{"id":12563,"date":"2008-06-25T16:16:00","date_gmt":"2008-06-25T16:16:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12563"},"modified":"2008-06-25T16:16:00","modified_gmt":"2008-06-25T16:16:00","slug":"o-valor-da-agua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-valor-da-agua\/","title":{"rendered":"O valor da \u00e1gua"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores <!--more--> Est\u00e1 a decorrer em Sarago\u00e7a (Espanha) a Expo 2008, cujo tema \u00e9: \u201cA \u00c1gua\u201d. Diversas actividades procuraram sensibilizar, at\u00e9 as crian\u00e7as, para a necessidade de usar a \u00e1gua com parcim\u00f3nia, pois ela pode ser um bem que se esgote. \u00c9 preciso us\u00e1-la mas n\u00e3o estrag\u00e1-la, quer malbaratando-a quer conspurcando-a. <\/p>\n<p>Sendo a \u00e1gua uma coisa t\u00e3o comum ela \u00e9 de um valor incalcul\u00e1vel; o nosso organismo pode aguentar-se muitos dias s\u00f3 com \u00e1gua, mesmo que n\u00e3o coma nada. Se tivesse comida e lhe faltasse a \u00e1gua, duraria muito menos tempo.<\/p>\n<p>A superf\u00edcie da Terra \u00e9 coberta por 4\/5 de \u00e1gua para 1\/5 de terra; o nosso organismo tem aproximadamente 65% de \u00e1gua; na maioria dos corpos existe uma grande percentagem de \u00e1gua \u2013 os alimentos liofilizados, por exemplo, ocupam muito menos volume do que os alimentos naturais.<\/p>\n<p>Se repararmos, e s\u00f3 o fazemos quando ela nos falta, a \u00e1gua \u00e9 indispens\u00e1vel no nosso quotidiano: para lavar, para confeccionar os alimentos, para regar, para p\u00f4r em movimento as grandes turbinas que por sua vez geram a energia el\u00e9ctrica, sem a qual, penso eu, j\u00e1 n\u00e3o poder\u00eda-mos viver, etc.<\/p>\n<p>Antigamente, e ainda agora, muitas contendas entre vizinhos de terrenos rurais chegavam a causar feridos e mortes, s\u00f3 porque um deles desviou um pequeno curso de \u00e1gua que irrigava os campos do outro.<\/p>\n<p>Dizia um dia algu\u00e9m ligado a estes assuntos: num futuro mais ou menos pr\u00f3ximo, o mundo vai sofrer mais pela \u00abcrise da \u00e1gua\u00bb do que tem sofrido com as \u00abcrises do petr\u00f3leo\u00bb. O que entre n\u00f3s se tem passado com a falta de \u00e1gua \u00e9 j\u00e1 uma amostra disso. <\/p>\n<p>Entre pa\u00edses que t\u00eam rios como fronteira comum, os conflitos s\u00e3o frequentes; ali\u00e1s isso tem-se verificado entre Portugal e a vizinha Espanha. Ou \u00e9 a polui\u00e7\u00e3o que passa de um pa\u00eds para o outro atrav\u00e9s da \u00e1gua, ou \u00e9 a reten\u00e7\u00e3o da \u00e1gua de um lado fazendo diminuir drasticamente o caudal do outro lado. <\/p>\n<p>Ser\u00e1 que n\u00f3s pensamos no grande dom natural que \u00e9 a \u00e1gua e a respeitamos? \u00c9 um dever moral e c\u00edvico n\u00e3o a poluir, n\u00e3o a desperdi\u00e7ar, n\u00e3o a usar abusivamente, quando a alguns ela n\u00e3o chega para matar a sede. A falta de \u00e1gua pot\u00e1vel \u00e9 um dos muitos e graves dramas com que se debatem os refugiados de guerra. \u00c9 a sua falta ou o uso dela conspurcada a causa de in\u00fameras doen\u00e7as infecciosas, contagiosas e mortais, que dizimam milhares e milhares de seres humanos em pa\u00edses mais que subdesenvolvidos \u2013 pa\u00edses que vivem abaixo dos limites da sobreviv\u00eancia e da dignidade humana.<\/p>\n<p>Lembremos tamb\u00e9m que a \u00e1gua \u00e9 a mat\u00e9ria do Sacramento do Baptismo, o que lhe confere, a meu ver, uma certa dignidade, para al\u00e9m do utilitarismo.<\/p>\n<p>E agora uma pequena hist\u00f3ria, n\u00e3o ver\u00eddica, como \u00e9 \u00f3bvio. Num pa\u00eds da zona da Ar\u00e1bia, rico em petr\u00f3leo e pobre em \u00e1gua, passou-se o seguinte di\u00e1logo num posto de abastecimento, entre o empregado do posto e o condutor de um autom\u00f3vel: \u201cPor atestar o dep\u00f3sito com gasolina n\u00e3o \u00e9 nada, mas por atestar o dep\u00f3sito de \u00e1gua s\u00e3o 50 d\u00f3lares!\u201d<\/p>\n<p>Maria Fernanda Barroca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-12563","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12563","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12563"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12563\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12563"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12563"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12563"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}