{"id":12136,"date":"2008-04-30T14:50:00","date_gmt":"2008-04-30T14:50:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12136"},"modified":"2008-04-30T14:50:00","modified_gmt":"2008-04-30T14:50:00","slug":"onus-da-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/onus-da-comunicacao\/","title":{"rendered":"\u00d3nus da comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Editorial <!--more--> A comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 primordial na realiza\u00e7\u00e3o humana, porque a pessoa humana \u00e9 ser em rela\u00e7\u00e3o. Os meios de comunica\u00e7\u00e3o social t\u00eam, por isso, import\u00e2ncia capital para o desenvolvimento pessoal e social, carregam o \u00f3nus de deles depender em grande parte o conhecimento m\u00fatuo, o rec\u00edproco apoio, o interc\u00e2mbio de potencialidades e car\u00eancias\u2026 Um sem n\u00famero de perspectivas em que os MCS se tornaram cabouqueiros da aldeia global, for\u00e7a estruturante de grupos e povos, ve\u00edculo de valores configurantes, vertebradores da personalidade.<\/p>\n<p>Acontece, por\u00e9m, que essa constru\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 s\u00f3lida quando integra as pessoas com a sua identidade pr\u00f3pria, com a especificidade respeitada de cada um e dos diversos c\u00edrculos interm\u00e9dios. Promover a rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 massificar, mas antes diversificar e consolidar a teia de rela\u00e7\u00f5es, evitando a manipula\u00e7\u00e3o que a anula; nem muito menos violentar a partilha das riquezas pessoais. <\/p>\n<p>O equil\u00edbrio entre o interesse da constru\u00e7\u00e3o do bem comum &#8211; \u00fanico objectivo leg\u00edtimo da comunica\u00e7\u00e3o, mesmo quando \u00e9 den\u00fancia &#8211; e a preserva\u00e7\u00e3o da identidade pessoal e da sua dignidade \u00e9 uma linha no fio da navalha. A todo o instante pode desequilibrar-se, o que acontece sempre que interesses e poderes ocultos subtilmente tra\u00e7am estrat\u00e9gias de pervers\u00e3o da mesma comunica\u00e7\u00e3o. E, nessa altura, o que \u00e9 um precioso bem da humanidade torna-se, quantas vezes, maquiav\u00e9lico caminho de emers\u00e3o de poderes avassaladores, individuais ou corporativos, ou de irracionais alucina\u00e7\u00f5es colectivas.<\/p>\n<p>A liberdade de dizer ser\u00e1 esse o\u00e1sis de isen\u00e7\u00e3o que \u00e9 preciso preservar dos apetites dos poderes institu\u00eddos. A liberdade de express\u00e3o \u00e9 essa via que permitir\u00e1 sempre que cada um se comunique segundo as suas potencialidades em benef\u00edcio do proveito comum. Da dignidade da pessoa humana e da miss\u00e3o reguladora do Estado no que toca a esta concerta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o-comunica\u00e7\u00e3o decorrem os princ\u00edpios a estabelecer, para uma \u00e9tica da comunica\u00e7\u00e3o, afim de que a mesma resulte em promo\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o parece sequer discut\u00edvel a consci\u00eancia de que uma info\u00e9tica \u00e9 precisa, e depressa, para nos salvar da \u201cselva\u201d da comunica\u00e7\u00e3o. O Papa lan\u00e7a a quest\u00e3o, para dizer que, face aos apetites incontrolados dos poderosos grupos \u201cinformativos\u201d dos nossos dias, \u00e9 urgente que se defendam os mais d\u00e9beis por essa regulamenta\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso saber o que importa comunicar para bem das pessoas e das sociedades; n\u00e3o o que querem sacar alguns, das pessoas e das sociedades, pelo poder que alcan\u00e7aram de as entorpecer, de as manipular e escravizar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Editorial<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-12136","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12136","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12136"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12136\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12136"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12136"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12136"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}