{"id":12417,"date":"2008-06-04T10:40:00","date_gmt":"2008-06-04T10:40:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12417"},"modified":"2008-06-04T10:40:00","modified_gmt":"2008-06-04T10:40:00","slug":"a-etica-e-o-melhor-investimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-etica-e-o-melhor-investimento\/","title":{"rendered":"A \u00e9tica \u00e9 o melhor investimento"},"content":{"rendered":"<p>Est\u00e1 em processo de forma\u00e7\u00e3o o n\u00facleo de Aveiro da ACEGE \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 de Empres\u00e1rios e Gestores, com o apoio do Bispo de Aveiro. Realizaram-se recentemente dois encontros entre empres\u00e1rios de Aveiro e dirigentes da ACEGE, \u00e0 volta da \u00e9tica nos neg\u00f3cios e da responsabilidade social nas empresas. O primeiro foi no dia 25 de Fevereiro e contou com as interven\u00e7\u00f5es de Jos\u00e9 Roquette e Jorge L\u00edbano Monteiro. O segundo foi no dia 19 de Maio, com Ant\u00f3nio Pinto Leite.<\/p>\n<p>O Correio do Vouga esteve nos dois encontros, que decorreram no Semin\u00e1rio de Aveiro, e d\u00e1 agora a conhecer as principais ideias destas iniciativas. Sendo sobre a viv\u00eancia dos valores \u00e9ticos nas empresas, n\u00e3o dizem respeito somente aos empres\u00e1rios, mas a todo o sistema econ\u00f3mico, de que s\u00e3o pe\u00e7a fundamental, e a todos os cidad\u00e3os, que, como empregados ou consumidores, lidam constantemente com empresas. J.P.F.<\/p>\n<p>\u201cA \u00e9tica \u00e9 um investimento de longo prazo, mas \u00e9 o melhor investimento\u201d, afirma Ant\u00f3nio Pinto Leite aos empres\u00e1rios aveirenses. Segundo este dirigente da ACEGE, a \u00e9tica e a responsabilidade social n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 para as grandes empresas, que naturalmente gostam de fazer publicidade desses compromissos, mas para todas, a come\u00e7ar pelas pequenas e m\u00e9dias empresas, que \u201cpodem mudar o mundo\u201d. <\/p>\n<p>Para que \u201c\u00e9tica e responsabilidade social\u201d n\u00e3o sejam palavras generalistas e vazias, o advogado aponta compromissos concretos que os empres\u00e1rios podem assumir:<\/p>\n<p>* pol\u00edticas de maternidade e de apoio \u00e0 fam\u00edlia, nomeadamente a facilita\u00e7\u00e3o de hor\u00e1rios para al\u00e9m do que est\u00e1 na lei;<\/p>\n<p>* pagamento aos colaboradores acima do sal\u00e1rio m\u00ednimo, principalmente \u00e0queles que t\u00eam fun\u00e7\u00f5es n\u00e3o diferenciadas (como as limpezas); \u201ctemos de agir \u00e0 luz da justi\u00e7a e da generosidade. Mais do que justos, devemos ser generosos\u201d, afirmou;<\/p>\n<p>* pagamento a fornecedores na hora, em vez dos pagamentos a tr\u00eas, seis ou mais meses. Neste ponto, Ant\u00f3nio Pinto Leite reconhece que h\u00e1 muito a fazer, a come\u00e7ar pelo Estado, \u201co pior a pagar\u201d, mas tamb\u00e9m h\u00e1 empresas que o cumprem;<\/p>\n<p>* pol\u00edticas de respeito ambiental, atrav\u00e9s de poupan\u00e7a de energia (\u201cpodem recolher-se boas ideias no site da EDP\u201d, afirmou) ou do \u201creduzir, reciclar e reutilizar\u201d;<\/p>\n<p>* pr\u00e1tica de voluntariado por parte dos empres\u00e1rios e gestores. \u201cDisponibilizar tempo para servir a comunidade \u00e9 um sinal\u201d, afirmou, e permite compreender melhor a sociedade.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Pinto Leite considera que alguns destes compromissos podem parecer de dif\u00edcil assun\u00e7\u00e3o ou \u201ccoisa de lisboetas\u201d, mas s\u00e3o fundamentais para gerar a mudan\u00e7a. \u201cSe dez ou quinze empres\u00e1rios de Aveiro assumirem estes compromissos, pode gerar-se um efeito de bola de neve e amanh\u00e3 ser\u00e3o muitos mais\u201d, afirmou ao Correio do Vouga.<\/p>\n<p>Para despertar a consci\u00eancia empresarial, a ACEGE est\u00e1 a elaborar um question\u00e1rio que cada empres\u00e1rio ou gestor crist\u00e3o poder\u00e1 preencher individualmente, fazendo uma esp\u00e9cie de exame de consci\u00eancia.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o da ACEGE, sublinhou Ant\u00f3nio Pinto Leite, n\u00e3o \u00e9 ser \u201cum clube de almo\u00e7os\u201d, mas tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e1 no campo da pol\u00edtica. \u201cA ACEGE n\u00e3o vai votar; n\u00e3o vai ajudar os poderes. Mas tem de ajudar as empresas e os que nelas est\u00e3o. O dom que n\u00f3s temos \u00e9 a nossa pr\u00f3pria empresa\u201d.<\/p>\n<p>Gestores e empres\u00e1rios que querem assumir outros valores<\/p>\n<p>\u201cAs empresas s\u00f3 t\u00eam \u00e9tica se as pessoas que nelas trabalham assumem os valores \u00e9ticos\u201d, afirmou Jos\u00e9 Rouquete a cerca de quatro dezenas de empres\u00e1rios e gestores que se juntaram no Semin\u00e1rio de Santa Joana, do dia 25 de Fevereiro, por iniciativa de alguns dirigentes empres\u00e1rios que est\u00e3o a formar um n\u00facleo da ACEGE (Associa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 de Empres\u00e1rios e Gestores) em Aveiro, com o apoio do Bispo Diocesano.<\/p>\n<p>Destacado empres\u00e1rio, embora seja mais conhecida a sua faceta de dirigente desportivo, Jos\u00e9 Roquette esteve na origem do \u201cC\u00f3digo de \u00c9tica dos Empres\u00e1rios e Gestores\u201d, pe\u00e7a fundamental na identidade da ACEGE. Nele se l\u00ea que \u201ch\u00e1 obriga\u00e7\u00f5es \u00e9ticas na ac\u00e7\u00e3o empresarial\u201d como \u201coferecer condi\u00e7\u00f5es de trabalho que respeitem a dignidade, a sa\u00fade e a seguran\u00e7a dos trabalhadores e proporcionem oportunidades de forma\u00e7\u00e3o que desenvolvam as suas compet\u00eancias e capacidades\u201d. Por isso, o empres\u00e1rio defendeu que gestores e empres\u00e1rios devem atender e apoiar os \u201cprojectos de vida dos colaboradores\u201d. Quando isto acontece, \u201cproduzem-se sinergias absolutamente extraordin\u00e1rias\u201d, em que ambas as partes, tendencialmente em conflito e \u201carticuladas por interesses \u00e0 partida divergentes\u201d, saem a ganhar. O principal capital das empresas s\u00e3o as pessoas que nelas trabalham.<\/p>\n<p>A oposi\u00e7\u00e3o entre a f\u00e9 e a vida empesarial <\/p>\n<p>\u00e9 uma forma de recusa da voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3<\/p>\n<p>Empres\u00e1rio do sector do turismo e dos vinhos, depois de ter dirigido um clube desportivo, Jos\u00e9 Roquette v\u00ea a actividade de gestor e empres\u00e1rio como desenvolvimento da voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3. \u201cDeus p\u00f4s-me na m\u00e3o talentos para gerir\u201d, afirma, considerando que a doutrina social da Igreja \u00e9 uma boa estrutura sobre a qual se pode apoiar projectos empresariais<\/p>\n<p>CORREIO DO VOUGA &#8211; A doutrina social da Igreja continua a fazer sentido na vida empresarial?<\/p>\n<p>JOS\u00c9 ROQUETTE &#8211; N\u00e3o tenho qualquer d\u00favida. A doutrina social que a Igreja expressou atrav\u00e9s das suas enc\u00edclicas fundamentais continua hoje a ser actual. A doutrina social n\u00e3o est\u00e1 ultrapassada nem pelos acontecimentos, nem pela inova\u00e7\u00e3o, nem pelas mudan\u00e7as do mundo. Continua a ser a estrutura sobre a qual \u00e9 poss\u00edvel apoiar projectos empresariais v\u00e1lidos.<\/p>\n<p>Pode dar um exemplo?<\/p>\n<p>Sublinho o que referi na exposi\u00e7\u00e3o [aos empres\u00e1rios e gestores]. Hoje as empresas devem enquadrar as pessoas autenticamente como pessoas, com o seu projecto individual. Isto vai ao encontro da nossa convic\u00e7\u00e3o de que Deus Criador tem um projecto para cada um de n\u00f3s, objectiva e muito especificamente. \u201cAt\u00e9 os cabelos das vossas cabe\u00e7as est\u00e3o contados\u201d, diz-se no Evangelho. Se o colaborador se sentir bem na empresa, ganha a empresa e ganha o colaborador.<\/p>\n<p>Por outro lado, constatamos que o fim do trabalho repetitivo e mec\u00e2nico \u2013 pelo menos em certos sectores \u2013 deixou a cada um espa\u00e7o para desenvolver os seus talentos, que s\u00e3o dons de Deus. Hoje, uma das coisas fundamentais por que os empres\u00e1rios lutam \u00e9 descobrir e manter talentos ao servi\u00e7o do seus projectos, que se sintam realizados e cres\u00e7am como talentos dentro dos projectos empresariais. Para tal, \u00e9 importante o equil\u00edbrio entre o projecto de vida individual e a vida profissional.<\/p>\n<p>Como comenta a afirma\u00e7\u00e3o de que \u201cum crist\u00e3o honesto n\u00e3o pode ser bom empres\u00e1rio, tal como um empres\u00e1rio de sucesso ter\u00e1 pouco de crist\u00e3o\u201d?<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma vis\u00e3o profundamente errada. Isso quereria significar que o crist\u00e3o, como tal, se recusa a lutar pela sua presen\u00e7a na actividade profissional&#8230; H\u00e1 que distinguir. O crist\u00e3o pode viver com \u00e9tica a sua actividade empresarial. N\u00f3s, cat\u00f3licos, temos uma perspectiva que \u00e9 fundamental. Somos meramente deposit\u00e1rios da riqueza material. N\u00e3o somos titulares de coisa nenhuma. Deus p\u00f4s-me na m\u00e3o talentos para gerir. N\u00e3o sou propriet\u00e1rio deles. N\u00e3o quer dizer que n\u00e3o haja empres\u00e1rios que n\u00e3o tenham voca\u00e7\u00e3o para vendilh\u00f5es do templo; claro que h\u00e1. Mas essa oposi\u00e7\u00e3o entre f\u00e9 crist\u00e3 e neg\u00f3cios \u00e9 uma forma de recusa da voca\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o de ser fermento na vida de todos os dias, em todas as actividades.<\/p>\n<p>Como v\u00ea a forma\u00e7\u00e3o do n\u00facleo de Aveiro da ACEGE?<\/p>\n<p>Com muita esperan\u00e7a. Com o tecido empresarial que existe na regi\u00e3o, a par da universidade inovadora e com a abertura da Igreja, est\u00e3o reunidas as condi\u00e7\u00f5es para o constituir, alimentar e dinamizar. Temos as condi\u00e7\u00f5es todas para que o n\u00facleo seja uma hist\u00f3ria de sucesso.<\/p>\n<p>Os gestores cat\u00f3licos <\/p>\n<p>devem colaborar com as par\u00f3quias<\/p>\n<p>Um dia, j\u00e1 depois do jantar, Ant\u00f3nio Pinto Leite pediu a um padre que o confessasse. \u201cS\u00f3 agora \u00e9 que cumpri a minha voca\u00e7\u00e3o\u201d, respondeu o padre ap\u00f3s ter atendido o advogado. A constata\u00e7\u00e3o de que os padres est\u00e3o cheios de trabalhos que n\u00e3o s\u00e3o espec\u00edficos do sacerd\u00f3cio levou a ACEGE a querer ajudar padres e par\u00f3quias, como explica Jorge L\u00edbano Monteiro<\/p>\n<p>CORREIO DO VOUGA &#8211; A ACEGE pretende colaborar com os padres e as par\u00f3quias. Em que consiste esse projecto?<\/p>\n<p>JORGE L\u00cdBANO MONTEIRO &#8211; \u00c9 um projecto tentativo. Parte da constata\u00e7\u00e3o de que muitos dos nossos padres est\u00e3o mais ocupados em tarefas administrativas do que com a parte pastoral. Sabendo que o desejo deles \u00e9 poderem dedicar-se somente \u00e0 pastoral e libertarem-se do peso administrativo, e sabendo que os gestores da ACEGE podem fazer melhor a parte administrativa e de gest\u00e3o do que a parte pastoral, a ideia era mesmo ver como \u00e9 que se consegue encontrar uma forma de os gestores apoiarem algumas par\u00f3quias, envolvendo-se mais directamente nesta parte de gest\u00e3o, libertando os padres para outras actividades.<\/p>\n<p>Que passos j\u00e1 foram dados para concretizar essa ajuda?<\/p>\n<p>Houve contactos com a Confer\u00eancia Episcopal e uma aceita\u00e7\u00e3o do nosso trabalho. Vamos trabalhar em conjunto nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos. Para j\u00e1, foi lan\u00e7ado um inqu\u00e9rito a padres da diocese de Lisboa para percebermos em que pontos \u00e9 que podemos ajud\u00e1-los. Entre a vontade de ajudar e saber onde havemos de ajudar vai uma certa dist\u00e2ncia. Uma empresa especializada est\u00e1 a fazer esse trabalho de forma a perceber quais s\u00e3o os mecanismos comuns a v\u00e1rias par\u00f3quias e que podem ser facilitados.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, em que \u00e1reas poder\u00e1 a ACEGE ser \u00fatil aos padres e \u00e0s par\u00f3quias?<\/p>\n<p>Penso que poder\u00e1 colaborar na informatiza\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o e na parte da contabilidade. Poder\u00e3o ser criadas uma central de compras ou gabinetes especializados de apoio ao n\u00edvel do patrim\u00f3nio&#8230; H\u00e1 um campo aberto de possibilidades em que vamos trabalhar a partir de Junho.<\/p>\n<p>Assumem este trabalho como miss\u00e3o de leigos&#8230;<\/p>\n<p>\u00c9 a realidade. \u00c9 assumir que o gestor cat\u00f3lico, se \u00e9 cat\u00f3lico, est\u00e1 envolvido na vida da Igreja. Acreditamos que a grande miss\u00e3o do empres\u00e1rio cat\u00f3lico \u00e9 dar exemplo no s\u00edtio onde est\u00e1, a empresa. Mas se achamos que temos capacidades e compet\u00eancias para ajudar as par\u00f3quias a organizarem-se melhor, temos de colaborar.<\/p>\n<p>Obriga\u00e7\u00f5es \u00e9ticas na ac\u00e7\u00e3o empresarial<\/p>\n<p>Excertos  C\u00f3digo de \u00c9tica da ACEGE. Apresenta-se os cinco princ\u00edpios das \u201cobriga\u00e7\u00f5es \u00e9ticas na ac\u00e7\u00e3o empresarial\u201d e algumas das suas concretiza\u00e7\u00f5es. Para ler o C\u00f3digo na \u00edntegra, consulte www.acege.pt.<\/p>\n<p>1.DIGNIDADE DOS HOMENS QUE COLABORAM NAS EMPRESAS <\/p>\n<p>\u2022 Oferecer condi\u00e7\u00f5es de trabalho que respeitem a dignidade, a sa\u00fade e a seguran\u00e7a dos colaboradores e possibilitar oportunidades de forma\u00e7\u00e3o que desenvolvam as suas compet\u00eancias e capacidades.<\/p>\n<p>\u2022 Estabelecer uma remunera\u00e7\u00e3o justa, ponderada pela realidade do sector econ\u00f3mico, pelas possibilidades reais da empresa, pelos servi\u00e7os prestados e pelo m\u00e9rito e especificidade dos colaboradores. <\/p>\n<p>2. ECONOMIA SOCIAL DE MERCADO <\/p>\n<p>\u2022 Promover uma concorr\u00eancia leal e honrada, numa atitude de boa f\u00e9 em toda a actua\u00e7\u00e3o no mercado. <\/p>\n<p>\u2022 Optar nas decis\u00f5es de investimento pelas solu\u00e7\u00f5es que salvaguardam a justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>\u2022 Rejeitar toda a publicidade e marketing que sejam degradantes indignas, manipuladoras ou abusivas.<\/p>\n<p>3. EXCEL\u00caNCIA NO TRABALHO E NA AC\u00c7\u00c3O EMPRESARIAL <\/p>\n<p>\u2022 Desempenhar o trabalho quotidiano procurando sempre a excel\u00eancia, atrav\u00e9s da compet\u00eancia, t\u00e9cnica e humana, da dedica\u00e7\u00e3o e do empenho em tudo o que realizarmos.<\/p>\n<p>\u2022 Conjugar a procura da excel\u00eancia com crit\u00e9rios de humanidade, visando evitar o esgotamento do ser humano na sua dimens\u00e3o produtiva. <\/p>\n<p>4. RELACIONAMENTO COM O ESTADO BASEADO NA EXIG\u00caNCIA, INDEPEND\u00caNCIA E LEALDADE <\/p>\n<p>\u2022 Lutar, individualmente ou em associa\u00e7\u00e3o com outros, contra toda a iniquidade e desperd\u00edcio por parte do Estado, tendo por imperativo moral a obriga\u00e7\u00e3o de sempre e em todas as circunst\u00e2ncias denunciar e combater o desperd\u00edcio de recursos ou a sua errada utiliza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>\u2022 N\u00e3o praticar qualquer acto econ\u00f3mico \u00e0 margem da lei, no \u00e2mbito da economia paralela que falseia o mercado e mina o estado de direito. <\/p>\n<p>5. RELACIONAMENTO COM A SOCIEDADE BASEADA NA SOLIDARIEDADE E NA RESPONSABILIDADE <\/p>\n<p>\u2022 Ser solid\u00e1rio na prossecu\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas sociais.<\/p>\n<p>\u2022 Privilegiar uma cultura de valoriza\u00e7\u00e3o e respeito pela natureza, nomeadamente renovando os recursos utilizados, evitando o desperd\u00edcio e a polui\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da eco-efici\u00eancia e tendo em conta as consequ\u00eancias ambientais e sociais da sua actividade, salvaguardando a cria\u00e7\u00e3o e o futuro.<\/p>\n<p>\u00c0 ACEGE aderem os empres\u00e1rios, n\u00e3o as empresas<\/p>\n<p>No encontro de Aveiro, Jorge L\u00edbano Monteiro, elemento da direc\u00e7\u00e3o nacional da ACEGE, sublinhou que a ades\u00e3o \u00e0 associa\u00e7\u00e3o se faz \u201cem nome pessoal e n\u00e3o da empresa\u201d e frisou que o C\u00f3digo de \u00c9tica \u00e9 \u201cum quadro de refer\u00eancia para que cada gestor tome decis\u00f5es seguras\u201d. Referiu ainda que a ACEGE quer criar um fundo de capital de risco, intitulado Bem Comum, para desempregados com mais de 40 anos que queiram criar a sua pr\u00f3pria empresa. Para esse fundo est\u00e1 quase alcan\u00e7ado o capital inicial de dois milh\u00f5es e meio de euros.<\/p>\n<p>www.ver.pt<\/p>\n<p>Portal VER<\/p>\n<p>VER significa Valores, \u00c9tica e Responsabilidade. Trata-se do portal promovido pela ACEGE para destacar os valores, a \u00e9tica, a responsabilidade, a lideran\u00e7a e a inova\u00e7\u00e3o. Sobre estes cinco grandes temas, s\u00e3o facultados documentos, relat\u00f3rios internacionais, not\u00edcias e eventos.<\/p>\n<p>Sempre na perspectiva de promover os valores humanos que contribuem para uma sociedade mais justa, mais ecol\u00f3gica e mais solid\u00e1ria, este portal \u00e9 \u00fanico a n\u00edvel nacional. Mostra que \u00e9 poss\u00edvel uma economia com princ\u00edpios que a tornam mais humana.<\/p>\n<p>Informa\u00e7\u00f5es \u00dateis<\/p>\n<p>Onde ler o C\u00f3digo de \u00c9tica e obter outras informa\u00e7\u00f5es sobre a associa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>www.acege.org<\/p>\n<p>Contactos do N\u00facleo de Aveiro:<\/p>\n<p>Rui Falc\u00e3o, tel.: 968 048 761<\/p>\n<p>rui.falcao@eduweb.pt<\/p>\n<p>10 N\u00facleos da ACEGE: <\/p>\n<p>Est\u00e3o localizados em Lisboa, Braga, Bragan\u00e7a, Vila Real, Lamego, Aveiro, Coimbra, \u00c9vora, Beja e Funchal.<\/p>\n<p>N\u00famero de associados no total: <\/p>\n<p>Cerca de 1000.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Est\u00e1 em processo de forma\u00e7\u00e3o o n\u00facleo de Aveiro da ACEGE \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 de Empres\u00e1rios e Gestores, com o apoio do Bispo de Aveiro. 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