{"id":12704,"date":"2008-07-09T14:52:00","date_gmt":"2008-07-09T14:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12704"},"modified":"2008-07-09T14:52:00","modified_gmt":"2008-07-09T14:52:00","slug":"a-minha-orquidea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-minha-orquidea\/","title":{"rendered":"A minha Orqu\u00eddea"},"content":{"rendered":"<p>Convivo diariamente com uma orqu\u00eddea que marcou o seu lugar na cozinha onde apareceu bonita com uma coroa de flores brancas. Habituou-se ao espa\u00e7o, gostou da luz, mas o tempo n\u00e3o perdoa e as flores foram caindo uma atr\u00e1s da outra at\u00e9 que ficou sozinha pegada, apenas, \u00e0 sua haste e sustentada por duas folhas. Fui acreditando que n\u00e3o seria o seu fim, mas, dia a p\u00f3s dia, nada de novo acontecia. Cortei-lhe um pouco da haste e mantive a esperan\u00e7a, aliada \u00e0 caridade, que me levava a olh\u00e1-la, p\u00f4r-lhe um pouco de \u00e1gua e acreditar que um dia&#8230; E esse dia aconteceu quando naquela manh\u00e3 surgiu uma borbulha, depois outra e outra e a esperan\u00e7a avivou e as borbulhas foram crescendo, calma-mente, insens\u00edveis \u00e0 vontade que eu tinha que fosse de um dia para o outro. Das borbulhas vieram bot\u00f5es, dos bot\u00f5es desabrocharam flores e l\u00e1 est\u00e1 ela, junto da janela, a emprestar a sua beleza de tr\u00eas hastes que encanta quem p\u00e1ra para a observar. Como a orqu\u00eddea \u00e9 a minha Igreja a princ\u00edpio florida na manh\u00e3 da P\u00e1scoa depois feita caminho e amassada no p\u00f3 e no sangue a que Pedro e Paulo deram vida com as suas vidas na esperan\u00e7a de que ela voltasse a florir. Tempo de espera e contrariedades, tempo de encontros e desencontros, mas tempo de esperan\u00e7a e certeza de que o Senhor, o justo juiz, compensar\u00e1 com a coroa da justi\u00e7a mesmo que conquistada no cepo do cadafalso ou no pat\u00edbulo da cruz.<\/p>\n<p>Esta Igreja percorreu as estradas do Imp\u00e9rio e fez-se Aveiro pela m\u00e3o de tantos, Bispos, padres, di\u00e1conos e leigos que lhe emprestaram beleza e a tornaram diocese, sempre mais renovada, em cada dia da Igreja Diocesana quando as suas flores invadem o Santu\u00e1rio da Senhora de Vagos e no vaso da comunidade, fieis ao apelo do Sr. Bispo, nos tornamos mais Igreja porque mais ao servi\u00e7o dos mais pobres.<\/p>\n<p>Por fim, esta Igreja tornou-se vizinha de cada um de n\u00f3s e veio viver no meio das nossas casas, em terras da Vera Cruz. Como a orqu\u00eddea, paremos para contemplar a sua beleza feita de tantos gestos e ac\u00e7\u00f5es que este ano de pastoral envolveram a nossa comunidade e, em cada p\u00e9tala, agrade\u00e7amos a beleza que saiu da inoc\u00eancia das nossas crian\u00e7as, da alegria dos nossos jovens, do esfor\u00e7o e partilha dos adultos e do sofrimento e das l\u00e1grimas de cada doente.<\/p>\n<p>\u00c9 assim a minha Igreja&#8230; como a orqu\u00eddea.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Convivo diariamente com uma orqu\u00eddea que marcou o seu lugar na cozinha onde apareceu bonita com uma coroa de flores brancas. Habituou-se ao espa\u00e7o, gostou da luz, mas o tempo n\u00e3o perdoa e as flores foram caindo uma atr\u00e1s da outra at\u00e9 que ficou sozinha pegada, apenas, \u00e0 sua haste e sustentada por duas folhas. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-12704","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12704","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12704"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12704\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12704"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12704"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12704"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}