{"id":12805,"date":"2008-07-24T11:56:00","date_gmt":"2008-07-24T11:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12805"},"modified":"2008-07-24T11:56:00","modified_gmt":"2008-07-24T11:56:00","slug":"campo-aberto-onde-toda-a-gente-semeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/campo-aberto-onde-toda-a-gente-semeia\/","title":{"rendered":"Campo aberto onde toda a gente semeia"},"content":{"rendered":"<p>Pedrada por semana <!--more--> Cada vez se torna mais dif\u00edcil educar, ajudar a crescer, transmitir crit\u00e9rios v\u00e1lidos para pensar e agir, relacionar-se com os outros de m\u00e3os desarmadas, viver e semear esperan\u00e7a, ser construtor de paz\u2026 <\/p>\n<p>O cora\u00e7\u00e3o de cada um foi-se tornando campo aberto onde todos, conhecidos e estranhos, acham que t\u00eam direito a semear, a colocar armadilhas, a abrir valas, a construir muros. Parece que j\u00e1 nada \u00e9 de ningu\u00e9m\u2026<\/p>\n<p>Em casa, na escola, nos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, na rua, abundam os semeadores de bra\u00e7o al\u00e7ado a lan\u00e7ar a sua semente por todo o lado. Dos que passam, uns a deixam distraidamente cair no seu cora\u00e7\u00e3o sem se aperceberam que foram campo aberto, outros ouvem e acolhem-na acriticamente, alguns v\u00eaem a sua qualidade e rejeitam-na, ainda h\u00e1 quem reaja a quem o importuna, n\u00e3o faltando gente que se aproveite da ocasi\u00e3o para ser tamb\u00e9m ela mesma um semeador inesperado do que lhe vai na alma, vazia ou cheia.<\/p>\n<p>Assim a vida e a sociedade. Depois, como se colhe o que se semeou ou se deixou que se semeasse no seu terreno pessoal, o panorama da colheita ou o dos frutos a entrar no mercado da vida, tornou-se preocupante. L\u00e1 diz a sabedoria popular (mas hoje o povo-povo j\u00e1 nada ordena ou perante os s\u00e1bios nada diz de jeito) que \u201cquem semeia ventos, colhe tempestades\u201d. <\/p>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o dos frutos n\u00e3o pode ser apenas momento de lamenta\u00e7\u00f5es, de condena\u00e7\u00f5es a torto e a direito, de procura ingl\u00f3ria de bodes expiat\u00f3rios.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso que cada um tome cuidado do seu campo e que haja quem guarde o campo de todos\u2026 e que ningu\u00e9m se omita.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Marcelino<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedrada por semana<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-12805","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12805","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12805"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12805\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12805"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12805"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12805"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}