{"id":12811,"date":"2008-07-30T15:52:00","date_gmt":"2008-07-30T15:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12811"},"modified":"2008-07-30T15:52:00","modified_gmt":"2008-07-30T15:52:00","slug":"a-diferenca-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-diferenca-3\/","title":{"rendered":"A diferen\u00e7a!&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>As f\u00e9rias sempre ouvi dizer que deveriam ser mudan\u00e7a de actividade e nunca a paragem no \u201capraz\u00edvel nada fazer\u201d. At\u00e9 porque a inactividade, o \u00f3cio, cansa por vezes mais do que a rotina de um ano de trabalho. Para j\u00e1 n\u00e3o falar nos maus h\u00e1bitos de dar cabo do tempo com ocupa\u00e7\u00f5es de lazer que desgastam muito mais do que o trabalho habitual. Basta ver o recome\u00e7o do ano&#8230; De muita gente, os primeiros dias s\u00e3o dif\u00edceis e rendem visivelmente menos.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos que aproveitam esse tempo \u201cdivino\u201d para acolherem e darem o seu entusiasmo a causas culturais, filantr\u00f3picas, apost\u00f3licas&#8230;, cientes de que o seu voluntariado, fazendo felizes os outros, lhes trar\u00e1 a alegria que vai tonificar um novo ano. E aumenta o n\u00famero, em todas as idades, daqueles que programam generosamente o seu tempo de f\u00e9rias para os outros, desde os familiares aos mais desconhecidos.<\/p>\n<p>Por outro lado, ainda que permanecendo voltado para si pr\u00f3prio, h\u00e1 formas nobres de se enriquecer pessoalmente, adquirindo novas compet\u00eancias para o desenvolvimento pessoal e para o compromisso profissional e social. Aumentam os cursos compactos de Ver\u00e3o, aumenta o n\u00famero daqueles que a eles aderem, trocando o delapidar o tempo pelo aproveitamento dele de outro modo.<\/p>\n<p>Com agrado registei o testemunho de dois jovens, inscritos em cursos de uma Universidade da Capital. Mesmo s\u00f3 de ouvido, transparecia o gosto por ter, nas f\u00e9rias, a oportunidade de um enriquecimento diferente. Era essa mesmo a mensagem: a alegria de marcar a diferen\u00e7a por uma ocupa\u00e7\u00e3o diferente e construtiva, em vez do matar do tempo pelo t\u00e9dio da inutilidade!<\/p>\n<p>No passado domingo, falando aos peregrinos em Castel Gandolfo, antes de partir para uns dias de repouso, Bento XVI disse carregar no cora\u00e7\u00e3o todos aqueles que n\u00e3o podem fruir de um tempo de f\u00e9rias. \u201cN\u00e3o me esque\u00e7o de quem n\u00e3o pode desfrutar de um tempo de descanso e de f\u00e9rias: penso nos enfermos nos hospitais, nos encarcerados, nos anci\u00e3os, nas pessoas sozinhas, e em quem passa o ver\u00e3o no calor das cidades\u201d &#8211; afirmou.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade: a injusti\u00e7a social priva muitos dessa ocasi\u00e3o salutar para refazer energias. Mas \u00e9 facto tamb\u00e9m que o nosso ego\u00edsmo priva estes de quem nos fala o Papa de um pouco de aten\u00e7\u00e3o e carinho, de uma proximidade afectuosa, que nos descansariam o corpo e nos refrescariam a alma!<\/p>\n<p>M\u00e3os \u00e0 obra! Boas f\u00e9rias!&#8230; Destas que retemperem o esp\u00edrito, mesmo que reclamem do corpo algum esfor\u00e7o!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As f\u00e9rias sempre ouvi dizer que deveriam ser mudan\u00e7a de actividade e nunca a paragem no \u201capraz\u00edvel nada fazer\u201d. At\u00e9 porque a inactividade, o \u00f3cio, cansa por vezes mais do que a rotina de um ano de trabalho. Para j\u00e1 n\u00e3o falar nos maus h\u00e1bitos de dar cabo do tempo com ocupa\u00e7\u00f5es de lazer que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-12811","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12811","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12811"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12811\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12811"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12811"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12811"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}