{"id":12238,"date":"2008-05-07T14:50:00","date_gmt":"2008-05-07T14:50:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12238"},"modified":"2008-05-07T14:50:00","modified_gmt":"2008-05-07T14:50:00","slug":"um-raio-de-luz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/um-raio-de-luz\/","title":{"rendered":"Um raio de luz"},"content":{"rendered":"<p>Dias Positivos <!--more--> N\u00e3o sei se o caso dos Fritzl, na \u00c1ustria, e de outros, que por arrastamento v\u00eam \u00e0 luz do dia, diz alguma coisa da natureza humana, mas mostra que a maldade (a doen\u00e7a?), mesmo sobre aqueles que mais deveriam ser amados (a fam\u00edlia), atinge limites que superam a imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O isolamento de Elizabeth e dos filhos recorda experi\u00eancias que Frederico II da Germ\u00e2nica (1197-1250), um homem culto que dizem que falava nove l\u00ednguas, mandava fazer. O imperador queria saber que l\u00edngua falariam as crian\u00e7as ao chegarem \u00e0 adolesc\u00eancia sem nunca terem falado com ningu\u00e9m. A quest\u00e3o, hoje, parece absurda, mas ocupou muitas mentes durante s\u00e9culos. Uns diziam que seria o hebraico, a suposta l\u00edngua de Ad\u00e3o. Outros, que falariam o latim da Igreja, outros, a l\u00edngua dos pais\u2026 Frederico ordenou \u00e0s aias e amas que dessem leite \u00e0s crian\u00e7as, sem nunca lhes falar, como conta Salimbene de Parma. \u201cMas foi trabalho perdido, porque todos os meninos ou rec\u00e9m-nascidos morriam\u201d, acrescenta o cronista franciscano.<\/p>\n<p>Hoje sabemos que sem est\u00edmulos, carinho, amor, um rec\u00e9m-nascido morre. No meio escurid\u00e3o da cave austr\u00edaca deve ter havido algum raio de esperan\u00e7a, de amor, que levou uma m\u00e3e sucessivamente violada a criar tr\u00eas filhos. Onde foi ela buscar essa for\u00e7a para n\u00e3o morrer de medo, de isolamento, de desespero? Mas este \u00e9 um daqueles casos em que o respeito pelo sofrimento dos outros imp\u00f5e sil\u00eancio. <\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dias Positivos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-12238","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12238","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12238"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12238\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12238"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12238"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12238"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}