{"id":12448,"date":"2008-06-11T09:51:00","date_gmt":"2008-06-11T09:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12448"},"modified":"2008-06-11T09:51:00","modified_gmt":"2008-06-11T09:51:00","slug":"modernidade-paradoxal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/modernidade-paradoxal\/","title":{"rendered":"Modernidade paradoxal"},"content":{"rendered":"<p>A intelig\u00eancia de alguns parece querer afirmar-se pela considera\u00e7\u00e3o de todos os que n\u00e3o pensam como eles como menos dotados, retr\u00f3grados &#8211; \u201cconservadores\u201d, como eles dizem. E n\u00e3o \u00e9 despropositado pensar que, aliada a este racioc\u00ednio, est\u00e1 a vontade de querer identificar convic\u00e7\u00f5es religiosas com esses menos dotados, para atirarem com tais convic\u00e7\u00f5es para as masmorras da fossiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na verdade, a modernidade trouxe-nos enormes aquisi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o da dignidade da pessoa humana, conquistas valios\u00edssimas para um progresso da Humanidade, descobertas cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas que poder\u00e3o tornar o Mundo apetec\u00edvel e lugar de harmonia e paz para todos\u2026<\/p>\n<p>O certo \u00e9 que tal progresso, transformado em \u201cprogressismo\u201d, tem o Mundo como o conhecemos: cheio de armadilhas e ciladas, capazes de aniquilar a pr\u00f3pria Humanidade; cheio de contradi\u00e7\u00f5es e paradoxos, criadores de desigualdades humilhantes, geradores de multid\u00f5es de exclu\u00eddos e famintos\u2026 Mesmo neste Portugal \u201cmoderno\u201d, cresce cada dia este panorama apocal\u00edptico!<\/p>\n<p>E isto simplesmente porque n\u00e3o se coloca a pessoa humana e a sua dignidade como objectivo prim\u00e1rio e aglutinador de todas as pol\u00edticas. Elegem-se prioridades tecnol\u00f3gicas, economicistas, que se dizem em fun\u00e7\u00e3o da pessoa, mas destroem-se os alicerces fundamentais que preservam a pessoa e a sua dignidade: a defesa e promo\u00e7\u00e3o da vida, em todas as circunst\u00e2ncias e em todos os seus est\u00e1dios, a defesa e consolida\u00e7\u00e3o das estruturas socais b\u00e1sicas (fam\u00edlia, grupos e institui\u00e7\u00f5es sociais, confiss\u00f5es religiosas\u2026), em favor de uma colectiviza\u00e7\u00e3o crescente da vida, tendente a fazer coincidir o p\u00fablico com o estatal.<\/p>\n<p>Elegem-se como sinais de modernidade decis\u00f5es que sufocam a vida indefesa, que desenvolvem a instabilidade familiar, afectiva e econ\u00f3mica, abrindo \u00e0s gera\u00e7\u00f5es vindouras um ambiente de ilus\u00f3rias facilidades, falsa vers\u00e3o da liberdade, que encaminhar\u00e3o o nosso, como qualquer pa\u00eds, para um beco sem sa\u00edda, uma extin\u00e7\u00e3o sem retorno. <\/p>\n<p>J\u00e1 n\u00e3o basta falar. Temos de gritar! Temos de gritar que a defesa dos valores permanentes da Humanidade \u00e9 tarefa de todos; que o governo n\u00e3o \u00e9 dono da iniciativa p\u00fablica, nem pode impor uma estatiza\u00e7\u00e3o da vida dos cidad\u00e3os; que o estado \u00e9 a salvaguarda e n\u00e3o o arquitecto da responsabilidade e solidariedade &#8211; a verdadeira cidadania! Temos de gritar, porque o poder se arroga o direito de nos substituir, de nos excluir, mesmo de nos eliminar, para nos apanhar nas malhas de uma ideologia tecnocr\u00e1tica inebriante e enturpecedora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A intelig\u00eancia de alguns parece querer afirmar-se pela considera\u00e7\u00e3o de todos os que n\u00e3o pensam como eles como menos dotados, retr\u00f3grados &#8211; \u201cconservadores\u201d, como eles dizem. 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