{"id":12566,"date":"2008-06-25T16:19:00","date_gmt":"2008-06-25T16:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12566"},"modified":"2008-06-25T16:19:00","modified_gmt":"2008-06-25T16:19:00","slug":"a-meia-haste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-meia-haste\/","title":{"rendered":"A meia haste!"},"content":{"rendered":"<p>Bandeira a meia haste. N\u00e3o \u00e9 propriamente sinal de luto; mas \u00e9 ind\u00edcio de mais uma frustra\u00e7\u00e3o. \u201cQuem ao mais alto sobe, ao mais baixo vem cair\u201d \u2013 reza o ditado popular, e com acerto. O futebol propicia a euforia e os sonhos. Sonh\u00e1mos demasiado r\u00e1pido. E tudo se esfumou muito depressa. Ainda bem que essa n\u00e3o \u00e9 a vida toda do Pa\u00eds!<\/p>\n<p>Mas pode ser um sinal. H\u00e1 alguns indicadores que nos desenham, no concerto das na\u00e7\u00f5es, como um pa\u00eds de sonhos e sonhadores: investimentos p\u00fablicos megal\u00f3manos, festivais de topo, projectos de ultra-modernidade tecnol\u00f3gica\u2026 E o pa\u00eds real, a grande maioria do povo, atordoado com os sonhos, em risco de cair em si a acordar em desespero, ao sentir o amargo das graves priva\u00e7\u00f5es que o afectam!<\/p>\n<p>Como \u00e9 que ainda se acredita num futuro de optimismo, como \u00e9 que ainda se proclama um pa\u00eds a abrir-se \u00e0s portas de um para\u00edso, ignorando as realidades dolorosas, de pobreza declarada e profunda, de constrangimentos crescentes a atingir cada vez mais franjas significativas da popula\u00e7\u00e3o?&#8230; O sonho comanda a vida! \u00c9 verdade! Mas implica que todos sejam esclarecidos sobre tais sonhos, que todos sejam envolvidos, que se estabele\u00e7am etapas, patamares que se constituam em plataformas firmes de novos sonhos, impulsionadores de novos e mais ousados projectos. O sonho comanda a vida; mas pode mov\u00ea-la por aliena\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>\u00c9 tempo de firmarmos bem os p\u00e9s na terra! De deixarmos de querer ser os \u201cbons alunos\u201d, seguidores incondicionais de quem nos seduz para projectos que desvirtuam o sonho original de uma Europa de coes\u00e3o social, uma casa comum de partilha e fraternidade, empurrando-nos para uma feira de vaidades\u2026<\/p>\n<p>Tenhamos consci\u00eancia do que valemos &#8211; e valemos muito! E, sem deixarmos de ser solid\u00e1rios com esta Europa, que integramos, tenhamos uma fisionomia pr\u00f3pria, \u00e0 nossa medida, com a coragem de dizer n\u00e3o, quando essa for a atitude sensata. Por que se ignoram os \u201cn\u00e3o\u201d quando eles p\u00f5em em causa os projectos de alguns, que querem arrastar os outros? Com alguns \u201cn\u00e3o\u201d, pode acontecer que a Europa e o Pa\u00eds avancem melhor, tornando realidade os seus sonhos, tornando-os a vida por que ansiamos.<\/p>\n<p>O fado pode n\u00e3o alienar. O futebol aliena com facilidade. F\u00e1tima tem dado sobejas provas de ser um apelo para que os sonhos fa\u00e7am crescer a pessoa humana, a sua dignidade, para que os indiv\u00edduos se concertem na entreajuda fraterna. Seguramente que um projecto de convers\u00e3o interior nos n\u00e3o levar\u00e1 a viver de bandeira a meia haste.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bandeira a meia haste. N\u00e3o \u00e9 propriamente sinal de luto; mas \u00e9 ind\u00edcio de mais uma frustra\u00e7\u00e3o. \u201cQuem ao mais alto sobe, ao mais baixo vem cair\u201d \u2013 reza o ditado popular, e com acerto. O futebol propicia a euforia e os sonhos. Sonh\u00e1mos demasiado r\u00e1pido. E tudo se esfumou muito depressa. Ainda bem que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-12566","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12566","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12566"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12566\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12566"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12566"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12566"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}