{"id":11984,"date":"2008-04-09T10:49:00","date_gmt":"2008-04-09T10:49:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11984"},"modified":"2008-04-09T10:49:00","modified_gmt":"2008-04-09T10:49:00","slug":"falsas-medias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/falsas-medias\/","title":{"rendered":"Falsas m\u00e9dias&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>A imagem usada pelo Professor \u00e9, no m\u00ednimo, hilariante. Divertida, caracteriza, todavia, muitas situa\u00e7\u00f5es reais do nosso pa\u00eds, de institui\u00e7\u00f5es e p\u00fablicos diversos &#8211; sanit\u00e1rio, educativo, cultural, desportivo, confessional\u2026<\/p>\n<p>Ent\u00e3o: \u201cUma pessoa, com a cabe\u00e7a dentro do frigor\u00edfico e com os p\u00e9s sobre uma fogueira, est\u00e1 com uma temperatura m\u00e9dia do corpo satisfat\u00f3ria\u201d\u2026 Nem mais nem menos! As m\u00e9dias estat\u00edsticas d\u00e3o para juntarmos o melhor com o pior e ficarmos contentes com os \u201cresultados m\u00e9dios\u201d. S\u00f3 que, na realidade, essas m\u00e9dias n\u00e3o existem. Existem, isso sim, os extremos. <\/p>\n<p>Alguns, com os avantajados meios de que disp\u00f5em, t\u00eam garantida a conserva\u00e7\u00e3o da qualidade de cuidados hospitalares, m\u00e9dicos, medicamentosos. A grande maioria queima o seu tempo, as suas poucas for\u00e7as, os seus magros euros, nas filas e listas de espera, nas madrugadas de vig\u00edlia, nas correrias a ver se algu\u00e9m lhes acode ao fogo do abandono, da exclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Uns poucos beneficiam de todas as oportunidades para desenhar o seu futuro, no tipo de forma\u00e7\u00e3o que desejam, nos cursos que escolhem, nos empregos ambicionados\u2026, enquanto uma multid\u00e3o de outros arde no consumo da \u00fanica oferta de forma\u00e7\u00e3o ao seu alcance, sem os quadros de valores que deseja, atirando-os para cursos de terceira escolha, enviando-os para o terreno da precariedade de emprego, tolhendo-lhes um projecto que articule a sua realiza\u00e7\u00e3o pessoal com a alegria de uma \u00fatil presta\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria\u2026 Mas\u2026 n\u00e3o h\u00e1 licenciados no desemprego!&#8230;<\/p>\n<p>Certas zonas urbanas, e restritos p\u00fablicos, t\u00eam acesso aos bens da cultura (cinema, teatro, exposi\u00e7\u00f5es, confer\u00eancias, meios de comunica\u00e7\u00e3o social\u2026), enquanto a maioria do pa\u00eds se consome no fogo de uma desesperada auto-sufici\u00eancia cultural.<\/p>\n<p>Cultiva-se a alta competi\u00e7\u00e3o, gastam-se milh\u00f5es em craques e est\u00e1dios\u2026, mas n\u00e3o h\u00e1 verbas para a multid\u00e3o poder usufruir de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica adequada \u00e0s suas idades, apoio f\u00edsico \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o das suas energias\u2026<\/p>\n<p>Gastam-se somas incalcul\u00e1veis em suportes a actividades e for\u00e7as de cariz ideol\u00f3gico. Mas estrangulam-se as for\u00e7as vivas da sociedade, inclu\u00eddas as religi\u00f5es, como se a miss\u00e3o do Estado fosse fazer, dirigir toda a coisa p\u00fablica, em vez de estimular e dar suporte \u00e0 iniciativa dos cidad\u00e3os. <\/p>\n<p>Podemos concluir que o pa\u00eds est\u00e1 bem, que os portugueses t\u00eam uma boa m\u00e9dia de vida sanit\u00e1ria, educativa, cultural, desportiva, confessional&#8230;? Claro que n\u00e3o! As dores de muitos n\u00e3o s\u00e3o contrabalan\u00e7adas pela frescura de uns poucos. Pelo contr\u00e1rio: os que j\u00e1 foram ministros, a ganharem fortunas, n\u00e3o engordam, antes esvaziam, os bolsos da multid\u00e3o dos pobres!&#8230; Falsas m\u00e9dias!&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A imagem usada pelo Professor \u00e9, no m\u00ednimo, hilariante. 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