{"id":12874,"date":"2008-09-03T15:31:00","date_gmt":"2008-09-03T15:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12874"},"modified":"2008-09-03T15:31:00","modified_gmt":"2008-09-03T15:31:00","slug":"todos-somos-responsaveis-uns-pelos-outros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/todos-somos-responsaveis-uns-pelos-outros\/","title":{"rendered":"Todos somos respons\u00e1veis uns pelos outros"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXIII Tempo Comum &#8211; Ano A <!--more--> A liturgia deste domingo leva-nos a reflectir sobre a nossa rela\u00e7\u00e3o com os irm\u00e3os e irm\u00e3s que nos rodeiam. Afirma, claramente, que ningu\u00e9m pode ficar indiferente diante daquilo que amea\u00e7a a vida e a felicidade de um irm\u00e3o ou irm\u00e3 e que todos somos respons\u00e1veis uns pelos outros pela pr\u00e1tica do amor fraterno. A liturgia exorta-nos nos veementemente a praticar uma das mais sublimes formas do amor que \u00e9 a \u00abcorrec\u00e7\u00e3o fraterna\u00bb. <\/p>\n<p>A primeira leitura apresenta-nos o profeta como uma \u201csentinela\u201d, colocada por Deus na casa de Israel. Este profeta \u00e9 chamado a estar atento aos projectos de Deus e \u00e0 realidade do mundo, a aperceber-se daquilo que est\u00e1 a destruir os planos de Deus e a impedir a felicidade das pessoas. E como sentinela que \u00e9 deve alertar, ent\u00e3o, a comunidade para os perigos que a amea\u00e7am. Hoje, pelo baptismo, Deus continua a suscitar profetas\/sentinelas, que somos todos n\u00f3s, para alertarem o mundo e as pessoas contra os perigos que correm. Somos chamados a denunciar tudo o que contradiz os projectos de Deus. Para isso, precisamos de auscultar Deus e de conhecer a sua vontade pela ora\u00e7\u00e3o. Encontro tempo para aprofundar a minha a rela\u00e7\u00e3o com Deus, meditar a sua Palavra, e perceber a sua vontade para mim e para o mundo?<\/p>\n<p>O evangelho deixa clara a nossa responsabilidade em ajudar cada irm\u00e3o e irm\u00e3 a tomar consci\u00eancia dos seus erros, atrav\u00e9s da \u00abcorrec\u00e7\u00e3o fraterna\u00bb. Esta tem as suas regras evang\u00e9licas. A primeira \u00e9 conversar com o irm\u00e3o; se isto n\u00e3o resultar, a segunda consiste em pedir a uma terceira pessoa que ajude a um entendimento, de modo a ficarem em paz; na terceira recorre-se \u00e0 autoridade, se necess\u00e1rio. O objectivo primordial \u00e9 \u201cganhar\u201d o irm\u00e3o ou a irm\u00e3, em ordem a uma reconcilia\u00e7\u00e3o, fruto maduro de um di\u00e1logo sincero e aberto, que nasce do amor. Sobretudo, \u00e9 preciso que a nossa interven\u00e7\u00e3o junto do nosso irm\u00e3o e irm\u00e3 n\u00e3o seja guiada pelo \u00f3dio, pela vingan\u00e7a, pelo ci\u00fame, pela inveja, mas seja guiada pelo amor. <\/p>\n<p>O que \u00e9 que nos leva, por vezes, a agir e a proceder \u00e0 \u00abcorrec\u00e7\u00e3o fraterna\u00bb: o orgulho ferido, a vontade de humilhar aquele que nos magoou, a m\u00e1 vontade, ou o amor e a vontade de ver o irm\u00e3o e a irm\u00e3 reencontrar a felicidade e a paz?<\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo convida os crist\u00e3os de Roma, e a n\u00f3s, hoje, a colocar no centro da exist\u00eancia crist\u00e3 o mandamento do amor. Trata-se de uma \u201cd\u00edvida\u201d que temos para com todos os nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s, e que nunca estar\u00e1 completamente saldada. As nossas comunidades crist\u00e3s, a exemplo da primitiva comunidade crist\u00e3 de Jerusal\u00e9m, s\u00e3o chamadas a ser comunidades fraternas, onde se evidenciam as marcas do amor. <\/p>\n<p>Os que est\u00e3o de fora olham para n\u00f3s e dizem que n\u00f3s somos diferentes, somos uma mais valia para o mundo, porque amamos mais do que os outros? Quem contempla as nossas comunidades, descobre as marcas do amor, ou as marcas da insensibilidade, do ego\u00edsmo, do confronto, do ci\u00fame, da inveja? Os que v\u00eam de fora, os doentes, os necessitados, os d\u00e9beis, os marginalizados s\u00e3o acolhidos nas nossas comunidades com solicitude e amor?<\/p>\n<p>Domingo do XXIII do Tempo Comum:  Ez 33,7-9; Sl 95 (94); Rm 13,8-10; Mt 18,15-20<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXIII Tempo Comum &#8211; Ano A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-12874","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12874","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12874"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12874\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12874"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12874"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12874"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}