{"id":12115,"date":"2008-04-23T17:20:00","date_gmt":"2008-04-23T17:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12115"},"modified":"2008-04-23T17:20:00","modified_gmt":"2008-04-23T17:20:00","slug":"reedicao-de-tres-obras-de-joao-grave","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/reedicao-de-tres-obras-de-joao-grave\/","title":{"rendered":"Reedi\u00e7\u00e3o de tr\u00eas obras de Jo\u00e3o Grave"},"content":{"rendered":"<p>Na 3\u00aa Semana Cultural de Vagos <!--more--> A reedi\u00e7\u00e3o de tr\u00eas obras do escritor Jo\u00e3o Grave ser\u00e1 um dos pontos altos da terceira edi\u00e7\u00e3o da Semana Cultural de Vagos, que ir\u00e1 decorrer, naquela vila, de 26 de Abril a 4 de Maio, numa iniciativa da C\u00e2mara Municipal de Vagos.<\/p>\n<p>A exemplo do ocorrido nos dois anos anteriores, o centro de Vagos ser\u00e1 o palco de v\u00e1rias actividades culturais e de anima\u00e7\u00e3o, nomeadamente exposi\u00e7\u00f5es, artes pl\u00e1sticas, artesanato, ci\u00eancia, gastronomia e espect\u00e1culos musicais, eventos que contam com a participa\u00e7\u00e3o de entidades sedeadas no concelho.<\/p>\n<p>A C\u00e2mara Municipal de Vagos vai reeditar tr\u00eas romances do escritor vaguense Jo\u00e3o Grave: \u201cOs Famintos\u201d (o seu primeiro romance, editado em 1903, quando o escritor tinha 31 anos de idade),\u201dO Passado\u201d e \u201cO \u00daltimo Fauno\u201d. Cada um desses romances ter\u00e1 uma reedi\u00e7\u00e3o de mil exemplares.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Grave nasceu em Vagos, no dia 11 de Julho de 1872, e faleceu na cidade do Porto, em 1934. Em Vagos, frequentou a escola prim\u00e1ria do Padre Joaquim Rocha, passando depois para o Liceu de Aveiro, completando a sua forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica na Escola M\u00e9dico Cir\u00fargica do Porto, onde se licenciou em farm\u00e1cia, ap\u00f3s o que abriu uma farm\u00e1cia em Calv\u00e3o. A sua liga\u00e7\u00e3o com a imprensa e com o meio liter\u00e1rio portuense f\u00ea-lo fixar resid\u00eancia no Porto. Nessa cidade, colaborou com v\u00e1rios jornais, nacionais e brasileiros, entre os quais \u201cO S\u00e9culo\u201d e o \u201cDi\u00e1rio de Not\u00edcias\u201d, chegando a chefe de redac\u00e7\u00e3o do \u201cDi\u00e1rio da Tarde\u201d. Foi director da Biblioteca Municipal do Porto.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m dos tr\u00eas romances agora reeditados, Jo\u00e3o Grave publicou um vasto conjunto de t\u00edtulos, entre os quais, \u201cA eterna mentira\u201d, \u201cGente pobre\u201d, \u201cGleba\u201d, \u201cOs Mutilados\u201d e \u201cOs vivos e os mortos\u201d.<\/p>\n<p>O cr\u00edtico liter\u00e1rio Jo\u00e3o Gaspar Sim\u00f5es descreveu Jo\u00e3o Grave como sendo um \u201cescritor honesto, romancista corrente, prosador correcto e poeta harmonioso\u201d. <\/p>\n<p>\u201cA sua fic\u00e7\u00e3o, dando continuidade \u00e0 est\u00e9tica naturalista, de que colhe mais os temas do que a express\u00e3o, demasiado esquem\u00e1tica e comprometida com a inten\u00e7\u00e3o \u00e9tica do romancista, aborda problemas sociais como a mis\u00e9ria, o adult\u00e9rio e as condi\u00e7\u00f5es de vida do proletariado\u201d, pode ler-se no quinto volume da \u201cLiteratura Portuguesa no Mundo\u201d, de C\u00e9lia Vieira e Isabel Rio Novo, da Porto Editora. Esta obra refere que Jo\u00e3o Grave \u201csendo um dos exemplos das inconsequ\u00eancias e transforma\u00e7\u00f5es do naturalismo, a sua fic\u00e7\u00e3o acaba por aproxim\u00e1-lo tamb\u00e9m de uma tend\u00eancia neo-rom\u00e2ntica e catolicista da novel\u00edstica das primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na 3\u00aa Semana Cultural de Vagos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[45],"tags":[],"class_list":["post-12115","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-regioes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12115","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12115"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12115\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12115"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12115"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12115"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}