{"id":12005,"date":"2008-04-09T11:47:00","date_gmt":"2008-04-09T11:47:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12005"},"modified":"2008-04-09T11:47:00","modified_gmt":"2008-04-09T11:47:00","slug":"temos-muitos-problemas-algumas-solucoes-e-outros-tantos-sonhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/temos-muitos-problemas-algumas-solucoes-e-outros-tantos-sonhos\/","title":{"rendered":"&#8220;Temos muitos problemas, algumas solu\u00e7\u00f5es e outros tantos sonhos&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>P.e Manuel Joaquim Rocha presidente da direc\u00e7\u00e3o do Centro Social Paroquial da Vera Cruz <!--more--> Na semana em que morre o fundador do Centro Social Paroquial da Vera Cruz, o P.e Manuel Fernandes (ver p\u00e1g. 3), damos a conhecer esta institui\u00e7\u00e3o com presen\u00e7a marcante na cidade de Aveiro.<\/p>\n<p>CORREIO DO VOUGA &#8211; O Centro Social Paroquial responde \u00e0s necessidades da popula\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>P.E MANUEL JOAQUIM ROCHA &#8211; \u00c9 sempre dif\u00edcil respondermos com um sim ou um n\u00e3o a perguntas como esta, tanto pela diversidade das respostas como pela  variedade das necessidades. No entanto, uma coisa \u00e9 certa: um Centro Social Paroquial e, no nosso caso concreto, come\u00e7ou por ser uma resposta a uma necessidade da popula\u00e7\u00e3o da par\u00f3quia: as fam\u00edlias n\u00e3o terem onde deixar os filhos. Isto foi h\u00e1 36 anos! \u00c0 medida que o tempo evolui, a vida \u201ccomplica\u201d se, outras necessidades foram surgindo e outras respostas foram sendo tentadas, quer pelos problemas detectados em determinados p\u00fablicos que n\u00e3o, apenas, o \u201cabrigo\u201d das crian\u00e7as quer, tamb\u00e9m, pelas pol\u00edticas dos governos. E assim foram surgindo as v\u00e1rias val\u00eancias que comp\u00f5em o \u201cjardim\u201d que \u00e9 o nosso Centro Social Paroquial, quer na \u00e1rea pedag\u00f3gica e tradicional quer na \u00e1rea social propriamente dita. Agora saber se respondem ou n\u00e3o \u00e0s necessidades das popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o sei; \u00e9, pelo menos, dentro das condicionantes que nos rodeiam e \u201capertam\u201d o objectivo por que lutam, quer a Direc\u00e7\u00e3o quer cada um dos funcion\u00e1rios desta Institui\u00e7\u00e3o. Disso n\u00e3o tenho d\u00favidas\u2026. Com mais um pequeno acrescento que marca a forma da resposta: compet\u00eancia, amor e sinal vis\u00edvel da Igreja no meio dos problemas. <\/p>\n<p>Qual a rela\u00e7\u00e3o do Centro com a Par\u00f3quia da Vera Cruz? A par\u00f3quia sente-o como seu? H\u00e1 abertura? Actividades conjuntas?<\/p>\n<p>P\u00f5e-me uma quest\u00e3o dif\u00edcil e que tem merecido a aten\u00e7\u00e3o das v\u00e1rias direc\u00e7\u00f5es por que tem passado este Centro, particularmente depois que assumi (por obriga\u00e7\u00e3o dos Estatutos) as fun\u00e7\u00f5es de Presidente da Direc\u00e7\u00e3o. Em virtude de factores v\u00e1rios e com certeza v\u00e1lidos, o Centro Social foi-se independentizando da Par\u00f3quia, embora os Estatutos n\u00e3o o permitam. Foi essa pelo menos a sensa\u00e7\u00e3o que fui tendo: s\u00e3o duas realidades paralelas, que apenas se cruzam no nome \u2013 ali\u00e1s em sinal de respeito pela pr\u00f3pria maternidade do Centro. Determinados momentos houve em que a par\u00f3quia soube responder com abnega\u00e7\u00e3o e amor a alguns projectos; lembro-me, por exemplo, do novo edif\u00edcio P. Fernandes em houve que v\u00e1rias iniciativas para ajudar na sua constru\u00e7\u00e3o, mas essa n\u00e3o era a realidade di\u00e1ria. Depois que vim, tamb\u00e9m n\u00e3o se fez muito por essa aproxima\u00e7\u00e3o, mas fomos dando alguns passos: as reuni\u00f5es da Direc\u00e7\u00e3o s\u00e3o avisadas na Igreja, como outro servi\u00e7o qualquer da Par\u00f3quia, um membro da Direc\u00e7\u00e3o do Centro faz parte do Conselho Econ\u00f3mico da Par\u00f3quia e outro do Conselho Fiscal e tem representa\u00e7\u00e3o no Conselho Pastoral Paroquial. Quero acrescentar que h\u00e1 algumas pessoas que partilham do que \u00e9 seu para uma ou outra crian\u00e7a com mais necessidade e o Cortejo da Par\u00f3quia do ano passado j\u00e1 foi feito para ajudar o Centro e a sua nova Creche, bem como o deste ano. Com estas iniciativas concretas, penso que a resposta \u00e0 sua pergunta ainda n\u00e3o est\u00e1 completa.<\/p>\n<p>O Centro Social tem sonhos para o futuro?<\/p>\n<p>\u00c9 c\u00e9lebre a frase da poesia de Gede\u00e3o que o sonho comanda a vida e, quando se deixa de sonhar,&#8230; morre-se. Mas tamb\u00e9m \u00e9 verdade que h\u00e1 sonhos bonitos que acabam em pesadelos. Tudo isto para lhe dizer que os tempos s\u00e3o mais de pesadelos que de sonhos\u2026 Mas vamos continuando a sonhar e o nosso sonho de agora \u00e9 a nova Creche da Vera e do Cruz. Depois\u2026 depois se ver\u00e1. N\u00e3o queremos substituir ningu\u00e9m, a come\u00e7ar pelo Estado, mas n\u00e3o deixaremos de estar atentos \u00e0s necessidades sentidas, procurando as respostas mais adequadas e sublinhando em cada uma delas a vertente social, marca fundamental e raz\u00e3o de ser de Institui\u00e7\u00f5es da Igreja como esta.<\/p>\n<p>No seu entender, quais as principais lacunas no campo social na sua par\u00f3quia?<\/p>\n<p>A Par\u00f3quia da Vera Cruz tem respostas sociais interessantes, quer a n\u00edvel do nosso Centro quer de outras institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas ou privadas para os diversos problemas que afligem as suas popula\u00e7\u00f5es: falo nas v\u00e1rias camadas et\u00e1rias da popula\u00e7\u00e3o, desde as crian\u00e7as aos mais velhos. Est\u00e1 em fase adiantada a constru\u00e7\u00e3o de um Lar para idosos. No entanto, sabemos que temos uma popula\u00e7\u00e3o envelhecida, quer no Rossio quer na Beira Mar, a necessitar de acompanhamento, temos zonas degradadas (com tudo o que isso significa), sobretudo em S\u00e1\/Barrocas, a necessitar de um novo reordenamento da zona e de casas novas com rendas sociais; temos muita gente nova mas desenraizada, que aqui vive por interesses profissionais, a necessitar de um s\u00edtio de encontro e conv\u00edvio, como na Forca. Como v\u00ea, problemas temos muitos, algumas solu\u00e7\u00f5es e outros tantos sonhos, que se v\u00e3o mitigando com o trabalho esfor\u00e7ado de um bom grupo de Vicentinos\/as, de uma Equipa que visita os doentes e velhinhos, de uma Escola de Pais atenta aos problemas da educa\u00e7\u00e3o e de um Centro Social que continua atento ao meio onde est\u00e1 inserido.<\/p>\n<p>Par\u00f3quia da Vera Cruz mobiliza-se para financiar constru\u00e7\u00e3o da creche<\/p>\n<p>A par\u00f3quia da Vera Cruz promove, no dia 20 de Abril, um cortejo de oferendas com vista \u00e0 angaria\u00e7\u00e3o de financiamento para a constru\u00e7\u00e3o da Creche da Vera e do Cruz que o Centro Social Paroquial est\u00e1 a levar a cabo. As d\u00e1divas poder\u00e3o ser deduzidas no IRS mediante recibo que a par\u00f3quia passar\u00e1.<\/p>\n<p>N\u00fameros <\/p>\n<p>do Centro Social<\/p>\n<p>389<\/p>\n<p>crian\u00e7as que o Centro acolhe na Creche, no Pr\u00e9-Escolar e no ATL. A estes utentes h\u00e1 que acrescentar as mulheres da casa Vera Vida, os imigrantes apoiados pelo CLAII, as fam\u00edlias apoiadas pelo centro Entre La\u00e7os, entre outros servi\u00e7os.<\/p>\n<p>80<\/p>\n<p>n\u00famero de colaboradores do CSPVC.<\/p>\n<p>1 735 000<\/p>\n<p>or\u00e7amento do CSPVC em Euros. Actualmente est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o a Creche da Vera e do Cruz, para 66 crian\u00e7as. A inaugura\u00e7\u00e3o ser\u00e1 em Setembro de 2009. O or\u00e7amento desta obra \u00e9 de 716 mil euros (financiamento de 413 mil euros pelo Estado e de 302 mil euros pelo pr\u00f3prio Centro Social).<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria do Centro Paroquial e Social da Vera Cruz<\/p>\n<p>1971 &#8211; (6 de Fevereiro) Nasce o Centro Social e Paroquial da Vera Cruz (CSPVC), para dar resposta aos pais que n\u00e3o tinham onde deixar os filhos durante o dia. Lidera o processo o P.e Fernandes e P.e Paulino (j\u00e1 falecidos). Come\u00e7a com um jardim-de-inf\u00e2ncia, juntando-se mais tarde a creche.<\/p>\n<p>1977 &#8211; Surge o ATL.<\/p>\n<p>1992 \u2013 Inicia-se a constru\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio-sede.<\/p>\n<p>1997 \u2013 (22 de Dezembro) Inaugura\u00e7\u00e3o da sede. O CSPVC conta 360 crian\u00e7as (145 crian\u00e7as no pr\u00e9-escolar, 85 na Creche e 230 no ATL).<\/p>\n<p>1998 \u2013 A institui\u00e7\u00e3o \u00e9 pioneira na implanta\u00e7\u00e3o do n\u00facleo distrital da REAPN (Rede Europeia Anti Pobreza) em Aveiro.<\/p>\n<p>1999 \u2013 A institui\u00e7\u00e3o vira-se para as mulheres em situa\u00e7\u00e3o de particular fragilidade econ\u00f3mica, social e cultural, criando a empresa de inser\u00e7\u00e3o Puro Linho.<\/p>\n<p>2001 \u2013 O CSPVC integra o Conselho Local de Ac\u00e7\u00e3o Social, contribuindo para o Plano de Desenvolvimento Social do Concelho de Aveiro.<\/p>\n<p>Celebra um acordo at\u00edpico com o Centro Distrital de Seguran\u00e7a Social e cria o Entre La\u00e7os, um Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental (CAFAP), destinado a prestar apoio a crian\u00e7as e jovens em risco.<\/p>\n<p>2002 \u2013 Cria o GAC (Gabinete de Ac\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria) dirigido preferencialmente aos imigrantes (apoio alimentar, em vestu\u00e1rio e cal\u00e7ado, apoio jur\u00eddico, aulas de l\u00edngua portuguesa, etc.).<\/p>\n<p>O CSPVC \u00e9 reconhecido como entidade formadora pelo INOFOR.<\/p>\n<p>2003 \u2013 Inaugura\u00e7\u00e3o do primeiro CLAI de Aveiro, mediante um protocolo com o Alto Comissariado para a Imigra\u00e7\u00e3o e Minorias \u00c9tnicas. Posteriormente passou a CLAII da segunda gera\u00e7\u00e3o, juntando em 2007 uma UNIVERA (Unidade de inser\u00e7\u00e3o na vida activa).<\/p>\n<p>2005 \u2013 Come\u00e7a a funcionar no primeiro dia da Primavera a Vera Vida, casa que acolhe mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica. A casa disp\u00f5e de habita\u00e7\u00f5es para 16 mulheres e seus filhos.<\/p>\n<p>(12 de Maio) A C\u00e2mara Municipal de Aveiro concede ao CSPVC a Medalha de M\u00e9rito Social.<\/p>\n<p>2008 \u2013 (23 de Janeiro) B\u00ean\u00e7\u00e3o e lan\u00e7amento da primeira pedra da Creche da Vera e do Cruz, com o Bispo de Aveiro e o Ministro da Solidariedade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>P.e Manuel Joaquim Rocha presidente da direc\u00e7\u00e3o do Centro Social Paroquial da Vera Cruz<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-12005","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12005","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12005"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12005\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12005"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12005"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12005"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}