{"id":12187,"date":"2008-05-07T09:47:00","date_gmt":"2008-05-07T09:47:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12187"},"modified":"2008-05-07T09:47:00","modified_gmt":"2008-05-07T09:47:00","slug":"praxe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/praxe\/","title":{"rendered":"Praxe?&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Um pouco por todo o nosso Pa\u00eds sucedem-se as semanas acad\u00e9micas, que apontam para a celebra\u00e7\u00e3o do coroar de um esfor\u00e7o de abrir janelas para o futuro, por parte dos nossos universit\u00e1rios. E, do mesmo modo, sucedem-se as cerim\u00f3nias de b\u00ean\u00e7\u00e3o &#8211; ora de fitas e pastas, ora dos finalistas.<\/p>\n<p>Sabemos quantos excessos v\u00e3o por essas ruas das cidades universit\u00e1rias, quantos desmandos, sobretudo nos Cortejos de Queima. Todavia, a celebra\u00e7\u00e3o festiva de uma caminhada percorrida tem pleno sentido. E a festa alargada aos familiares e amigos \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o social justificada.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a\u00ed, para aqueles que t\u00eam da vida uma vis\u00e3o crist\u00e3, a b\u00ean\u00e7\u00e3o de fitas, pastas ou finalistas tem pleno cabimento. A f\u00e9 inspira a concep\u00e7\u00e3o da vida, da pessoa, das realidades terrestres, do desenvolvimento, do exerc\u00edcio de uma profiss\u00e3o &#8211; para realiza\u00e7\u00e3o pessoal e como servi\u00e7o ao bem comum. Afirmar publicamente essa convic\u00e7\u00e3o rep\u00f5e a f\u00e9 no seu lugar, isto \u00e9, como performa\u00e7\u00e3o do modo de viver.<\/p>\n<p>Evocar a presen\u00e7a de Deus como luz e impulso para viver com compet\u00eancia, com dedica\u00e7\u00e3o, com esperan\u00e7a, um estatuto social e profissional que se escolhe \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 leg\u00edtimo, mas mesmo recomend\u00e1vel. E, seguramente, ningu\u00e9m \u00e9 for\u00e7ado a celebrar o que lhe n\u00e3o vai nas convic\u00e7\u00f5es e no cora\u00e7\u00e3o. S\u00e3o todos maiores!&#8230;<\/p>\n<p>Todavia, nestes tempos de liberdade, \u00e0s vezes somos muito pouco livres. A ditadura das maiorias \u00e9, lamentavelmente, uma possibilidade. N\u00e3o que o seja por uma coac\u00e7\u00e3o expl\u00edcita. Mas os movimentos de multid\u00e3o retiram, com alguma frequ\u00eancia, a lucidez nas decis\u00f5es. E aquilo que deveria ser uma festiva manifesta\u00e7\u00e3o exterior do que nos vai no \u00edntimo pode ser uma forte condicionante da nossa decis\u00e3o livre.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 desej\u00e1vel que a b\u00ean\u00e7\u00e3o n\u00e3o se torne praxe, no que a palavra tem de rotineiro, repeti\u00e7\u00e3o sem raz\u00f5es, envolv\u00eancia sociol\u00f3gica sem convic\u00e7\u00e3o, n\u00famero da \u201cfesta\u201d. \u00c9 que aqueles que a n\u00e3o sentem podem esvaziar-lhe o conte\u00fado; e aqueles que pretendem viv\u00ea-la sentir\u00e3o a dificuldade de lhe saborear a profundidade de significado.<\/p>\n<p>\u00c9 importante recriar continuamente as raz\u00f5es e as express\u00f5es adequadas de todas as manifesta\u00e7\u00f5es de f\u00e9, esta inclu\u00edda. Eu diria: esta com especial cuidado, j\u00e1 que surge envolta numa carga de praxe acad\u00e9mica muito forte, com uma intensa mistura de elementos culturais, emotivos, de express\u00f5es simb\u00f3licas, que, algumas vezes, nada t\u00eam a ver com qualquer alus\u00e3o a uma vis\u00e3o crist\u00e3 do mundo, da pessoa, da cultura.<\/p>\n<p>Solu\u00e7\u00f5es?&#8230; Sempre se encontram, quando se vive sob a luz da Palavra e com as realidades terrestres diante dos olhos! Sobretudo quando se faz a vida, num misto de navega\u00e7\u00e3o a favor ou contra a corrente, fi\u00e9is, isso sim, a um rumo definido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um pouco por todo o nosso Pa\u00eds sucedem-se as semanas acad\u00e9micas, que apontam para a celebra\u00e7\u00e3o do coroar de um esfor\u00e7o de abrir janelas para o futuro, por parte dos nossos universit\u00e1rios. E, do mesmo modo, sucedem-se as cerim\u00f3nias de b\u00ean\u00e7\u00e3o &#8211; ora de fitas e pastas, ora dos finalistas. Sabemos quantos excessos v\u00e3o por [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-12187","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12187","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12187"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12187\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12187"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12187"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}