{"id":12831,"date":"2008-07-30T16:18:00","date_gmt":"2008-07-30T16:18:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12831"},"modified":"2008-07-30T16:18:00","modified_gmt":"2008-07-30T16:18:00","slug":"sobria-digna-e-bela-se-de-aveiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/sobria-digna-e-bela-se-de-aveiro\/","title":{"rendered":"&#8220;S\u00f3bria, digna e bela&#8221; S\u00e9 de Aveiro"},"content":{"rendered":"<p>Reabriu no Domingo passado <!--more--> \u201c\u00c9 dif\u00edcil fazer obras em casa\u201d, ouvia-se na introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o. A S\u00e9 \u00e9 a casa de todos os paroquianos da Gl\u00f3ria, mas tamb\u00e9m de todos os diocesanos de Aveiro. Por isso, a alegria e satisfa\u00e7\u00e3o pelo fim das obras s\u00e3o sentimentos que extravasam os limites da par\u00f3quia da Gl\u00f3ria.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Francisco, presidindo \u00e0 primeira Eucaristia ap\u00f3s quatro meses de fecho ao culto (de Outubro at\u00e9 finais de Mar\u00e7o, as obras dificultaram, mas n\u00e3o impediram as celebra\u00e7\u00f5es), lembrou que o Papa Pio XI confirmou a Igreja de N.\u00aa Sr.\u00aa da Gl\u00f3ria como igreja catedral, h\u00e1 70 anos. Sendo \u201cIgreja-m\u00e3e da Diocese\u201d, \u201cqueremos [dela] cuidar e acompanhar com particular desvelo e carinho, com particular dedica\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou o Bispo de Aveiro, depois de notar que o dia 27 de Julho \u201ch\u00e1 muitos meses era esperado\u201d e de agradecer a \u201cgenerosidade que as obras espelham\u201d.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Francisco sublinhou que, \u201crenovado o templo material\u201d, o \u201ccuidado pastoral com a comunidade\u201d tem melhores condi\u00e7\u00f5es para ser feito, seja atrav\u00e9s de sa-cramentos, celebra\u00e7\u00f5es, \u201ciniciativas pastorais\u201d ou da \u00absimples\u00bb \u201cora\u00e7\u00e3o de tantos que aqui entram\u201d. No \u201cmeio da cidade\u201d, a igreja \u00e9 \u201csinal de b\u00ean\u00e7\u00e3o e luz\u201d, \u201cconforto e \u00e2nimo\u201d, \u201csil\u00eancio e ora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Sabedoria e redes<\/p>\n<p>Fazendo eco das leituras da liturgia dominical, o Bispo de Aveiro notou que o sil\u00eancio de um templo \u00e9 o espa\u00e7o favor\u00e1vel para \u201cimplorar de Deus, para l\u00e1 da sabedoria, da ci\u00eancia, um cora\u00e7\u00e3o s\u00e1bio e santo\u201d. Ao rei Salom\u00e3o, que construiu o primeiro templo de Jerusal\u00e9m, fora dada a maior sabedoria, conforme foi proclamado na leitura do livro dos Reis. Notando que a met\u00e1fora da rede (o Reino de Deus \u00e9 semelhante a uma rede que pesca bom e mau peixe, que tem de ser escolhido pelos pescadores \u2013 dizia o evangelho de Mateus) tem mais sentido em terra com grandes tradi\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas, como \u00e9 Aveiro, D. Ant\u00f3nio Francisco sublinhou que, quando as redes n\u00e3o s\u00e3o \u201ctecidas por fios de ego\u00edsmo, ambi\u00e7\u00e3o ou artificialidade\u201d, d\u00e3o melhores frutos, s\u00e3o mais criativas. Referia-se \u00e0s redes que os organismos e os crist\u00e3os podem estabelecer em prol do bem; e por isso concluiu: \u201cSejam redes trabalhadas por Deus, com os fios seguros do seu amor\u201d.<\/p>\n<p>Numa nota final, o Bispo de Aveiro lembrou que o \u00faltimo Domingo de Julho \u00e9 habitualmente usado pelas dioceses como dia de ordena\u00e7\u00f5es, havendo quatro em Viana do Castelo e tr\u00eas no Funchal, e anunciou que, na \u201cs\u00f3bria, digna e bela\u201d S\u00e9 de Aveiro, no dia 17 de Agosto, ser\u00e1 ordenado Johonny Freire (ver not\u00edcia p\u00e1gina 3). Ser\u00e1 a primeira ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal de D. Ant\u00f3nio Francisco na Diocese de Aveiro.<\/p>\n<p>\u00c0 celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia seguiu-se um almo\u00e7o partilhado, aberto aos paroquianos e a outros convidados, nas instala\u00e7\u00f5es da par\u00f3quia.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil fazer obras em casa<\/p>\n<p>A experi\u00eancia diz-nos que \u00e9 dif\u00edcil fazer obras em casa. De vez em quando, pintamos paredes, mudamos a canaliza\u00e7\u00e3o, arrancamos alcatifa, pomos soalho novo. E se n\u00e3o tivermos alternativa, ficamos em casa. Mas \u00e0s vezes \u00e9 preciso fechar as portas e sair. Foi o que nos aconteceu.<\/p>\n<p>A nossa casa principal esteve fechada durante quatro meses, mas dela fomos tendo not\u00edcias semanalmente, e o \u201cest\u00e1 quase\u201d anunciado no Di\u00e1logo transforma-se HOJE num \u201cj\u00e1 est\u00e1\u201d. Aqui estamos, pois, hoje, dia 27 de Julho, para a Eucaristia, na morada de Deus, que nos acolheu em outros espa\u00e7os t\u00e3o diferentes, ao longo destes 118 dias.<\/p>\n<p>Antes de fechar, fomos acompanhando os trabalhos e celebr\u00e1mos a P\u00e1scoa com a igreja em obras; contribu\u00edmos para a campanha do telhado e partilh\u00e1mos os nossos rendimentos para o pagamento de despesas.<\/p>\n<p>Ao entrarmos, hoje, neste espa\u00e7o renovado, verificamos que, apesar de termos estado ausentes do local, o esp\u00edrito paroquial se fortaleceu, n\u00e3o s\u00f3 porque fomos acolhidos sempre pelo mesmo Deus nas diversas igrejas que nos receberam, a Igreja de Santo Ant\u00f3nio e a do Semin\u00e1rio de Aveiro, correspondendo a cerca de 270 celebra\u00e7\u00f5es da eucaristia, mas tamb\u00e9m porque demos continuidade a projectos comunit\u00e1rios: o Centro Paroquial concretizou-se, o Dia da Comunidade Paroquial congregou in\u00fameros paroquianos numa presen\u00e7a ritmada pela alegria, os Santos Populares imprimiram o habitual colorido \u00e0 cidade; os sacramentos do baptismo, da comunh\u00e3o, da reconcilia\u00e7\u00e3o e da confirma\u00e7\u00e3o, bem como as festas das catequeses celebraram-se com grande solenidade ao longo destes meses. Muitas horas de trabalho e muito cansa\u00e7o reconhecem-se hoje com incomensur\u00e1vel alegria e s\u00e3o motivo de agradecimento a todos quantos se esfor\u00e7aram por concretizar esta obra de vulto.<\/p>\n<p>A nossa casa principal esteve fechada com algum transtorno para muitos de n\u00f3s. Talvez tenha sido esta uma forma de valorizarmos o que temos: a S\u00e9 \u00e9 o ponto de converg\u00eancia das nossas vidas, num percurso habitual que nos traz das nossas casas particulares \u00e0 grande Casa do Pai. A S\u00e9 \u00e9 o espa\u00e7o f\u00edsico onde encontramos Jesus Cristo Sacramentado, onde renovamos for\u00e7as para O reconhecer nos nossos irm\u00e3os, numa aten\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo, seguindo o preg\u00e3o que o senhor Bispo tem lan\u00e7ado neste ano e que continuar\u00e1 a ser preocupa\u00e7\u00e3o do pr\u00f3ximo ano pastoral: \u201cOs pobres n\u00e3o podem esperar.\u201d<\/p>\n<p>A S\u00e9 de Aveiro \u00e9 a sua Igreja, senhor Bispo, e \u00e9 com grande alegria que o reencontramos hoje, na reabertura solene, para a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia, dando gra\u00e7as a Deus por termos conclu\u00eddo esta fase da nossa vida paroquial.<\/p>\n<p>Teresa Correia<\/p>\n<p>(Texto lido na introdu\u00e7\u00e3o da celebra\u00e7\u00e3o do dia 27 de Julho)<\/p>\n<p>P\u00e1roco da Gl\u00f3ria:<\/p>\n<p>&#8220;EStou feliz porque sinto que toda a par\u00f3quia est\u00e1 feliz e orgulhosa&#8221;<\/p>\n<p>\u201cSei que este n\u00e3o \u00e9, nem pode ser, o trabalho mais importante de um p\u00e1roco. Este tem que ser visto como um epis\u00f3dio de um trabalho bem mais profundo que eu gostaria e qualquer p\u00e1roco gostaria de fazer. Renovar as pessoas, a par\u00f3quia\u201d, afirmou o P.e Manuel Jo\u00e3o, no final da celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O p\u00e1roco da Gl\u00f3ria mostrou contentamento pela conclus\u00e3o das obras e recordou o susto que as desencadeou: \u201cEm Outubro de 2006 apanhei um susto quando me chamaram \u00e0 S\u00e9 porque estava a cair muita \u00e1gua. Nesse momento assumi que n\u00e3o poder\u00edamos esperar mais. Logo ali telefonei a algu\u00e9m para me ajudar a solucionar, mesmo que pontualmente, algumas fragilidades. Era preciso receber o Sr. Bispo de Aveiro, recentemente eleito, com o m\u00ednimo de dignidade. Infelizmente, nem pudemos esconder essas lacunas no dia de tomada de posse [8 de Dezembro de 2006], porque choveu\u201d.<\/p>\n<p>\u201cHoje estou feliz porque sinto que toda a par\u00f3quia est\u00e1 feliz e orgulhosa com estes melhoramentos. (\u2026) Hoje somos uma par\u00f3quia melhor equipada e com capacidade para trabalhar na evangeliza\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o do Reino de Deus, procurando o verdadeiro tesouro\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>P.e Manuel Jo\u00e3o real\u00e7ou o empenho dos que mais se destacaram no planeamento e execu\u00e7\u00e3o das obras (Eng.\u00ba Adelino, Arq.\u00aa Em\u00edlia, Arq.\u00ba Paulo Marinheiro e Eng.\u00ba David Leite) e da equipa de fiscaliza\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a (Eng.\u00bas Lu\u00edsa Abreu, Giorgio, Maria Jo\u00e3o e Bernardo) e agradeceu \u00e0 empresa que as executou (Antero Santos e Santos \u2013 que dias antes da abertura ofereceu a lavagem da fachada da S\u00e9), bem como aos paroquianos. \u201cAceitaram o inc\u00f3modo de viver quase um ano por entre poeira e em casa alheia. Foram de uma generosidade muito grande\u201d, disse.<\/p>\n<p>O p\u00e1roco notou ainda que numa fase posterior \u00e9 necess\u00e1rio cuidar das talhas douradas, altares e imagens. \u201cGritam recupera\u00e7\u00e3o urgente\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Ao Correio do Vouga, Pe, Manuel Jo\u00e3o informou que na Eucaristia as pessoas ofereceram 10 700 euros. No domingo anterior faltavam 70 mil euros para saldar os 500 mil que as obras custaram. Com as ofertas que chegaram durante a semana (4700 euros) mais o ofert\u00f3rio da reabertura, falta angariar 54 600 euros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reabriu no Domingo passado<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-12831","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12831","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12831"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12831\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12831"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12831"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12831"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}