{"id":11950,"date":"2008-04-02T15:54:00","date_gmt":"2008-04-02T15:54:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11950"},"modified":"2008-04-02T15:54:00","modified_gmt":"2008-04-02T15:54:00","slug":"tu-senhor-es-o-alimento-vivo-de-todos-os-dias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/tu-senhor-es-o-alimento-vivo-de-todos-os-dias\/","title":{"rendered":"&#8220;Tu, Senhor, \u00e9s o alimento vivo de todos os dias&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Excertos das homilias de D. Ant\u00f3nio Francisco nas celebra\u00e7\u00f5es da P\u00e1scoa <!--more--> O Bispo de Aveiro presidiu \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es da P\u00e1scoa na S\u00e9 de Aveiro. Das suas homilias, o Correio do Vouga seleccionou alguns excertos que iluminam o tempo pascal que estamos a viver.<\/p>\n<p>Quinta-feira Santa. <\/p>\n<p>Missa Crismal, em que os sacerdotes renovam os compromissos sacerdotais<\/p>\n<p>\u201cRegressemos ao lugar origin\u00e1rio no qual Cristo instituiu o sacerd\u00f3cio da nova alian\u00e7a, continuando no mundo de forma perene, em cada Eucaristia celebrada e em cada vida sacerdotal dada ao seu povo, o memorial vivo da sua paix\u00e3o, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO cen\u00e1culo permanece na hist\u00f3ria do nosso sacerd\u00f3cio como o lugar fundador de um minist\u00e9rio que fascina e que envolve. No cen\u00e1culo, o tempo parou por alguns instantes\u201d.<\/p>\n<p>O imperativo de Jesus: \u201cFazei isto em mem\u00f3ria de Mim\u201d torna-nos contempor\u00e2neos seus, porque a Eucaristia ser\u00e1 sempre a origem, o centro e a meta de toda a vida sacerdotal.<\/p>\n<p>Nesta vida e nesta voca\u00e7\u00e3o, com origem mas sem ocaso, encontra o sacerdote as raz\u00f5es da sua alegria e da sua fidelidade, sabendo que \u00e9 sempre envolta em mist\u00e9rio toda a sua vida e feito de despojamento, muitas vezes her\u00f3ico, o seu caminho de doa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O mundo olha-nos com alguma surpresa, a estranha surpresa sentida diante de quem \u00e9 chamado a ser testemunha e dispensador de uma vida diferente da terrena.<\/p>\n<p>Mas o mundo olha-nos igualmente com uma imensa gratid\u00e3o, quando nos sente modelados pela ora\u00e7\u00e3o e pela palavra de Deus e portadores de um an\u00fancio esclarecido, acolhedor, fraterno e misericordioso da boa nova da salva\u00e7\u00e3o. \u00c9 este mesmo mundo que nos procura na \u00e2nsia de quem o ajude a descobrir sinais de orienta\u00e7\u00e3o para o sentido da vida, para a busca de felicidade e de bem-aventuran\u00e7a, para gestos de comunh\u00e3o e de fraternidade e para o servi\u00e7o generoso e solid\u00e1rio dos pobres e dos que sofrem.<\/p>\n<p>Mas a efic\u00e1cia da resposta que de n\u00f3s espera o mundo est\u00e1 em Cristo, do mesmo modo que em Cristo reside o segredo da voca\u00e7\u00e3o, da fidelidade e da alegria do sacerdote.<\/p>\n<p>Sabemo-nos \u201chomens do mist\u00e9rio\u201d, mist\u00e9rio sempre subjacente \u00e0 pergunta inicial: \u201cMestre, onde moras?\u201d. Mist\u00e9rio continuado em cada gesto, em cada palavra, em cada passo dado, em cada sacramento celebrado, em cada obra constru\u00edda, em cada prece rezada. Mist\u00e9rio, por excel\u00eancia, celebrado e vivido no p\u00e3o e no vinho que pelas nossas palavras se tornam Corpo e Sangue do Senhor.<\/p>\n<p>Se perd\u00eassemos esta consci\u00eancia do mist\u00e9rio que nos habita, tornar-se-iam sem sentido a nossa vida e o nosso minist\u00e9rio.\u201d<\/p>\n<p>Quinta-feira Santa. <\/p>\n<p>Missa da Ceia do Senhor<\/p>\n<p>\u201cO man\u00e1 procurado nas horas dif\u00edceis da vida no deserto e o p\u00e3o multiplicado nos momentos demorados em que a multid\u00e3o faminta seguiu Jesus \u00e9 agora Corpo de Cristo, por n\u00f3s entregue.<\/p>\n<p>As palavras pronunciadas nesta ceia com os disc\u00edpulos foram-nos confiadas tamb\u00e9m a n\u00f3s, ao dizer-nos \u201cfazei isto em mem\u00f3ria de mim\u201d. Ao congregar os crist\u00e3os, a Eucaristia une-nos a Cristo Vivo e Ressuscitado, fortalece-nos com a sua Palavra e alimenta-nos com o seu Corpo e Sangue.<\/p>\n<p>A Eucaristia volta-nos para Cristo, centra-nos em Cristo e, quando proclamamos \u201cmist\u00e9rio da f\u00e9\u201d, respondemos anunciando Cristo morto, ressuscitado e esperado. A primeira miss\u00e3o da Eucaristia \u00e9 centrar-nos em Deus e voltar-nos para Cristo como Povo reunido no Esp\u00edrito. A Eucaristia faz a Igreja. (&#8230;)<\/p>\n<p>A Eucaristia \u00e9 verdadeiro \u201cmist\u00e9rio da f\u00e9\u201d, nunca plenamente compreendido, mas sempre acreditado, celebrado, esperado e vivido.<\/p>\n<p>De cada Eucaristia emana um dinamismo sacramental de caridade, de justi\u00e7a e de fraternidade. H\u00e1, assim, uma \u00edntima rela\u00e7\u00e3o entre a Eucaristia e o compromisso s\u00f3cio-caritativo de cada um de n\u00f3s crist\u00e3os. <\/p>\n<p>A partir da Eucaristia, nos caminhos diariamente por n\u00f3s percorridos que nos conduzem da Missa \u00e0 Miss\u00e3o, devemos levar connosco este p\u00e3o partido para um mundo novo, alimentando do Corpo de Cristo os doentes e idosos, refor\u00e7ando a comunh\u00e3o entre irm\u00e3os distantes ou desavindos, consolidando a justi\u00e7a e a paz, promovendo a dignidade humana, levando ao mundo o alimento da verdade e tornando-nos atentos a tantas situa\u00e7\u00f5es de injusti\u00e7a e a tantos flagelos, dramas e dores dos pobres e dos que sofrem.\u201d<\/p>\n<p>Sexta-feira Santa. <\/p>\n<p>Enterro do Senhor<\/p>\n<p>\u201cDetenhamo-nos por alguns momentos na express\u00e3o \u201cTenho Sede\u201d.<\/p>\n<p>O tema da sede atravessa todo o Evangelho de Jo\u00e3o: desde o encontro com a Samaritana, \u00e0 grande profecia durante a festa das Tendas (cf. Jo 7,37-38), at\u00e9 \u00e0 Cruz, quando Jesus, antes de morrer, disse para cumprir a Escritura: \u201cTenho Sede\u201d (Jo 19,28).<\/p>\n<p>A sede de Cristo \u00e9 uma porta de acesso ao mist\u00e9rio de Deus, que se faz sedento para nos aplacar a sede, assim como se faz pobre para nos enriquecer de vida e de sentido para a vida (cf. 2 Cor 8,9). Sim, Deus tem sede da nossa f\u00e9 e do nosso amor. Como um pai bom e misericordioso, deseja para n\u00f3s todo o bem poss\u00edvel e esse bem \u00e9 Ele mesmo.<\/p>\n<p>Tenho sede da Tua F\u00e9.<\/p>\n<p>(&#8230;) Todos n\u00f3s, a exemplo de Jesus, precisamos de Cireneus. \u00c9 isso que hoje Jesus nos pede: que sejamos cireneus dos nossos irm\u00e3os. A voca\u00e7\u00e3o e a miss\u00e3o de Sim\u00e3o de Cirene \u00e9 modelo para n\u00f3s. O pior que pode acontecer a uma sociedade \u00e9, por um lado, perder a coragem de educar (Jesus come\u00e7ou por ser Mestre e reunir disc\u00edpulos) e, por outro lado, perder a sensibilidade diante da cruz, da dor e do sofrimento (Jesus concluiu o seu tempo dando-se na cruz para assumir as nossas dores).<\/p>\n<p>Ao clamor de Cristo \u201ctenho sede\u201d, cumpre-nos fazer surgir na Igreja de Aveiro e a partir desta Igreja Catedral aut\u00eanticos cireneus dos que sofrem.\u201d<\/p>\n<p>Domingo de P\u00e1scoa. <\/p>\n<p>Vig\u00edlia Pascal na S\u00e9  <\/p>\n<p>e Missa na Vera Cruz<\/p>\n<p>\u201cOlho a Cruz elevada \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de trono (\u2026).<\/p>\n<p>Ai de quantas cruzes, Senhor, \u00e9 feita a Tua Cruz!&#8230; Mas a todas carregas, assumindo-as na Tua Cruz \u2013 para que todos os crucificados contigo ressuscitem.<\/p>\n<p>Olho os olhares serenos, a presen\u00e7a de dignidade e de respeito, de sensibilidade e devo\u00e7\u00e3o, perante o mist\u00e9rio da dor e da morte de Cristo, da multid\u00e3o que enchia por inteiro as ruas da nossa cidade, em noite de prociss\u00e3o solene.<\/p>\n<p>Da alma de cada um dos participantes ou daqueles que se apinhavam nas ruas da nossa cidade, soltava-se uma prece e nascia uma esperan\u00e7a: Tu, Senhor, n\u00e3o passas em v\u00e3o nas nossas ruas e n\u00e3o esqueces nenhum daqueles com quem Te cruzaste no caminho. Urge anunciar a P\u00e1scoa a quantos te viram no t\u00famulo que Te transportava pelas ruas da nossa cidade.<\/p>\n<p>Dou-Te gra\u00e7as por todos os que, ao longo das suas vidas, semeiam palavras de est\u00edmulo e de bondade e an\u00fancios festivos da P\u00e1scoa e da Ressurrei\u00e7\u00e3o. (&#8230;)<\/p>\n<p>Dou-te gra\u00e7as, Senhor, porque Tu \u00e9s o alimento vivo de todos os dias, a dizer-nos que foi na Eucaristia que os disc\u00edpulos de Ema\u00fas Te reconheceram, vivo e ressuscitado, na tarde deste dia de P\u00e1scoa.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Excertos das homilias de D. Ant\u00f3nio Francisco nas celebra\u00e7\u00f5es da P\u00e1scoa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-11950","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11950","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11950"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11950\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11950"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11950"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11950"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}