{"id":12906,"date":"2008-09-03T16:28:00","date_gmt":"2008-09-03T16:28:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12906"},"modified":"2008-09-03T16:28:00","modified_gmt":"2008-09-03T16:28:00","slug":"sem-o-acordo-de-d-manuel-a-manifestacao-nao-se-teria-sequer-realizado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/sem-o-acordo-de-d-manuel-a-manifestacao-nao-se-teria-sequer-realizado\/","title":{"rendered":"Sem o acordo de D. Manuel a manifesta\u00e7\u00e3o n\u00e3o se teria sequer realizado"},"content":{"rendered":"<p>Nota da Redac\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>O \u201cCorreio do Vouga\u201d pediu ao jornalista Ant\u00f3nio Marujo uma reac\u00e7\u00e3o aos esclarecimentos do P.e Belinquete.<\/p>\n<p>Refira-se, ainda, que, por lapso deste seman\u00e1rio diocesano, n\u00e3o foi referido na edi\u00e7\u00e3o de homenagem a D. Manuel de Almeida Trindade (12 de Agosto) que o texto de Ant\u00f3nio Marujo fora publicado originalmente na edi\u00e7\u00e3o do \u201cP\u00fablico\u201d de 7 de Agosto de 2008.<\/p>\n<p>Agrade\u00e7o ao P.e Belinquete os pormenores aduzidos sobre a manifesta\u00e7\u00e3o de Julho de 1975. <\/p>\n<p>1. Admito que o verbo \u201cconvocar\u201d talvez n\u00e3o seja o melhor. Mas \u00e9 o pr\u00f3prio D. Manuel Trindade, que diz no seu livro \u201cMem\u00f3rias de um Bispo\u201d (fonte principal para o texto que escrevi), sobre o momento em que lhe foi apresentada a proposta de manifesta\u00e7\u00e3o: \u201cCompetia-me a mim decidir. E decidi. Sim.\u201d E um pouco mais \u00e0 frente: \u201c\u2026 Dei as orienta\u00e7\u00f5es que me ocorreram.\u201d<\/p>\n<p>Ora, se n\u00e3o foi o bispo a ter a ideia, a sugerir, promover ou convocar a manifesta\u00e7\u00e3o, parece-me evidente que, sem o seu acordo, ou a sua decis\u00e3o, ela n\u00e3o se teria sequer realizado. De resto, h\u00e1 pormenores da carta que n\u00e3o coincidem com o que D. Manuel conta no livro referido. Por exemplo, ele reproduz do di\u00e1rio pessoal que no dia 7 de Julho recebeu os dois padres citados na carta, que lhe propuseram a realiza\u00e7\u00e3o da manifesta\u00e7\u00e3o. O padre Belinquete escreve que os padres se reuniram a 8 e apresentaram a proposta ao bispo nesse dia, ao final da tarde. Mas s\u00e3o pormenores, porventura retidos de modos diferentes por mem\u00f3rias diferentes.<\/p>\n<p>2. Nesta quest\u00e3o, n\u00e3o sou eu que atribuo as afirma\u00e7\u00f5es a monsenhor Jo\u00e3o Gaspar, mas sim a ag\u00eancia Ecclesia, cujo texto citei, como refiro (e que est\u00e1 ainda dispon\u00edvel na internet: http:\/\/www.agencia. ecclesia.pt\/noticia.asp?noticiaid= 63128). Dizia o ent\u00e3o secret\u00e1rio de D. Manuel, citado pela Ecclesia: \u201cNessa noite temeu-se a sua deten\u00e7\u00e3o, \u2018mas cont\u00e1mos com a defesa popular. Alguns homens de um grupo de Anadia, dias depois da manifesta\u00e7\u00e3o, estiveram sentados \u00e0 frente da casa, para prevenir\u2019, explica o secret\u00e1rio, acrescentando que \u2018chegamos a tirar de casa alguns documentos importantes\u2019. Na noite da manifesta\u00e7\u00e3o \u2018alguns intervenientes foram presos, logo libertos, mas ele receou que algo lhe pudesse acontecer tamb\u00e9m\u2019. <\/p>\n<p>O texto com as declara\u00e7\u00f5es de monsenhor Jo\u00e3o Gaspar, publicado na edi\u00e7\u00e3o especial do Correio do Vouga e citado pelo padre Belinquete, \u00e9 uma vers\u00e3o corrigida e acrescentada em rela\u00e7\u00e3o ao que foi publicado na Internet. Por isso, s\u00f3 no jornal vi que monsenhor Jo\u00e3o Gaspar corrigiu o primeiro pormenor (\u201ccheg\u00e1mos a retirar de casa alguns valores estimativos e importantes\u201d), mas manteve o segundo (\u201cv\u00e1rios intervenientes foram presos, mas libertos poucos dias depois\u201d). Assim, pelos vistos, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s deten\u00e7\u00f5es, as duas vers\u00f5es da hist\u00f3ria s\u00e3o completamente diferentes. E seria importante esclarecer o que de facto aconteceu.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Marujo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota da Redac\u00e7\u00e3o O \u201cCorreio do Vouga\u201d pediu ao jornalista Ant\u00f3nio Marujo uma reac\u00e7\u00e3o aos esclarecimentos do P.e Belinquete. Refira-se, ainda, que, por lapso deste seman\u00e1rio diocesano, n\u00e3o foi referido na edi\u00e7\u00e3o de homenagem a D. 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