{"id":12774,"date":"2008-07-24T10:19:00","date_gmt":"2008-07-24T10:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12774"},"modified":"2008-07-24T10:19:00","modified_gmt":"2008-07-24T10:19:00","slug":"e-preciso-saber-pedir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/e-preciso-saber-pedir\/","title":{"rendered":"\u00c9 preciso saber pedir"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XVII Tempo Comum &#8211; Ano A <!--more--> A liturgia deste domingo, toda ela est\u00e1 impregnada de sabedoria b\u00edblica, coloca o assento no \u201cser\u201d, bem ao contr\u00e1rio da sociedade contempor\u00e2nea, que \u00e9, fundamentalmente, caracterizada pela \u00e2nsia do ter; por isso se chama sociedade do consumo. Os actores b\u00edblicos deste domingo escolhem o \u201cmelhor\u201d, isto \u00e9, n\u00e3o o ter muitas coisas, mas aquilo que d\u00e1 verdadeiro sentido ao seu ser. Dir\u00edamos que privilegiam o \u201cser\u201d sobre o \u201cter\u201d.<\/p>\n<p>A primeira leitura relata-nos o pedido que o rei Salom\u00e3o faz a Deus. Ele teve possibilidade de pedir tudo ao Senhor. Contudo, o que pediu, foi um \u201ccora\u00e7\u00e3o inteligente para saber distinguir o bem do mal\u201d, para bem governar o seu povo. Este pedido foi t\u00e3o agrad\u00e1vel a Deus, que lhe prometeu dar um cora\u00e7\u00e3o s\u00e1bio e esclarecido, como nunca houve antes dele nem haver\u00e1 depois dele. N\u00e3o h\u00e1 nenhum crente que n\u00e3o pe\u00e7a muitas coisas a Deus. Mas ser\u00e1 que sabemos pedir? Talvez insistamos mais nos bens materiais, na sa\u00fade, no \u00eaxito&#8230; e n\u00e3o ponhamos em primeiro lugar o pedido da sabedoria, pois \u00e9 ela que governa toda a nossa vida! O que pe\u00e7o eu, habitualmente, na minha ora\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>No evangelho, Jesus narra tr\u00eas breves par\u00e1bolas do Reino. Nas duas primeiras, trata-se de um homem que fez um bom discernimento, ao trocar tudo o que tinha para comprar o campo ou a p\u00e9rola, porque no campo havia um tesouro escondido e, a p\u00e9rola era preciosa. \u00c9 evidente que estas imagens exprimem o Reino de Deus e a sua busca pela nossa parte. O crist\u00e3o e a crist\u00e3, que t\u00eam um cora\u00e7\u00e3o s\u00e1bio e esclarecido, como o que o Senhor deu ao rei Salom\u00e3o, sabem orientar a sua vida pelos valores evang\u00e9licos. Entre mil e uma coisa que t\u00eam a fazer, entre mil e um bem material que podem adquirir, sabem distinguir, pela ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, aquilo que lhes d\u00e1 maior felicidade. Sabem hierarquizar os valores e s\u00e3o capazes de escolher. Ent\u00e3o, optam por Jesus e pelo seu seguimento, e conseguem, por exemplo, renunciar a um prazer imediato para usufruir de um bem dur\u00e1vel. D\u00e3o o primeiro lugar \u00e0 ora\u00e7\u00e3o de louvor e ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, n\u00e3o deixando tamb\u00e9m de pedir os bens de que precisam. Guardam o domingo como o grande dia da ora\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, da fam\u00edlia, do conv\u00edvio e da caridade. Participam na Eucaristia, porque sabem que \u00e9 a grande festa da comunidade crist\u00e3. Procuram, em primeiro lugar, Deus e a santidade, porque sabem que o resto lhes ser\u00e1 dado pelo Pai que vela por eles. Para isso, \u00e9 preciso pensar e decidir, saber optar. Como organizo a minha vida e o meu tempo? Sei distinguir o que \u00e9 essencial do acess\u00f3rio? Dou a Deus o lugar que lhe cabe na minha vida? <\/p>\n<p>A segunda leitura diz-nos que nada temos a temer, porque Deus sabe bem o que \u00e9 melhor para n\u00f3s; se amamos a Deus, sabemos que tudo o que nos acontece concorre para o nosso bem.  Por isso, se vivermos com Jesus, como filhos do Reino, nada nos faltar\u00e1, porque somos felizes a partir do nosso interior. Invisto no esfor\u00e7o de me assemelhar a Jesus, vivendo o discipulado, e tenho consci\u00eancia de que, quanto ao resto, nada me faltar\u00e1? <\/p>\n<p>Domingo do XVII do Tempo Comum: 1 Re 3,5.7-12; Sl 119 (118); Rm 8,28-30; Mt 13,44-52<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XVII Tempo Comum &#8211; Ano A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-12774","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12774","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12774"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12774\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12774"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12774"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12774"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}