Cacia, Esgueira e Ver Cruz, ao encontro de prostitutas. A principal preocupa\u00e7\u00e3o desta unidade \u00e9 sanit\u00e1ria: alerta para as doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis. Acompanha semanalmente 24 pessoas. Cinco s\u00e3o homens.<\/p>\n<p>* Em Coimbra, nos \u00faltimos 17 anos, as Irm\u00e3s Adoradoras acolheram na Casa de N.\u00aa Sr.\u00aa da Paz cerca de 300 mulheres, com ou sem filhos, sa\u00eddas da prostitui\u00e7\u00e3o. Ponto importante do trabalho das Irm\u00e3s Adoradoras \u00e9 o ensino de uma profiss\u00e3o que possibilite \u201cum novo projecto de vida\u201d. A institui\u00e7\u00e3o, nascida em Espanha, est\u00e1 presente em v\u00e1rios pa\u00edses da Europa e da Am\u00e9rica Latina \u2013 o que lhe d\u00e1 um especial conhecimento das redes de tr\u00e1fico e imigra\u00e7\u00e3o ilegal conducentes \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>* Tamb\u00e9m em Coimbra, desde 2000, a C\u00e1ritas Diocesana tem um Centro Comunit\u00e1rio de Reinser\u00e7\u00e3o para mulheres em situa\u00e7\u00e3o de exclus\u00e3o social. Neste Centro, existe uma empresa que presta servi\u00e7os de lavandaria, costura, limpeza, funcionando como empresa de inser\u00e7\u00e3o. Com acompanhamento psicol\u00f3gico e apoio social, as mulheres t\u00eam acesso a uma actividade remunerada, que pode ser o princ\u00edpio de uma nova vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>In\u00eas Fontinha na jornada de reflex\u00e3o sobre prostitui\u00e7\u00e3o:<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-11949","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11949","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11949"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11949\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11949"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11949"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11949"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}