{"id":12468,"date":"2008-06-11T10:31:00","date_gmt":"2008-06-11T10:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12468"},"modified":"2008-06-11T10:31:00","modified_gmt":"2008-06-11T10:31:00","slug":"felizes-os-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/felizes-os-pobres\/","title":{"rendered":"Felizes os pobres (?!)"},"content":{"rendered":"<p>Revisitar&#8230; O Magist\u00e9rio <!--more--> O assunto \u00e9 extremamente delicado. N\u00e3o deve, todavia, deixar de se trazer \u00e0 luz do dia. A \u00e9poca de crise econ\u00f3mica que vivemos, as dificuldades crescentes de muitas fam\u00edlias, a multid\u00e3o imensa dos deserdados e famintos, que vivem ao nosso lado, diante da nossa porta, \u00e0s vezes ao abrigo dos nossos telheiros\u2026 exige que repensemos, mais uma vez, n\u00f3s, os presb\u00edteros, o uso dos bens materiais.<\/p>\n<p>Tal aprendizagem adquire-se, exactamente, pela proximidade fraterna \u00e0s popula\u00e7\u00f5es que servimos e por uma vis\u00e3o de f\u00e9 sobre a nossa miss\u00e3o. Assim no-lo diz o decreto conciliar Presbyterorum Ordinis, do Vaticano II. \u201cPela amistosa e fraterna conviv\u00eancia entre si e com os demais homens, podem os presb\u00edteros aprender a cultivar os valores humanos e a estimar os bens criados como dons de Deus\u201d. (\u2026) \u201c\u00c9 preciso, por\u00e9m, que interpretem \u00e0 luz da f\u00e9 todos os bens que lhes adv\u00eam, para que sujeitem o uso desses bens \u00e0 plena conformidade com a vontade de Deus, e rejeitem tudo aquilo que for prejudicial \u00e0 sua miss\u00e3o\u201d &#8211; PO 17.<\/p>\n<p>Fora de quest\u00e3o os bens destinados \u00e0 miss\u00e3o da Igreja, a administrar de forma rigorosa e transparente, com a ajuda de gente competente, para esses fins expl\u00edcitos. Para os bens que adquirimos, s\u00e3o essencialmente duas as aplica\u00e7\u00f5es leg\u00edtimas. \u201c\u2026empreguem-nos os presb\u00edteros, da mesma forma que os bispos, em primeiro lugar, para a sua honesta sustenta\u00e7\u00e3o e desempenho dos deveres do pr\u00f3prio estado; os que sobejarem devem aplic\u00e1-los em proveito da Igreja ou em obras de caridade. Deste modo, n\u00e3o possuam os cargos eclesi\u00e1sticos para lucro, nem empreguem os rendimentos deles provenientes para aumento do pr\u00f3prio patrim\u00f3nio familiar\u201d &#8211; PO 17.<\/p>\n<p>E remata este par\u00e1grafo conciliar com um veemente conselho: \u201cPor isso, os sacerdotes, sem apegarem de qualquer forma o cora\u00e7\u00e3o \u00e0s riquezas, evitem sempre toda a ambi\u00e7\u00e3o e abstenham-se cautelosamente de qualquer esp\u00e9cie de com\u00e9rcio\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m nesta quest\u00e3o, muitas poder\u00e3o ser as palavras que se digam sobre uma Igreja serva e pobre, sobre um estilo de vida s\u00f3brio, sobre a obriga\u00e7\u00e3o da caridade\u2026 De nada valer\u00e3o, n\u00e3o ter\u00e3o qualquer eco no cora\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is, n\u00e3o produzir\u00e3o nenhum efeito de partilha fraterna, sem a luz do testemunho. Aqui tamb\u00e9m faz sentido o ad\u00e1gio popular: \u201cCandeia que vai \u00e0 frente, alumia duas vezes\u201d!<\/p>\n<p>Urge que nos rendamos \u00e0 evid\u00eancia do despojamento de Jesus Cristo, para sabermos que \u201co trabalhador tem direito ao seu sal\u00e1rio\u201d, mas que tamb\u00e9m \u201co que acumulamos n\u00e3o \u00e9 nosso, mas dos pobres\u201d! Tamb\u00e9m por esta via o mundo acreditar\u00e1 na verdade do Evangelho.<\/p>\n<p>Querubim Silva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revisitar&#8230; O Magist\u00e9rio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-12468","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12468","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12468"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12468\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12468"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12468"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12468"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}