{"id":12440,"date":"2008-06-04T11:52:00","date_gmt":"2008-06-04T11:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12440"},"modified":"2008-06-04T11:52:00","modified_gmt":"2008-06-04T11:52:00","slug":"o-corpo-de-deus-paraliturgico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-corpo-de-deus-paraliturgico\/","title":{"rendered":"O Corpo de Deus paralit\u00fargico"},"content":{"rendered":"<p>1.\u2019Nada possuir\u201d \u2013 Estou cheio de \u201cnadas\u201d. Quero nada possuir. Malditos apegos de toda a ordem e feitio. Possuo o que n\u00e3o devo, possuo o que n\u00e3o preciso. Possuo neuroses. Basta. Possuo de mais&#8230; Desprender-me de Tudo e Todos. Abaixo o Reino do Ter. Anestesiei a Consci\u00eancia, posso ficar tranquilo, amanh\u00e3 tudo ser\u00e1 igual como dantes. Mesmice. Polaridade negativa. N\u00e3o sou nada, sou um menos&#8230; Caminhar e nada possuir. Parar e nada possuir. <\/p>\n<p>\u00a0 <\/p>\n<p>2. \u2018Nada carregar\u201d \u2013 Carrego o Futuro n\u00e3o vivido. Como \u00e9 poss\u00edvel pesar-me o Futuro? Oh Esperan\u00e7a de chumbo! Onde est\u00e1 a Leveza, a sustent\u00e1vel leveza desejada&#8230; Nada carregar. Os fardos que me colocam s\u00e3o absurdos&#8230;X\u00f4! Olha\u00a0o peso do irm\u00e3o nas tuas costas&#8230; O peso do irm\u00e3o no seu olhar humilhado! Carrego olhares que me carregam a mim. Carrego um dia ap\u00f3s o outro&#8230; Oh Esperan\u00e7a de chumbo! Nada carregado. <\/p>\n<p>\u00a0 <\/p>\n<p>3. \u2018Nada pedir\u201d \u2013 N\u00e3o quero piedade de ningu\u00e9m, quero a piedade do Esp\u00edrito Santo! S\u00f3 Dele! Mais ningu\u00e9m! Pe\u00e7o de mais, tenho de pedir com Verdade! N\u00e3o sei pedir bem. Erro e n\u00e3o pe\u00e7o perd\u00e3o! Nada pedir com Mentira! Servilismos de N\u00e1usea&#8230; pedir ferido, mas honrado&#8230; pedir a quem \u00e9 mais fraco, pedir a quem \u00e9 mais burro que eu&#8230;, pedir a quem-n\u00e3o-pode-pedir-a-ningu\u00e9m&#8230; pedir sabendo que a resposta \u00e9 N\u00c3O, e ainda assim, pedir. Fora disto, por favor, nada pedir! <\/p>\n<p>\u00a0 <\/p>\n<p>4. \u2018Nada calar\u201d \u2013 Quem cala consente. Quem \u00e9 quem? N\u00e3o sabemos quem. Como calar? Consentir quando, onde, e porqu\u00ea? Busco a complementaridade da Diferen\u00e7a. Omiss\u00e3o pecaminosa de calar quando me \u00e9 conveniente. Nada calar do bem-pensado, do bem-amado. Calar s\u00f3 o Sil\u00eancio em Deus. Nas conversas decisivas e decis\u00f3rias: nada calar. <\/p>\n<p>\u00a0 <\/p>\n<p>5. \u2018E, sobretudo, nada matar\u2019 \u2013 Matei no pensamento. Olhei o modo de vestir e julguei, confesso que matei num instante eterno! Matei, depois, atrav\u00e9s das apar\u00eancias! Tornei a matar durante o almo\u00e7o, e s\u00f3 n\u00e3o matei ao jantar, porque n\u00e3o jantei. Sen\u00e3o, confesso, matava novamente com prazer s\u00e1dico!? Sou um homicida involunt\u00e1rio&#8230; n\u00e3o quero matar, mas mato. At\u00e9 mato mal!? Mato, porque rezo mal. Mi-nhas ora\u00e7\u00f5es n\u00e3o t\u00eam a Vida em Deus. Reciprocidade do tu a TU. Onde est\u00e1s \u201cCorpo-de-Deus\u201d? Diante do Outro respeitar, sempre, a Vida em todas as suas formas. Mato-a-toda-a-hora! E, sobretudo, n\u00e3o matar mais, nada matar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1.\u2019Nada possuir\u201d \u2013 Estou cheio de \u201cnadas\u201d. Quero nada possuir. Malditos apegos de toda a ordem e feitio. Possuo o que n\u00e3o devo, possuo o que n\u00e3o preciso. Possuo neuroses. Basta. Possuo de mais&#8230; Desprender-me de Tudo e Todos. Abaixo o Reino do Ter. 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