{"id":12469,"date":"2008-06-11T10:34:00","date_gmt":"2008-06-11T10:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12469"},"modified":"2008-06-11T10:34:00","modified_gmt":"2008-06-11T10:34:00","slug":"levou-nos-sobre-asas-de-aguia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/levou-nos-sobre-asas-de-aguia\/","title":{"rendered":"Levou-nos &#8220;sobre asas de \u00e1guia&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XI Tempo Comum &#8211; Ano A <!--more--> A liturgia deste domingo d\u00e1-nos a conhecer a ternura de Deus para com o seu Povo, que Ele quer cuidar e salvar. E f\u00e1-lo de tal modo que, na palavra escrita, se revela o amor divino com entranhas de compaix\u00e3o, o que muito o aproxima do modelo materno. A tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica e crist\u00e3 diz-nos que o amor de Deus e, portanto, o de Jesus, \u00e9 um amor caracterizado, particularmente, pelos atributos do amor materno. \u201cDeus \u00e9 Pai e M\u00e3e\u201d, afirmava Jo\u00e3o Paulo I. <\/p>\n<p>No evangelho, Mateus apresenta-nos Jesus cheio de enternecimento e preocupa\u00e7\u00e3o, porque o povo de Israel, a quem foi enviado, andava exausto e alquebrado, como \u201covelhas sem pastor\u201d, porque era grande a \u201cseara\u201d, isto \u00e9, o n\u00famero de pessoas a evangelizar e poucos os que se dispunham a trabalhar ao jeito dele nesta seara. Mas n\u00e3o tinha Deus enviado tantos profetas a Israel, antes de Jesus? N\u00e3o existiam tantos doutores da Lei que ensinavam, tantos fariseus, peritos na pr\u00e1tica escrupulosa desta Lei, e tantos sacerdotes, que, continuamente, ofereciam ora\u00e7\u00f5es e sacrif\u00edcios no templo? Apesar disto, Jesus constata que o povo n\u00e3o est\u00e1 satisfeito, robustecido, alimentado, porque lhe falta uma outra aten\u00e7\u00e3o: a do cuidado prodigalizado por Jesus, repassado de entranhas maternas como as de seu Pai\/M\u00e3e. A m\u00e3e \u00e9 a alavanca da fam\u00edlia! Tudo faz gratuitamente e com muita ternura. N\u00e3o contabiliza as horas de trabalho, de dedica\u00e7\u00e3o, de falta de descanso, de doa\u00e7\u00e3o, sempre que \u00e9 preciso estar e cuidar. \u00c9 assim o amor de Deus e o de Jesus. \u00c9 este o meu jeito de me dar no servi\u00e7o \u00e0 comunidade humana e crist\u00e3? Face \u00e0s pessoas de hoje que andam abatidas, estafadas, mal-humoradas, descontentes, infelizes, sou uma gota de b\u00e1lsamo e desperto nelas a coragem e a confian\u00e7a na vida? <\/p>\n<p>A primeira leitura conta-nos, em linguagem materna, como Deus transportou \u201csobre asas de \u00e1guia\u201d o povo que padecia e se lastimava no Egipto, sob a opress\u00e3o do fara\u00f3. Deus como que o carregou ao colo e, qual m\u00e3e carinhosa, fez dele um povo santo, um povo especial, estabelecendo com ele uma alian\u00e7a de amor. \u00c9 esta recorda\u00e7\u00e3o que Jesus evoca. \u00c9 este gesto materno que Ele quer repetir com os seus contempor\u00e2neos. \u00c9 este movimento que Jesus pretende imprimir nos seus disc\u00edpulos e disc\u00edpulas, de ontem e de hoje. J\u00e1 aprendi este jeito de amar de Jesus? Como o manifesto no meu dia-a-dia? <\/p>\n<p>A segunda leitura insiste em que Deus nos deu uma grande prova de amor gratuito, ao entregar o seu Filho \u00e0 morte, apesar de sermos pecadores. \u00c9ramos seus inimigos, e Ele reconciliou-nos consigo pela morte de Jesus. Este \u00e9 efectivamente o maior certificado do seu amor: como a m\u00e3e que, da sua vida, d\u00e1 vida ao ser que cresce no seu seio, sem perder a sua pr\u00f3pria vida, assim Deus, pelo seu Filho, nos d\u00e1 a sua vida, sem se esvaziar, tornando-nos, deste modo, seus amigos, isto \u00e9, reconciliados consigo. J\u00e1 experimentei em mim mesmo as entranhas do amor materno de Deus, amor que Jesus viveu e testemunhou junto do seu povo? Sou tamb\u00e9m capaz de me enternecer diante dos irm\u00e3os e irm\u00e3s, que andam cansados e desiludidos da vida, e de ser generoso\/a para lhes dar de gra\u00e7a, a gra\u00e7a da vida que, incansavelmente, recebo de Deus?<\/p>\n<p>Domingo do XI do Tempo Comum: Ex 19,2-6a; Sl 100 (99); Rm 5,6-11; Mt 9,36-10,8<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XI Tempo Comum &#8211; Ano A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-12469","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12469","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12469"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12469\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12469"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12469"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12469"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}