{"id":12316,"date":"2008-05-21T17:01:00","date_gmt":"2008-05-21T17:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12316"},"modified":"2008-05-21T17:01:00","modified_gmt":"2008-05-21T17:01:00","slug":"deus-nunca-nos-esquecera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/deus-nunca-nos-esquecera\/","title":{"rendered":"Deus nunca nos esquecer\u00e1"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; VIII Tempo Comum &#8211; ANO A <!--more--> A liturgia deste domingo convida-nos a colocar toda a nossa confian\u00e7a em Deus, que cuida de n\u00f3s, e a viver um dia de cada vez. Se assim fizermos viveremos em paz, sem sobressaltos nem ansiedades, porque Deus Providente provisiona as nossas necessidades e aspira\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>A primeira leitura, num brev\u00edssimo texto, utiliza a imagem do amor materno para nos falar do amor de Deus. Por vezes queixamo-nos de que Deus se esquece de n\u00f3s e nos abandona. Por\u00e9m, pergunta o profeta, falando em nome de Deus: \u201cPoder\u00e1 a mulher esquecer a crian\u00e7a que amamenta e n\u00e3o ter compaix\u00e3o do filho das suas entranhas?\u201d \u00c9 evidente que n\u00e3o, segundo a lei natural. Mas ainda que a m\u00e3e esque\u00e7a o seu filho e o maltrate, Deus nunca nos esquecer\u00e1. Deus, fonte e origem de todo o amor, que se espelha no cora\u00e7\u00e3o da m\u00e3e e do pai, mant\u00e9m na exist\u00eancia a obra das suas m\u00e3os, a sua cria\u00e7\u00e3o, com especial aten\u00e7\u00e3o aos seus filhos e filhas. \u00c9 esta confian\u00e7a em Deus Pai\/M\u00e3e, que leva o salmista a exclamar: \u201cS\u00f3 em Deus descansa, \u00f3 minha alma\u201d. Quem \u00e9 Deus para mim? Olho-o como um Pai\/M\u00e3e extremoso que me cuida, e no qual eu posso confiar totalmente?  <\/p>\n<p>O evangelho proclama, com insist\u00eancia, a f\u00e9 na Provid\u00eancia de Deus e a confian\u00e7a na protec\u00e7\u00e3o divina. Jesus recrimina os seus ouvintes por se preocuparem demasiado com as necessidades materiais, que s\u00f3 poder\u00e3o ser satisfeitas com o dinheiro. A sociedade actual enfatiza o consumo de bens materiais, fazendo deles o seu deus. Da\u00ed uma preocupa\u00e7\u00e3o exagerada pelo que produz riqueza, sacrificando os bens espirituais que t\u00e3o preciosos deveriam ser \u00e0 pessoa humana, porque a vida vale mais que o alimento e o vestu\u00e1rio. Como consequ\u00eancia, a pessoa contempor\u00e2nea vive em stress, em ang\u00fastia, em infelicidade, sem paz interior. Todavia, o evangelho diz-nos que se Deus cuida das ervas, das flores e dos p\u00e1ssaros que criou, quanto mais n\u00e3o cuidar\u00e1 de n\u00f3s, que somos suas filhas e filhos queridos? E convida-nos a procurar, em primeiro lugar, a constru\u00e7\u00e3o do Reino, pela pr\u00e1tica da verdade, da justi\u00e7a, da caridade\u2026 e o resto Deus no-lo dar\u00e1 em abund\u00e2ncia. Qual \u00e9 a minha preocupa\u00e7\u00e3o dominante? Creio-me protegida\/o por Deus, envolvida\/o pela sua Provid\u00eancia? Vivo um dia de cada vez, ou alieno-me do presente para ruminar o passado ou preocupar-me com o futuro?    <\/p>\n<p>A segunda leitura d\u00e1-nos conta das con-tendas existentes na comunidade de Corinto e adverte-nos de que, como administradores dos bens que Deus nos confia, havemos de ser fi\u00e9is e abster-nos de rivalidades e intrigas. Paulo, tamb\u00e9m alvo das cr\u00edticas dos cor\u00edntios, afirma que s\u00f3 Deus \u00e9 verdadeiro juiz e exorta-nos a que n\u00e3o julguemos ningu\u00e9m, nem a n\u00f3s pr\u00f3prios. S\u00f3 Deus nos conhece profundamente e, por isso, s\u00f3 Ele pode iluminar o que est\u00e1 oculto e manifestar os des\u00edgnios dos cora\u00e7\u00f5es, porque conhece as inten\u00e7\u00f5es de cada um. A comunidade a que perten\u00e7o vive do amor e da confian\u00e7a em Deus ou \u00e9 tamb\u00e9m assolada por divis\u00f5es e contendas? Qual o meu papel diante destas situa\u00e7\u00f5es? Sou parte do problema ou procuro estabelecer a paz e a conc\u00f3rdia? <\/p>\n<p>VIII Domingo Comum: Is 49,14-15; Sl 62 (61); 1 Cor 4,1-5; Mt 6,24-34<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; VIII Tempo Comum &#8211; ANO A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-12316","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12316","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12316"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12316\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12316"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12316"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12316"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}