{"id":12072,"date":"2008-04-17T12:13:00","date_gmt":"2008-04-17T12:13:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12072"},"modified":"2008-04-17T12:13:00","modified_gmt":"2008-04-17T12:13:00","slug":"aliancas-alternativas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/aliancas-alternativas\/","title":{"rendered":"Alian\u00e7as alternativas"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> As alian\u00e7as e hostilidades trai\u00e7oeiras, afloradas no artigo anterior, deveriam ser substitu\u00eddas por outras, positivas, marcadas pelo humanismo e pela justi\u00e7a. Em vez da palavra \u00abalian\u00e7a\u00bb, poderemos utilizar qualquer outra, menos forte, como por exemplo \u00abcoopera\u00e7\u00e3o\u00bb, \u00abentendimento\u00bb, \u00abconverg\u00eancia\u00bb. A inexist\u00eancia de alian\u00e7as alternativas das \u00abtrai\u00e7oeiras\u00bb salda-se pelo agravamento permanente da desumanidade e das desigualdades sociais.<\/p>\n<p>Uma primeira alian\u00e7a necess\u00e1ria \u00e9 a que envolveria os consumidores, os trabalhadores (todos eles tamb\u00e9m s\u00e3o consumidores) e as empresas menos competitivas. Sem preju\u00edzo do esfor\u00e7o individual de cada uma destas entidades, incumbem especiais responsabilidades \u00e0s associa\u00e7\u00f5es de consumidores, aos sindicatos e \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es representativas daquelas empresas. A coopera\u00e7\u00e3o recomend\u00e1vel n\u00e3o consiste, evidententemente, na defesa exclusiva do pr\u00f3prio interesse individual ou de grupo &#8211; como se da\u00ed resultasse automaticamente o bem de todos &#8211; mas sim na compatibiliza\u00e7\u00e3o de todos os interesses, com base em valores comuns.<\/p>\n<p>Uma outra alian\u00e7a respeita a estes tr\u00eas conjuntos de entidades, de um lado, e aos grandes grupos econ\u00f3micos e \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, do outro. Esta alian\u00e7a parece esp\u00faria, mas configura-se indispens\u00e1vel para se obter a efic\u00e1cia necess\u00e1ria e para que, gradualmente, sejam neutralizadas as alian\u00e7as e hostilidades trai\u00e7oeiras referidas no artigo anterior. Naturalmente, isto s\u00f3 se conseguir\u00e1 com base no respeito da legalidade e de princ\u00edpios \u00e9ticos fundamentais, que v\u00eam sendo consubstanciados, em parte, na \u00abresponsabilidade social das empresas\u00bb. H\u00e1 quem entenda que os grandes grupos econ\u00f3micos deveriam ser eliminados ou, ent\u00e3o, muito controlados; tal posi\u00e7\u00e3o esquece que eles existiram sempre, embora com designa\u00e7\u00f5es diferentes, mesmo fora da economia de mercado, e que disp\u00f5em de uma enorme capacidade de sobreviv\u00eancia. Al\u00e9m disso, n\u00e3o se encontra provado que sejam intrinsecamente maus e, por outro lado, quanto mais extemista f\u00f4r a oposi\u00e7\u00e3o contra eles mais  tendem para o seu pr\u00f3prio extremismo, que chega, n\u00e3o raro, \u00e0 imers\u00e3o na economia subterr\u00e2nea, extremamente perigosa, \u00e0 margem da legalidade e da \u00e9tica. <\/p>\n<p>Uma terceira alian\u00e7a &#8211; t\u00e3o indispens\u00e1vel como as duas anteriores &#8211; \u00e9 a que envolve os cinco tipos de entidades acabados de mencionar e v\u00e1rios outros marcadas pelos objectivos do humanisno e da justi\u00e7a, como \u00e9 o caso do terceiro sector (mutualismo, ccooperativisno, institui\u00e7\u00f5es particulares de solidariedade social e outras associa\u00e7\u00f5es e funda\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos), bem como dos movimentos e institui\u00e7\u00f5es de \u00abcom\u00e9rcio justo\u00bb, de democratiza\u00e7\u00e3o do conhecimento e de defesa do ambiente. Todo o quadro de alian\u00e7as ficaria mais robustecido se os parceiros sociais, os partidos pol\u00edticos, as confiss\u00f5es religiosas, os meios de comunica\u00e7\u00e3o social e outras entidades com responsabilidades sociais lhe dessem o seu concurso espec\u00edfico. <\/p>\n<p>Enquanto n\u00e3o se sistemazar o esfor\u00e7o de alian\u00e7as positivas, formais ou informais, o nosso destino colectivo continuar\u00e1 nas m\u00e3os do mercado sem regula\u00e7\u00e3o e de tend\u00eancias ainda mais funestas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-12072","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12072","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12072"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12072\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12072"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12072"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12072"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}