{"id":12727,"date":"2008-07-17T11:25:00","date_gmt":"2008-07-17T11:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12727"},"modified":"2008-07-17T11:25:00","modified_gmt":"2008-07-17T11:25:00","slug":"chamados-a-construir-o-reino-a-ser-filhos-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/chamados-a-construir-o-reino-a-ser-filhos-de-deus\/","title":{"rendered":"Chamados a construir o Reino, a ser &#8220;filhos de Deus&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XVI Tempo Comum &#8211; Ano A <!--more--> A palavra deste domingo situa-nos diante de uma quest\u00e3o existencial comum: O Bem e o Mal coabitam no mesmo indiv\u00edduo e em todos os meios onde nos movimentamos. Isto \u00e9 assim desde os prim\u00f3rdios da humanidade. Por\u00e9m, a palavra tamb\u00e9m nos diz que Deus sabe conduzir-nos do Mal ao Bem com a sua for\u00e7a e sabedoria. <\/p>\n<p>A primeira leitura faz um elogio ao poder e \u00e0 sabedoria de Deus, que n\u00e3o se vinga, n\u00e3o se desilude, n\u00e3o desespera. Ele actua de modo totalmente diferente de n\u00f3s, conduzindo-nos com perseveran\u00e7a at\u00e9 que desistamos do Mal e adiramos ao Bem. O crist\u00e3o e a crist\u00e3 s\u00e3o as pessoas mais felizes do mundo, porque o nosso Deus \u00e9 clemente e compassivo para com todos. \u00c9 bom conhecer este nosso Deus e entrar em rela\u00e7\u00e3o \u00edntima e amorosa com Ele, sem medo do pecado que cometemos por fragilidade. Ele ensina-nos a viver na feliz esperan\u00e7a de que, ap\u00f3s o pecado, Ele nos concede o arrependimento. <\/p>\n<p>Como vivo a minha rela\u00e7\u00e3o a este Deus maravilhoso? <\/p>\n<p>O evangelho apresenta-nos tr\u00eas par\u00e1bolas. A primeira, a \u201cdo trigo e do joio\u201d, acaba por ser explicada pelo pr\u00f3prio Senhor aos seus disc\u00edpulos. \u00c9 uma advert\u00eancia a cada um e a cada uma de n\u00f3s. A vida que vamos vivendo neste mundo, mais ou menos despreocupadamente, \u00e9 o \u00fanico tempo prop\u00edcio para cultivarmos o nosso terreno interior, o qual se vai manifestar nas boas obras que produzimos. Cada pessoa \u00e9 chamada a ser boa semente pela viv\u00eancia dos valores evang\u00e9licos, aqui e agora, e por conseguinte, a fazer morrer em si a m\u00e1 semente, n\u00e3o se deixando dominar pelos impulsos mort\u00edferos e pecaminosos, que tentam abafar a boa semente que em n\u00f3s foi depositada no dia do nosso baptismo. Esta primeira par\u00e1bola tamb\u00e9m nos garante que o mal n\u00e3o vem de Deus, mas sim do Dem\u00f3nio ou Maligno. As outras duas par\u00e1bolas, a \u201cdo gr\u00e3o de mostarda\u201d e a \u201cdo fermento\u201d, ambas nos ensinam que todos somos chamados a constituir o Reino, a ser \u00abfilhos do Reino\u00bb, pela for\u00e7a da palavra de Deus, semeada abun-dantemente por Jesus e, hoje, pela comunidade crist\u00e3. S\u00f3 n\u00e3o entra nesta din\u00e2mica quem n\u00e3o quiser, porque a todos \u00e9 dado o Esp\u00edrito de Jesus. <\/p>\n<p>Acredito que estou vocacionado\/a a ser \u201cboa semente\u201d a ser \u201ctrigo\u201d, a ser \u201cramo da \u00e1rvore da mostarda\u201d, a ser \u201cmassa fermentada\u201d, em suma, a ser Reino de Deus com Jesus?<\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo insiste nesta ideia. De facto, somos fracos e muitas vezes nem sequer sabemos o que mais nos conv\u00e9m para pedir nas nossas ora\u00e7\u00f5es, mas \u00e9 o Esp\u00edrito Santo que intercede em n\u00f3s e por n\u00f3s, por vezes de forma t\u00e3o subtil que \u00e9 preciso muita aten\u00e7\u00e3o interior para o entender. Deste modo, n\u00e3o \u00e9 fatal que tenhamos de viver a dicotomia Bem\/Mal em igual medida, pois que o Esp\u00edrito de Jesus nos foi dado para actuar no nosso cora\u00e7\u00e3o e dele ir arrancando as ra\u00edzes do Mal, deixando o terreno limpo e livre para que o Bem se desenvolva e acabe at\u00e9 por dominar o Mal. <\/p>\n<p>Confronto-me, de modo habitual, com os santos e as santas da hist\u00f3ria e at\u00e9 com os nossos contempor\u00e2neos, que se tornaram santos, porque colaboraram com o Esp\u00edrito de Jesus, na obra da sua pr\u00f3pria santifica\u00e7\u00e3o e na do mundo? <\/p>\n<p>Domingo do XVI do Tempo Comum: Sb 12,13.16-19; Sl 86 (85); Rm 8,26-27; Mt 13,24-43<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XVI Tempo Comum &#8211; Ano A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-12727","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12727","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12727"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12727\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12727"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12727"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12727"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}