{"id":12242,"date":"2008-05-07T14:57:00","date_gmt":"2008-05-07T14:57:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12242"},"modified":"2008-05-07T14:57:00","modified_gmt":"2008-05-07T14:57:00","slug":"reencontro-ou-redescoberta-vital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/reencontro-ou-redescoberta-vital\/","title":{"rendered":"Reencontro ou redescoberta vital"},"content":{"rendered":"<p>As frequentes profecias de soci\u00f3logos, pol\u00edticos, fazedores de opini\u00e3o e tantos outros, que prev\u00eaem, a curto prazo, o desinteresse generalizado pelo cristianismo e o abandono maci\u00e7o da Igreja nunca me impressionaram por a\u00ed al\u00e9m. A vida vai-nos ensinando quais as fontes que as alimentam e os interesses e sentimentos que se escondem por detr\u00e1s de palavras, s\u00f3 aparentemente seguras. Ao mesmo tempo, vai-nos mostrando, tamb\u00e9m, que onde existe honestidade na procura sincera e objectiva da verdade o reencontro ou o regresso \u00e0 f\u00e9 crist\u00e3 acontece como uma redescoberta vital e feliz.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que o cristianismo n\u00e3o vai na onda em que muitos gostam de boiar, n\u00e3o est\u00e1 voltado para ced\u00eancias no que toca a aspectos essenciais da sua mensagem, n\u00e3o treme ante sondagens e estat\u00edsticas de acontecimentos de cariz religioso, se lhe s\u00e3o pouco favor\u00e1veis. Muito menos vive a Igreja obcecada pelo medo de ver os templos vazios, como tanto insistem os que a\u00ed n\u00e3o entram, ou fica paralisada e desnorteada por saber que h\u00e1 gente que propagandeia os seus desinteresses em rela\u00e7\u00e3o ao transcendente.<\/p>\n<p>As preocupa\u00e7\u00f5es da Igreja v\u00e3o noutro sentido, bem mais s\u00e9rio e estimulante: como empenhar a todos na viv\u00eancia do Evangelho de Cristo e na coer\u00eancia de vida,  como encontrar, no seio da cultura actual, as palavras e os sinais que melhor anunciem ou recordem aos homens e mulheres de hoje as verdades que n\u00e3o mudam, nem podem mudar, porque s\u00e3o essenciais \u00e0 compreens\u00e3o mais profunda da vida e a resposta adequada \u00e0s interroga\u00e7\u00f5es persistentes, que fervilham no cora\u00e7\u00e3o humano.<\/p>\n<p>Em passagens recentes pelo Alentejo pude ver, em v\u00e1rias par\u00f3quias, um renascer religioso, apoiado em grupos mais esclarecidos e apost\u00f3licos; no mundo dos jovens v\u00eaem-se, por todo o pa\u00eds, sinais inequ\u00edvocos de ades\u00e3o \u00e0 f\u00e9 e de compromisso crist\u00e3o; multiplicam-se movimentos de leigos, abertos a caminhos novos de evangeliza\u00e7\u00e3o e de presen\u00e7a; cresce o n\u00famero de iniciativas v\u00e1lidas para esclarecer e formar crist\u00e3os que at\u00e9 aqui se contentavam em seguir as suas tradi\u00e7\u00f5es; chegam not\u00edcias de pa\u00edses diversos, onde o secularismo fez estragos de monta, a falar do regresso de milhares ao seio da Igreja, por encontrarem a\u00ed de novo quem os esclarece e acolhe, ap\u00f3s o abandono de anos; n\u00e3o faltam fam\u00edlias a testemunhar que, depois da devasta\u00e7\u00e3o, ideol\u00f3gica e pol\u00edtica, que lhes foi destruindo o ideal de um lar feliz e conspurcando o amor da primeira hora, encontram agora na Igreja o apoio e a compreens\u00e3o que n\u00e3o encontraram em nenhum outro lado; os santu\u00e1rios s\u00e3o hoje lugares procurados por crentes e n\u00e3o crentes\u2026<\/p>\n<p>N\u00e3o queremos dizer com isto que tudo est\u00e1 bem e n\u00e3o h\u00e1 mais crise, nem raz\u00e3o para preocupa\u00e7\u00f5es. Ao contr\u00e1rio. Os projectos de outros rumos, humanos e sociais, que afectam o sentir religioso de muitas pessoas, instalaram-se na sociedade, actuam com fortes suportes de apoio, continuam com o objectivo confessado de apagar Deus das consci\u00eancias e da pr\u00f3pria vida social. O Evangelho o previu desde o in\u00edcio do cristianismo e nunca, ao longo da hist\u00f3ria, isso constituiu motivo para cruzar os bra\u00e7os ou aceitar derrotas antecipadas. Pelo contr\u00e1rio, onde um problema, a\u00ed uma presen\u00e7a. <\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o normal da Igreja, no seu conjunto e por fidelidade ao projecto que encarna, \u00e9 de luta e sofrimento para dar testemunho da verdade e ser sinal universal da salva\u00e7\u00e3o de Deus. Por isso, nela tem de mudar muita coisa, tanto por fidelidade ao Mestre, como aos homens. Imp\u00f5e-se, dado que as pessoas est\u00e3o cada vez mais batidas por dificuldades, problemas e desilus\u00f5es, e j\u00e1 se v\u00eam resultados positivos onde assim acontece, um esp\u00edrito novo de servi\u00e7o e de gratuidade, traduzido em acolhimento incondicional, di\u00e1logo esclarecedor, respeito por todos e por cada situa\u00e7\u00e3o, compaix\u00e3o, e solidariedade para com os mais fracos e oprimidos, pedagogia estimulante que considere cada um, nas respostas e nas propostas, segundo as suas capacidades e a sua situa\u00e7\u00e3o perante a f\u00e9. H\u00e1 que voltar, sem demora, a Jesus Cristo, Mestre e Senhor. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As frequentes profecias de soci\u00f3logos, pol\u00edticos, fazedores de opini\u00e3o e tantos outros, que prev\u00eaem, a curto prazo, o desinteresse generalizado pelo cristianismo e o abandono maci\u00e7o da Igreja nunca me impressionaram por a\u00ed al\u00e9m. 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