{"id":12247,"date":"2008-05-14T16:32:00","date_gmt":"2008-05-14T16:32:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12247"},"modified":"2008-05-14T16:32:00","modified_gmt":"2008-05-14T16:32:00","slug":"que-se-passa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/que-se-passa\/","title":{"rendered":"Que se passa?&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Alguns respons\u00e1veis pol\u00edticos, uns tantos \u201cdonos\u201d dos poderes constitu\u00eddos t\u00eam deixado perceber sinais de apreens\u00e3o face ao eminente cataclismo de uma falta de bens de primeira necessidade. Certo, isso sim, \u00e9 que as multid\u00f5es dos remediados ou dos famintos sentem duramente o peso de uma subida exponencial desses mesmos bens.<\/p>\n<p>Analista sereno pergunta-se: \u201cSer\u00e1 que os chineses come\u00e7aram a consumir, de um dia para outro, arsenais de arroz? \u00c0s m\u00e1s colheitas de trigo dos Estados Unidos aconteceram da noite para o dia? O bio diesel de cereais substituiu em escassos dias os combust\u00edveis derivados do petr\u00f3leo?\u201d\u2026<\/p>\n<p>Quem est\u00e1 a programar a produ\u00e7\u00e3o destes bens, e a economia associada, de molde a suscitar novas fontes de incontrolada riqueza, \u00e0 custa da morte de milh\u00f5es de seres humanos, num cen\u00e1rio que poder\u00e1 transformar-se em pandemia mundial?<\/p>\n<p>\u201cO luxo e a mis\u00e9ria vivem juntos. Enquanto um pequeno n\u00famero disp\u00f5e de amplo poder de decis\u00e3o, muitos est\u00e3o privados de quase toda a possibilidade de agir por pr\u00f3pria iniciativa e responsabilidade, vivendo com frequ\u00eancia em condi\u00e7\u00f5es de vida e de trabalho indignas da pessoa humana\u201d &#8211; GS 63. Quem decide destas densas nuvens que atemorizam os povos?&#8230;<\/p>\n<p>\u201cO desenvolvimento econ\u00f3mico deve permanecer sob a orienta\u00e7\u00e3o do homem. N\u00e3o deve ser deixado s\u00f3 ao arb\u00edtrio de poucos homens ou grupos demasiado poderosos economicamente, nem s\u00f3 da comunidade pol\u00edtica, ou de algumas na\u00e7\u00f5es mais poderosas.<\/p>\n<p>(\u2026) <\/p>\n<p>N\u00e3o se deve deixar o desenvolvimento humano entregue ao simples curso, quase mec\u00e2nico, da actividade econ\u00f3mica dos particulares, nem unicamente ao poder p\u00fablico\u201d &#8211; GS 65.<\/p>\n<p>E como fazer ouvir a voz dos famintos, dos que vivem no patamar da pobreza, dos que comem o suado p\u00e3o da honestidade, e mesmo daqueles que granjeiam e partilham uma vida em condi\u00e7\u00f5es de digni-dade? Quem nos livra das garras do \u201cle\u00e3o\u201d, que tra\u00e7a e decide, que usufrui e espezinha, que passa impune sobre os cad\u00e1veres dos seus irm\u00e3os?&#8230;<\/p>\n<p>O que se passa na rela\u00e7\u00e3o do poder pol\u00edtico com o poder econ\u00f3mico, nos mecanismos de preserva\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o social dos bens? Onde est\u00e1 a for\u00e7a da cultura do respeito pela pessoa humana e por todas as pessoas, da solidariedade, da sensatez na busca dos meios de subsist\u00eancia em equil\u00edbrio com os materiais energ\u00e9ticos &#8211; s\u00f3 necess\u00e1rios em fun\u00e7\u00e3o da mesma pessoa humana?&#8230;<\/p>\n<p>Quem nos diz claramente o que se passa? Quem nos motiva ao compromisso para sermos todos a enfrentar e debelar a crise, se ela est\u00e1, porventura, fora das artimanhas dos senhores da economia?&#8230; Algu\u00e9m h\u00e1-de saber o que se passa! Ser\u00e1 que temos a\u00ed o resultado do estratagema de \u201cpagar para n\u00e3o produzir\u201d? Se \u00e9 uma quest\u00e3o de emendar decis\u00f5es, o rem\u00e9dio est\u00e1 para c\u00e1 de Roma!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alguns respons\u00e1veis pol\u00edticos, uns tantos \u201cdonos\u201d dos poderes constitu\u00eddos t\u00eam deixado perceber sinais de apreens\u00e3o face ao eminente cataclismo de uma falta de bens de primeira necessidade. Certo, isso sim, \u00e9 que as multid\u00f5es dos remediados ou dos famintos sentem duramente o peso de uma subida exponencial desses mesmos bens. 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