{"id":12497,"date":"2008-06-11T14:58:00","date_gmt":"2008-06-11T14:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12497"},"modified":"2008-06-11T14:58:00","modified_gmt":"2008-06-11T14:58:00","slug":"ano-paulino-uma-proposta-pastoral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ano-paulino-uma-proposta-pastoral\/","title":{"rendered":"Ano Paulino, uma proposta pastoral"},"content":{"rendered":"<p>Nota Pastoral da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa <!--more--> A Igreja Cat\u00f3lica vive o \u201cAno Paulino\u201d entre 29 de Junho de 2008 e de 2009, por convoca\u00e7\u00e3o de Bento XVI. Os Bispos portugueses escreveram uma nota pastoral real\u00e7ando a import\u00e2ncia da pessoa de Paulo para todos os crist\u00e3os e apontando propostas para a viv\u00eancia deste ano.<\/p>\n<p>O Correio do Vouga publica hoje a primeira parte da nota pastoral, com uma particularidade: acrescenta-lhe pequenos apontamentos e perguntas para reflex\u00e3o, que, com certeza, ser\u00e3o \u00fateis para todos os leitores. A segunda e terceira partes da nota ser\u00e3o publicadas nas edi\u00e7\u00f5es de 18 e 25 de Junho. J.P.F.<\/p>\n<p>1. O Papa Bento XVI proclamou um \u201cAno Paulino\u201d (1), para celebrar os 2000 anos do nascimento de S\u00e3o Paulo, com in\u00edcio na Solenidade dos Ap\u00f3stolos Pedro e Paulo, a 29 de Junho de 2008, e a terminar um ano depois. Este Ano Paulino coincide, no tempo, com uma outra proposta feita pelo Santo Padre a toda a Igreja: a convoca\u00e7\u00e3o de um S\u00ednodo(2)sobre a Palavra de Deus na vida e na miss\u00e3o da Igreja (3). Esta simultaneidade sugere-nos a converg\u00eancia dos dois temas nas propostas pastorais. Paulo, grande Ap\u00f3stolo da Palavra, pode ser o nosso guia para descobrirmos, mais profundamente, o lugar da Palavra de Deus na vida e na miss\u00e3o da Igreja. Basta pensar que ele \u00e9 o autor sagrado mais frequentemente lido na Liturgia (4). <\/p>\n<p>A Palavra de Deus \u00e9 o Verbo eterno de Deus, a mensagem do cora\u00e7\u00e3o de Deus que Ele quer comunicar aos seres humanos. A Palavra revelada \u00e9 apenas o meio sacramental, express\u00e3o do mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o, que nos pode levar a escutar a Palavra viva de Deus. Paulo tem uma consci\u00eancia muito profunda dessa origem divina da Palavra. As suas principais cartas antecedem cronologicamente os outros escritos do Novo Testamento (5). Paulo confessa que o Evangelho que anuncia o recebeu directamente de Jesus Cristo, tendo sido confirmado pelos outros ap\u00f3stolos. Aos G\u00e1latas (6) ele escreve: \u201cCom efeito, fa\u00e7o-vos saber, irm\u00e3os, que o Evangelho que por mim foi anunciado n\u00e3o o conheci \u00e0 maneira humana; pois eu n\u00e3o o recebi nem aprendi de homem algum, mas por uma revela\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo\u201d (Gal 1,11-12). Com Paulo, a Igreja pode fazer esta descoberta da Palavra viva, a que Deus quer dirigir ao Seu povo, Palavra que brota do cora\u00e7\u00e3o de Deus. <\/p>\n<p>Paulo pode guiar-nos em todos os caminhos de escuta da Palavra: na celebra\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa; na evangeliza\u00e7\u00e3o, como primeiro an\u00fancio de Jesus Cristo; no aprofundamento da f\u00e9, em processo catequ\u00e9tico; na fidelidade a Deus, vivendo segundo as exig\u00eancias da Palavra; no fortalecimento da esperan\u00e7a, pois toda a Palavra de Deus nos abre para o horizonte da eternidade. <\/p>\n<p>Paulo e a nova fronteira da evangeliza\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>2. Paulo protagonizou, na sua experi\u00eancia de Ap\u00f3stolo, o alargamento do horizonte dos destinat\u00e1rios do Evangelho, problema actual na rela\u00e7\u00e3o da Igreja com a sociedade. A Igreja primitiva viveu dramaticamente este problema: o Evangelho era destinado aos judeus e os novos disc\u00edpulos de Jesus deviam sujeitar-se \u00e0 circuncis\u00e3o (7)e obedecer \u00e0s normas legais do povo judaico, ou era tamb\u00e9m para os pag\u00e3os que, uma vez convertidos a Cristo, ficavam a pertencer ao Povo de Deus, obedecendo apenas \u00e0s exig\u00eancias do Esp\u00edrito e n\u00e3o a leis especificamente judaicas? Paulo, nascido judeu, formado na escola do Mestre Gamaliel (8), que nunca renegou o seu amor e a sua perten\u00e7a ao Povo de Israel, ao verdadeiro Israel de Deus (cf. Rom 9,1ss), \u00e9 o grande protagonista deste alargamento do horizonte da evangeliza\u00e7\u00e3o. Identifica a\u00ed a sua gra\u00e7a pr\u00f3pria: \u201cA mim, o menor de todos os santos, foi dada a gra\u00e7a de anunciar aos gentios a insond\u00e1vel riqueza de Cristo\u201d (Ef 3,8), de tal modo que aqueles que se convertem a Cristo s\u00e3o \u201cconcidad\u00e3os dos santos, membros da casa de Deus\u201d (2,19). <\/p>\n<p>Este alargar do horizonte do an\u00fancio do Evangelho \u00e9 o desafio feito \u00e0 Igreja por Jo\u00e3o Paulo II, lan\u00e7ando-a para uma nova evangeliza\u00e7\u00e3o. \u00c9 que a Igreja tamb\u00e9m hoje corre o risco de limitar o an\u00fancio de Jesus Cristo \u00e0queles que continuam no seu redil, compreendem a sua linguagem e conhecem as suas leis, e tem dificuldade em anunciar Jesus Cristo a uma sociedade cada vez mais secularizada. <\/p>\n<p>As sociedades contempor\u00e2neas, apesar de muito diferentes das sociedades do Imp\u00e9rio Romano do s\u00e9culo I, t\u00eam tra\u00e7os comuns: est\u00e3o profundamente marcadas pelo hedonismo (9) e pelo materialismo (10), reduzindo o problema de Deus ao arb\u00edtrio e \u00e0 decis\u00e3o humana, fiel a ritos, mas incapaz de reconhecer o Deus vivo e transcendente. Por outro lado, em ambas se notam sintomas de insatisfa\u00e7\u00e3o, que pode transformar-se em abertura \u00e0 surpresa vivificante do an\u00fancio de Jesus Cristo. Paulo teve desilus\u00f5es e s-cessos (11)e pode inspirar a Igreja actual a discernir, nos anseios dos homens e mulheres do nosso tempo, aberturas \u00e0 Palavra de Deus. Ela \u00e9 chamada a ler, nas buscas e inquieta\u00e7\u00f5es humanas, os \u201csinais dos tempos\u201d, indicativos da necessidade e do desejo da salva\u00e7\u00e3o (cf. G.S. nn. 4 e 11) (12). <\/p>\n<p>O evangelizador possu\u00eddo por Jesus Cristo <\/p>\n<p>3. Paulo revela-nos, no testemunho da sua vida, o dinamismo sobrenatural da evangeliza\u00e7\u00e3o: a for\u00e7a que brota do encontro com Cristo ressuscitado. Tudo come\u00e7ou na sua convers\u00e3o, com a revela\u00e7\u00e3o pessoal de Jesus Cristo, afirmando uma verdade perene: s\u00f3 quem se converte a Jesus Cristo pode ser evangelizador. <\/p>\n<p>Para Paulo tudo come\u00e7ou na estrada de Damasco (13), onde Cristo ressuscitado se lhe manifesta e lhe faz o chamamento de p\u00f4r todo aquele zelo com que perseguia os crist\u00e3os, com os quais Jesus Se identifica, ao servi\u00e7o do Evangelho, a boa-nova da salva\u00e7\u00e3o. \u201cQuem \u00e9s Tu, Senhor?\u201d \u201cEu Sou Jesus a Quem tu persegues\u201d (cf. Act. 26,12-16). Paulo nunca mais duvidar\u00e1 que o Evangelho que anuncia o recebeu naquele momento. Ele pr\u00f3prio o confessa aos crist\u00e3os de Corinto (14):\u201cTransmiti-vos em primeiro lugar o que eu pr\u00f3prio havia recebido: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Cefas (15), depois aos doze (\u2026). Depois disso, (\u2026) apareceu-me tamb\u00e9m a mim\u201d (1Cor. 15,3-8). Paulo considera esta a sua gra\u00e7a pr\u00f3pria, a escolha misericordiosa de Deus: \u201cPela gra\u00e7a de Deus sou o que sou; e a gra\u00e7a que me foi dada n\u00e3o foi est\u00e9ril\u201d (1Cor. 15,10). <\/p>\n<p>Continua na pr\u00f3xima semana<\/p>\n<p>Perguntas para reflex\u00e3o<\/p>\n<p>1. O que pode descobrir a Igreja com Paulo? O \u201cgrande Ap\u00f3stolo da Palavra\u201d pode ser guia para qu\u00ea? (Par\u00e1grafos 1 e 2)<\/p>\n<p>2. Paulo alargou \u201co horizonte dos destinat\u00e1rios do Evangelho\u201d. Em que consistiu, na sua \u00e9poca, este alargamento? (Par\u00e1grafo 4)<\/p>\n<p>3. Qual o desafio feito \u00e0 Igreja por Jo\u00e3o Paulo II? (Par\u00e1grafo 5)<\/p>\n<p>4. Que tra\u00e7os comuns h\u00e1 entre as sociedades contempor\u00e2neas e as sociedades do Imp\u00e9rio Romano do s\u00e9culo I? (Par\u00e1grafo 6).<\/p>\n<p>5. Onde se deu o encontro de Paulo com Cristo? (Par\u00e1grafo 8)<\/p>\n<p>Notas<\/p>\n<p>1. Bento XVI proclamou o \u201cAno Paulino\u201d no dia 28 de Junho de 2007, quando se deslocou \u00e0 Bas\u00edlica de S\u00e3o Paulo Fora dos Muros, em Roma, para celebrar as V\u00e9speras da Solenidade dos Ap\u00f3stolos Pedro e Paulo. O an\u00fancio foi sublinhado com uma salva de palmas por parte dos fi\u00e9is &#8230;<\/p>\n<p>2. Do grego synodos (syn, \u201ccom\u201d + hod\u00f3s, \u201ccaminho\u201d), deu em latim synodus, \u201cassembleia\u201d, \u201creuni\u00e3o\u201d. Tratando-se do S\u00ednodo dos Bispos (a outra modalidade \u00e9 a dos s\u00ednodos diocesanos, como o de Aveiro), refere-se \u00e0 assembleia dos bispos que, escolhidos de diferentes partes do mundo, se re\u00fanem em determinados tempos para ajudar o Papa com o seu conselho. O \u00faltimo s\u00ednodo, o 11.\u00ba, foi sobre a Eucaristia e terminou no dia 23 de Outubro de 2005. Dele resultou a exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica \u201cSacramentum Caritatis\u201d. O Papa actual quer que o S\u00ednodo seja um verdadeiro instrumento de consulta e colabora\u00e7\u00e3o entre os bispos.<\/p>\n<p>3. O 12.\u00ba S\u00ednodo foi convocado para Roma, entre 5 e 26 de Outubro de 2008, com o tema \u201cA Palavra de Deus na vida e na miss\u00e3o da Igreja\u201d.<\/p>\n<p>4. Habitualmente a segunda leitura da Eucaristia dominical \u00e9 retirada das Cartas de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>5. Os escritos de S\u00e3o Paulo s\u00e3o os mais antigos do Novo Testamento. O mesmo \u00e9 dizer que s\u00e3o os escritos crist\u00e3os mais antigos. \u00c9 consensual que as Cartas aos Tessalonicenses foram escritas nos anos 50 e 51, seguindo-se as Cartas aos Cor\u00edntios, aos G\u00e1latas e aos Romanos (anos 57-58) e as Cartas aos Colossenses, aos Ef\u00e9sios e a Fil\u00e9mon (anos 61-63). Os primeiros escritos n\u00e3o paulinos s\u00e3o a 1.\u00aa Carta de Pedro (ano 64?) e o Evangelho de Marcos (ano 70).<\/p>\n<p>6. Habitantes da Gal\u00e1cia, prov\u00edncia do Imp\u00e9rio Romano na \u00c1sia Menor (no centro da actual Turquia). Paulo visitou esta regi\u00e3o na primeira (Act 14,1-21) e segunda (Act 16,1-7) viagens mission\u00e1rias que empreendeu.<\/p>\n<p>7. Opera\u00e7\u00e3o que se devia fazer a todos os var\u00f5es aos oito dias do nascimento (ou a quando da convers\u00e3o ao juda\u00edsmo). A circuncis\u00e3o \u00e9 institu\u00edda em Gn 17 como sinal da alian\u00e7a entre Deus e Abra\u00e3o e a sua descend\u00eancia. <\/p>\n<p>8. Um dos c\u00e9lebres doutores da Lei do s\u00e9c. I. d.C. Gamaliel era neto de outro doutor importante, Hilel. Deve-se a Gamaliel a liberta\u00e7\u00e3o dos ap\u00f3stolos do sin\u00e9drio (Act 5,34-39). S\u00e3o Lucas refere que Gamaliel educou Paulo no farisa\u00edsmo (Act 22,3), mas as cartas n\u00e3o o nomeiam. Segundo uma lenda recolhida por S. Clemente, Gamaliel converteu-se secretamente ao cristianismo.<\/p>\n<p>9. Enquanto corrente filos\u00f3fica com origem na Gr\u00e9cia antiga, o hedonismo (\u201chedon\u00e9\u201d, em grego, significa prazer) defende que o prazer individual e imediato \u00e9 o maior bem. Na actualidade, \u00e9 um estilo de vida difuso que preconiza que a realiza\u00e7\u00e3o humana s\u00f3 se alcan\u00e7a na busca dos prazeres.<\/p>\n<p>10. Enquanto corrente filos\u00f3fica, o materialismo afirma que a \u00fanica coisa existente \u00e9 a mat\u00e9ria. Nega, portanto, tudo o que \u00e9 espiritual. Como estilo de vida, significa um apego aos bens materiais.<\/p>\n<p>11. Talvez a maior desilus\u00e3o de Paulo tenha sido em Atenas, quando se dirigiu aos fil\u00f3sofos (Act 17,16-34) e obteve como resposta algumas convers\u00f5es, mas principalmente tro\u00e7a e indiferen\u00e7a. \u201cOuvir-te-emos falar sobre isso ainda outra vez\u201d, responderam os atenienses, educados mas com pouco interesse. De resto, S\u00e3o Paulo refere-se frequentemente \u00e0s dificuldades por que passou: \u201cFomos maltratados em extremo, acima das nossas for\u00e7as, at\u00e9 ao ponto de perdermos a esperan\u00e7a de sobreviver\u201d (2Cor 1,8). \u201cCinco vezes recebi dos Judeus os quarenta a\u00e7oites menos um. Tr\u00eas vezes fui flagelado com vergastadas, uma vez apedrejado, tr\u00eas vezes naufraguei (\u2026)\u201d (2Cor 11,24).  Em tudo isso sobreveio a gra\u00e7a de Cristo, que lhe respondeu: \u201cBasta-te a minha gra\u00e7a, porque a for\u00e7a manifesta-se na fraqueza\u201d (2Cor 12,9).<\/p>\n<p>12. G.S. \u2013 \u201cGaudium et spes\u201d (As alegrias e as esperan\u00e7as), documento do II Conc\u00edlio do Vaticano, aprovado em 1965, no final do Conc\u00edlio, sobre a situa\u00e7\u00e3o da Igreja no mundo contempor\u00e2neo em campos como a fam\u00edlia, a economia, a pol\u00edtica e a cultura. A primeira afirma\u00e7\u00e3o desta constitui\u00e7\u00e3o pastoral ficou famosa: \u201cAs alegrias e as esperan\u00e7as, as tristezas e as ang\u00fastias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, s\u00e3o tamb\u00e9m as alegrias e as esperan\u00e7as, as tristezas e as ang\u00fastias dos disc\u00edpulos de Cristo\u201d.<\/p>\n<p>13. Damasco. Cidade actualmente com 2,6 milh\u00f5es de habitantes, capital da S\u00edria. No tempo de Paulo, era a capital da prov\u00edncia romana da S\u00edria. Tinha sido conquistada por Escauro (enviado de Pompeu), no ano 64 a.C. Em Damasco havia uma comunidade judaica numerosa (Act 9,2 refere as \u201csinagogas de Damasco\u201d).<\/p>\n<p>14. Corinto. Cidade grega entre a \u00c1tica e a pen\u00ednsula do Peloponeso, actualmente muito conhecida por causa do canal artificial de 6 km para navega\u00e7\u00e3o mar\u00edtima. No tempo de Paulo era a capital da prov\u00edncia romana da \u00c1caia (a Gr\u00e9cia propriamente dita), s\u00f3 ultrapassada em import\u00e2ncia no campo cultural por Atenas.<\/p>\n<p>15. Cefas, do aramaico \u201ckefa\u201d, \u201crocha\u201d. Nome imposto por Jesus a Sim\u00e3o, irm\u00e3o de Andr\u00e9, quando o convidou a segui-lo. \u201cFixando nele o olhar, Jesus disse-lhe: \u00abTu \u00e9s Sim\u00e3o, filho de Jo\u00e3o. H\u00e1s-de chamar-te Cefas\u00bb \u2013 que significa Pedra\u201d (Jo 1,42).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota Pastoral da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[44],"tags":[],"class_list":["post-12497","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-igreja"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12497","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12497"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12497\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12497"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12497"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12497"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}