{"id":12406,"date":"2008-06-04T10:19:00","date_gmt":"2008-06-04T10:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12406"},"modified":"2008-06-04T10:19:00","modified_gmt":"2008-06-04T10:19:00","slug":"misericordia-e-conhecimento-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/misericordia-e-conhecimento-de-deus\/","title":{"rendered":"Miseric\u00f3rdia e conhecimento de Deus"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; X Tempo Comum &#8211; Ano A <!--more--> A liturgia deste domingo encontra-se repassada da ideia de \u201cmiseric\u00f3rdia\u201d. A miseric\u00f3rdia \u00e9 um dos maiores atributos do nosso Deus: \u201cEu quero a miseric\u00f3rdia e n\u00e3o os sacrif\u00edcios, o conhecimento de Deus, mais que os holocaustos\u201d. Isto significa que, para o nosso Deus, conta mais uma ades\u00e3o interior do cora\u00e7\u00e3o ao seu chamamento e \u00e0 sua proposta de salva\u00e7\u00e3o, do que os actos exteriores de culto ou os muitos sacrif\u00edcios que lhe possamos oferecer.<\/p>\n<p>Na primeira leitura, o profeta Oseias denuncia a falta de sinceridade da sua comunidade, cujo amor a Deus era superficial, \u201ccomo o orvalho da madrugada que se evapora\u201d. Os seus actos de culto n\u00e3o significavam nada para Deus, porque n\u00e3o se traduziam em abertura de cora\u00e7\u00e3o \u00e0 alian\u00e7a com Ele e em verdadeiro amor ao pr\u00f3ximo. Como vivo eu a minha rela\u00e7\u00e3o a Deus? Repetindo rotineiramente ora\u00e7\u00f5es e gestos, ou aderindo interiormente \u00e0 vontade de Deus e concretizando esta ades\u00e3o em obras a favor dos irm\u00e3os e irm\u00e3s, com gestos de ternura e de miseric\u00f3rdia que os levem a visualizar o amor de Deus espelhado no meu cora\u00e7\u00e3o? <\/p>\n<p>O evangelho relata-nos o esc\u00e2ndalo dos fariseus face a Jesus, porque Ele come com os pecadores e os publicanos, em casa de Mateus. O texto apresenta-nos este antagonismo de concep\u00e7\u00f5es relativamente ao mesmo Deus, por parte de Jesus e por parte dos seus advers\u00e1rios. Jesus insiste em que \u00e9 preciso conhecer Deus e recorda-lhes tamb\u00e9m a sua miss\u00e3o: \u201cN\u00e3o s\u00e3o os que t\u00eam sa\u00fade que precisam de m\u00e9dico, mas sim os doentes\u201d. Porque Jesus veio chamar os que s\u00e3o e se reconhecem pecadores e n\u00e3o os que se auto-designam justos. Os fariseus ficam muito incomodados face \u00e0 atitude misericordiosa de Jesus para com os pecadores, porque se consideram judeus de primeira. E eu, tamb\u00e9m fa\u00e7o clivagens relativamente \u00e0s pessoas que Deus chama e que lhe respondem fielmente? Considero-me crist\u00e3o de primeira? Desprezo os outros a quem Deus tamb\u00e9m chama, sem fazer acep\u00e7\u00e3o, independentemente da sua situa\u00e7\u00e3o anterior de pecado? <\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo apresenta aos crist\u00e3os o projecto de Deus. Diante da mis\u00e9ria dos homens e das mulheres que Ele criou com tanto amor, decide refazer a sua cria\u00e7\u00e3o, chamando um homem e uma mulher sem vigor e com fraca vitalidade, Abra\u00e3o e Sara, para darem in\u00edcio a um novo povo. E este casal acreditou na miseric\u00f3rdia de Deus, o que os fortaleceu na f\u00e9. \u00c9 a miseric\u00f3rdia de Deus que actua, sempre que \u00e9 necess\u00e1rio consertar o mal, mudando-o em gra\u00e7a e perd\u00e3o. Como reajo ao bem que vai surgindo nas pessoas e nas institui\u00e7\u00f5es, sobretudo quando ele sai de quem considero inferior a mim? Alegro-me ou escandalizo-me como se isso fosse uma amea\u00e7a para mim? Quanto farisa\u00edsmo h\u00e1 dentro de cada um de n\u00f3s! E como \u00e9 urgente conhecermos o nosso Deus e nos deixarmos impregnar pela sua miseric\u00f3rdia! <\/p>\n<p>X Domingo do Tempo Comum: Os 6,3-6; Sl 49 (50); Rm 4,18-25; Mt 9,9-13<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; X Tempo Comum &#8211; Ano A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-12406","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12406","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12406"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12406\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12406"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12406"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12406"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}