{"id":12647,"date":"2008-07-03T16:24:00","date_gmt":"2008-07-03T16:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12647"},"modified":"2008-07-03T16:24:00","modified_gmt":"2008-07-03T16:24:00","slug":"temos-de-abracar-uma-cultura-de-mudanca-participativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/temos-de-abracar-uma-cultura-de-mudanca-participativa\/","title":{"rendered":"&#8220;Temos de abra\u00e7ar uma cultura de mudan\u00e7a participativa&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>A manh\u00e3 do Dia da Igreja Diocesana contou com 15 grupos de reflex\u00e3o sobre o \u00faltimo ano pastoral, que, como tem sido amplamente divulgado, pretendeu levar a Igreja diocesana (isto \u00e9, as par\u00f3quias, os servi\u00e7os, os grupos, as fam\u00edlias, os crist\u00e3os em geral) a prestar mais aten\u00e7\u00e3o aos pobres. \u201cO servi\u00e7o aos mais pobres \u00e9 sinal vis\u00edvel e expressivo da verdadeira Igreja de Jesus Cristo\u201d, afirma o lema. \u00c0s cerca de 300 pessoas que constitu\u00edram os grupos foi perguntado se a tem\u00e1tica chegou aos crist\u00e3os e se alguma atitude (pessoal, familiar, comunit\u00e1ria, paroquial) mudou. O Correio do Vouga ouviu o plen\u00e1rio e faz ecos da partilha que foi considerada \u201cmuito proveitosa\u201d pelo P.e Jo\u00e3o Gon\u00e7alves, que, enquanto vig\u00e1rio para a Pastoral Geral, foi respons\u00e1vel pelos trabalhos.<\/p>\n<p>\u201cOs crist\u00e3os t\u00eam de se empenhar numa cultura de mudan\u00e7a participativa. \u00c9 necess\u00e1rio deixar a \u00abcultura do sof\u00e1\u00bb e abra\u00e7ar a cultura participativa\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAssiste-se a um aumento da pobreza envergonhada \u2013 aquela que tem medo de se assumir como tal\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAssiste-se a um aumento da pobreza e do consumismo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cLament\u00e1mos n\u00e3o ter conhecimento do lema pastoral atrav\u00e9s do p\u00e1roco, mas consideramos que os crist\u00e3os podem p\u00f4r-se em ac\u00e7\u00e3o por sua pr\u00f3pria iniciativa\u201d.<\/p>\n<p>\u201cOs bons exemplos de combate \u00e0 pobreza t\u00eam de ser divulgados. As iniciativas desenvolvidas com jeito e profissionalismo se forem conhecidas podem contagiar outros crist\u00e3os\u201d.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 grupos no terreno que trabalham na promo\u00e7\u00e3o dos mais pobres mas que sentem a falta de apoio da parte dos respons\u00e1veis da Igreja\u201d.<\/p>\n<p>\u201cVivemos uma diocese a duas velocidades. Alguns sectores s\u00e3o exemplares, como a participa\u00e7\u00e3o dos jovens nas actividades nacionais, outros ficam para tr\u00e1s. Mas n\u00e3o podemos perder a velocidade\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO sentido mission\u00e1rio de cada crist\u00e3o tem de ser despertado. Ser crist\u00e3o \u00e9 ser mission\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>\u201cOs jovens t\u00eam um arm\u00e1rio de confus\u00e3o tremenda. Precisam do confronto com os adultos para arrumarem o arm\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNalgumas par\u00f3quias verificou-se um aumento na partilha de bens, uma jun\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os de v\u00e1rios movimentos, uma procura conjunta de novos caminhos pastorais\u201d.<\/p>\n<p>A partir de partilhas expressas no plen\u00e1rio, o Correio do Vouga aprofundou duas iniciativas que quase s\u00f3 foram enumeradas<\/p>\n<p>Economia dom\u00e9stica para fazer render o dinheiro<\/p>\n<p>Comer uma torrada e beber um gal\u00e3o no caf\u00e9 custa tanto como uma semana de pequenos-almo\u00e7os decentes em casa. Um bolicao de lanche na escola custa mais e n\u00e3o faz t\u00e3o bem como uma sandes e um iogurte. Foi para divulgar racioc\u00ednios simples e directos como estes que um grupo de crist\u00e3os de Cacia promoveu uma sess\u00e3o de economia dom\u00e9stica, dirigida a pessoas com dificuldades (algumas vivem com o rendimento social de inser\u00e7\u00e3o) e a todos os que lidam com as quest\u00f5es da pobreza.<\/p>\n<p>Na promo\u00e7\u00e3o da ac\u00e7\u00e3o juntaram-se movimentos como os vicentinos, a LOC\/MTC (trabalhadores crist\u00e3os), ou antigos escuteiros. Graciete e Serafim Marques integraram o grupo que \u201ctrabalhou a partir da realidade\u201d. N\u00e3o basta dizer que \u00e9 poss\u00edvel administrar bem o pouco dinheiro que se tem. \u00c9 preciso dar exemplos concretos. \u00c9 isso a economia dom\u00e9stica. Com o mesmo dinheiro pode-se viver melhor.<\/p>\n<p>A t\u00edtulo de exemplo, o casal real\u00e7a a import\u00e2ncia de fazer o \u201cor\u00e7amento familiar\u201d. Pais e filhos definem \u201co que \u00e9 priorit\u00e1rio\u201d, apontam \u201cdespesas fixas e n\u00e3o fixas\u201d e s\u00f3 depois h\u00e1 lugar para o \u201csup\u00e9rfluo\u201d. Quando assim acontece, sublinha o casal, \u201cos filhos conhecem os limites e n\u00e3o exigem o que os pais n\u00e3o lhes podem dar\u201d. Com o or\u00e7amento familiar e participativo os filhos aceitam as \u201csapatilhas da feira\u201d porque sabem que as de marca rebentam com as poupan\u00e7as da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Escuteiros<\/p>\n<p>Movimento que n\u00e3o quer ser elitista<\/p>\n<p>Manuel Santos, chefe regional do escutismo cat\u00f3lico, mostra como as preocupa\u00e7\u00f5es sociais e a aten\u00e7\u00e3o para com os mais pobres s\u00e3o tidas em conta no escutismo. \u201cEm primeiro lugar, procuramos integrar as crian\u00e7as e jovens que v\u00eam de fam\u00edlias desfavorecidas. Sabemos que o movimento \u00e0s vezes \u00e9 tido por \u00abelitista\u00bb, afastando quem tem menos posses. Isso n\u00e3o pode acontecer. Se nas cidades, por haver listas de espera, se corre esse risco, nos agrupamentos mais pequenos n\u00e3o existe tal problema. Mas em qualquer caso, nunca se recusam escuteiros por dificuldades econ\u00f3micas\u201d, afirma. Por outro lado, acrescenta que \u201cprincipalmente nos caminheiros [18 a 22 anos], o servi\u00e7o aos outros \u00e9 um p\u00f3lo educativo\u201d, pelo que os jovens devem prestar voluntariado na comunidade \u2013 o que tem sido feito em colabora\u00e7\u00e3o com os grupos C\u00e1ritas, os vicentinos ou o Banco Alimentar.<\/p>\n<p>Manuel Santos acrescenta ainda que tem desaconselhado aos dirigentes actividades escutistas que \u201cs\u00e3o muito caras\u201d. Incluem-se nestas algumas viagens ao estrangeiro. \u201cH\u00e1 actividades que podem ser segregacionais quando todas devem ser aglutinadoras\u201d, afirma. \u201cCom menos dinheiro, podemos fazer actividades pedagogicamente mais ricas e para todos\u201d real\u00e7a o Chefe da regi\u00e3o escutista de Aveiro . A luta conta a pobreza e a exclus\u00e3o tamb\u00e9m passa por aqui.<\/p>\n<p>TESTEMUNHOS<\/p>\n<p>Todas as gera\u00e7\u00f5es no dia da grande fam\u00edlia<\/p>\n<p>O Dia da Igreja Diocesana \u00e9 o grande encontro de todos os crist\u00e3os da Diocese de Aveiro. O Correio do Vouga recolheu algumas opini\u00f5es pelo recinto do santu\u00e1rio de Vagos.<\/p>\n<p>Gabriel Duarte, de Albergaria<\/p>\n<p>\u201cVi muita gente, rezei ao Jesus na capela e andei de bicicleta\u201d. A m\u00e3e acrescenta que o filho participou na peregrina\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as a F\u00e1tima, no dia 10 de Junho, como prova o chap\u00e9u que traz, e ele afirma que nessa peregrina\u00e7\u00e3o gostou muito de ver um \u201cespect\u00e1culo sobre a vida dos pastorinhos\u201d.<\/p>\n<p>Maria Ol\u00e9cia, de Santa Catarina (Vagos)<\/p>\n<p>\u201cCostumo vir aqui uma vez por m\u00eas a p\u00e9. Demoramos tr\u00eas horas desde Mesas (lugar da freguesia de Santa Catarina). \u00c9 um espa\u00e7o muito bom por causa de toda esta sombra. Se tivesse de apanhar calor, n\u00e3o vinha. Hoje, o dia \u00e9 ainda mais importante por ter toda esta gente\u201d.<\/p>\n<p>M\u00e1rio Paulo, de Aveiro<\/p>\n<p>\u201cVivo este dia como dia de encontro com todos os que est\u00e3o ligados aos movimentos e \u00e0s par\u00f3quias, mas tamb\u00e9m como dia de peregrina\u00e7\u00e3o. Este ano, pela novidade, destaco a particularidade da participa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as que fizeram a Comunh\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Gon\u00e7alo Almeida, de Anadia<\/p>\n<p>\u201cVive-se este dia com muita alegria. A participa\u00e7\u00e3o dos jovens podia ser maior. A Diocese \u00e9 grande. V\u00eaem-se alguns de Vagos, mas poucos dos outros arciprestados. Fui apresentado como um dos jovens que v\u00e3o a Taiz\u00e9. Vou pela terceira vez. L\u00e1 recupera-se energia para mais um ano com outra for\u00e7a e motiva\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A manh\u00e3 do Dia da Igreja Diocesana contou com 15 grupos de reflex\u00e3o sobre o \u00faltimo ano pastoral, que, como tem sido amplamente divulgado, pretendeu levar a Igreja diocesana (isto \u00e9, as par\u00f3quias, os servi\u00e7os, os grupos, as fam\u00edlias, os crist\u00e3os em geral) a prestar mais aten\u00e7\u00e3o aos pobres. \u201cO servi\u00e7o aos mais pobres \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-12647","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12647","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12647"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12647\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12647"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12647"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12647"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}