{"id":12534,"date":"2008-06-19T11:45:00","date_gmt":"2008-06-19T11:45:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12534"},"modified":"2008-06-19T11:45:00","modified_gmt":"2008-06-19T11:45:00","slug":"livros-e-videos-entre-pedras-a-ria-e-o-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/livros-e-videos-entre-pedras-a-ria-e-o-mar\/","title":{"rendered":"Livros e v\u00eddeos entre pedras, a ria e o mar"},"content":{"rendered":"<p>A taberna a &#8220;Bruxa&#8221; foi placo de len\u00e7amento de dois v\u00eddeos e dois livros para a hist\u00f3ria de \u00cdlhavo, Costa Nova e Gafanha da Encarna\u00e7\u00e3o <!--more--> A t\u00edpica taberna a \u201cBruxa\u201d, na Gafanha da Encarna\u00e7\u00e3o, foi o local escolhido para apresenta\u00e7\u00e3o de dois livros e dois v\u00eddeos, evento intitulado \u201cEntre pedras, a ria e o mar\u201d, realizado no dia 14 de Junho, por iniciativa do autor ilhavense Senos da Fonseca.<\/p>\n<p>Nesse evento, que contou com uma vasta plateia, onde marcou presen\u00e7a o vereador da Cultura da C\u00e2mara Municipal de Aveiro, Miguel Cap\u00e3o Filipe, foram apresentados publicamente os livros \u201cO Labareda\u201d e \u201cUma ilha no nome\u201d, da autoria de Senos da Fonseca e de Jos\u00e9 Paradela, respectivamente. Este \u00faltimo foi tamb\u00e9m o autor do v\u00eddeo \u201cAs pedras f\u00e9rteis\u201d, sendo Rui Bela o autor do outro v\u00eddeo, que assinala os 200 anos da cria\u00e7\u00e3o da povoa\u00e7\u00e3o da Costa Nova do Prado.<\/p>\n<p>Tendo por base a personagem do Labareda, um dos primeiros barqueiros da ainda existente carreira de \u201cbarcas\u201d entre a Costa Nova e o Largo da Mota, ou da \u201cBruxa\u201d, na Gafanha da Encarna\u00e7\u00e3o, Senos da Fonseca recria e ficciona algumas das personalidades que marcaram aquela zona do concelho de \u00cdlhavo no final do s\u00e9culo XIX e no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, como Jos\u00e9 Est\u00eav\u00e3o (o famoso parlamentar aveirense que tinha casa de f\u00e9rias na Costa Nova), Joana \u201cA Maluca\u201d (mulher que marcou o desenvolvimento social da Gafanha da Encarna\u00e7\u00e3o), entre outros. Para al\u00e9m da \u201cest\u00f3ria\u201d do livro, \u201cO Labareda\u201d re\u00fane mais de tr\u00eas centenas de \u201cilhavismos\u201d, palavras t\u00edpicas da linguagem antiga de \u00cdlhavo praticamente desaparecidas e que devem ser preservadas por fazerem parte da mem\u00f3ria colectiva dos ilhavenses.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Paradela, arquitecto de origem ilhavense mas h\u00e1 muito radicado fora do concelho, apresentou um livro e um v\u00eddeo, um tanto c\u00e1ustico e pessimista, sobre o futuro de \u00cdlhavo, centrado em frases que recolheu nas paredes do edif\u00edcio dos Pa\u00e7os do Concelho de \u00cdlhavo (do qual \u00e9 autor) e do Posto de Turismo. S\u00e3o frases, ou graffiti\u2019s que revelam o pessimismo e o des\u00e2nimo que grassa nos jovens que os escreveram. O autor questionou a plateia, ao perguntar \u201co que vamos deixar aos nossos filhos e netos?\u201d, dizendo mesmo que \u201cas cidades podem acabar\u201d, porque se desertificam e deixam de apresentar solu\u00e7\u00f5es atraentes para os seus habitantes. Do \u201cmar por tradi\u00e7\u00e3o\u201d de que \u00cdlhavo se ufana, o arquitecto considera que isso \u00e9 um mero slogan, j\u00e1 que \u201ca frota foi destro\u00e7ada\u201d e essa era \u201co maior patrim\u00f3nio de \u00cdlhavo\u201d, afirmando que parte desses navios \u201cabatidos ao activo\u201d poderiam estar em rotundas e outros locais p\u00fablicos da cidade, trabalho que poderia ser entregue a artistas pl\u00e1sticos e a arquitectos paisagistas.<\/p>\n<p>Rui Bela apresentou um document\u00e1rio, em v\u00eddeo, sobre a evolu\u00e7\u00e3o da Costa Nova do Prado, praia simplesmente conhecida por Costa Nova, desde 1808, ano em que a \u201cCosta Nova\u201d surgiu por oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 \u201cCosta Velha\u201d (S. Jacinto), onde ent\u00e3o operavam as companhas da x\u00e1vega. Com a abertura artificial da barra de Aveiro, em Abril de 1808, algumas dessas companhas fixaram-se a sul do canal da barra, na ent\u00e3o \u201cCosta Nova\u201d, dando origem a um pequeno povoado que, devido \u00e0 crescente procura dos banhos de mar, rapidamente se desenvolveu, para o que tamb\u00e9m contribuiu o facto de Jos\u00e9 Est\u00eav\u00e3o ter adquirido a\u00ed um \u201cpalheiro\u201d para f\u00e9rias e ter incentivado a abertura da estrada entre a Costa Nova e Aveiro, passando pela Barra, Forte da Barra e Gafanha da Nazar\u00e9.<\/p>\n<p>Neste document\u00e1rio, que contou com investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de Senos da Fonseca, Rui Bela recolheu centenas de fotos, muitas delas datadas do s\u00e9culo XIX, que retratam as companhas, os banhos, os costumes e tradi\u00e7\u00f5es dos banhistas e pescadores, a evolu\u00e7\u00e3o urbana da Costa Nova, as estruturas tur\u00edsticas (cinemas, casino, hotel\u2026), as gentes locais e at\u00e9 um antigo moinho de vento. <\/p>\n<p>As receitas do livro de Jos\u00e9 Paradela revertem a favor do CASCI \u2013 Centro de Ac\u00e7\u00e3o Social do Concelho de \u00cdlhavo, enquanto as vendas do livro de Senos da Fonseca ir\u00e3o apoiar o Banco Alimentar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taberna a &#8220;Bruxa&#8221; foi placo de len\u00e7amento de dois v\u00eddeos e dois livros para a hist\u00f3ria de \u00cdlhavo, Costa Nova e Gafanha da Encarna\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-12534","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12534","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12534"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12534\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12534"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12534"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12534"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}