{"id":12909,"date":"2008-09-03T16:34:00","date_gmt":"2008-09-03T16:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=12909"},"modified":"2008-09-03T16:34:00","modified_gmt":"2008-09-03T16:34:00","slug":"banco-de-trabalho-tres-potencialidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/banco-de-trabalho-tres-potencialidades\/","title":{"rendered":"Banco de trabalho &#8211; tr\u00eas potencialidades"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Como se referiu no artigo anterior (com base na enc\u00edclica \u00abLaborem Exercens\u00bb &#8211; ver CV de 6 de Agosto), o \u00abbanco de trabalho\u00bb \u00e9 constitu\u00eddo pelos postos de trabalho actuais, pelo capital acumulado e pelas potencialidades de cria\u00e7\u00e3o de novos postos de trabalho. Entre estas potencialidades, real\u00e7am-se o pr\u00f3prio trabalho, a coopera\u00e7\u00e3o laboral e o sentido de responsabilidade. Todas elas v\u00eam resistindo a todas as dificuldades e continuar\u00e3o, por certo, a persistir no futuro; s\u00e3o, por isso, um fundamento consistente da nossa esperan\u00e7a, em termos sociais.<\/p>\n<p>O trabalho faz parte integrante da hist\u00f3ria humana, e a ele se deve uma parte substancial dos progressos conseguidos em todos os dom\u00ednios. Ele engloba as actividades consideradas de rotina, a criatividade e o esfor\u00e7o permanente de aperfei\u00e7oamento. Realiza-se por conta pr\u00f3pria ou de outrem e, por isso, tamb\u00e9m engloba a cria\u00e7\u00e3o e a gest\u00e3o de empresas. Tem como objectivos fundamentais a subsist\u00eancia e o desenvolvimento humanos.<\/p>\n<p>A coopera\u00e7\u00e3o laboral \u00e9 a caracter\u00edstica mais forte das rela\u00e7\u00f5es de trabalho. Verifica-se nas empresas (e noutras entidades empregadoras), e consiste no entendimento b\u00e1sico entre empres\u00e1rios e outros trabalhadores para a prossecu\u00e7\u00e3o de objectivos comuns. Em geral, n\u00e3o se explicita esta coopera\u00e7\u00e3o, e os seus detractores consideram-na como submiss\u00e3o do trabalho ao capital, ou colaboracionismo entre for\u00e7as inimigas. No entanto a pr\u00f3pria luta de classes, levada a s\u00e9rio, implica a coopera\u00e7\u00e3o laboral, at\u00e9 com o objectivo de ser salvaguardada a capacidade produtiva na eventual substitui\u00e7\u00e3o do capitalismo por um sistema econ\u00f3mico diferente. <\/p>\n<p>O sentido de responsabilidade \u00e9 o fermento e a \u00abalma\u00bb do trabalho, da coopera\u00e7\u00e3o laboral, bem como da luta pela subsist\u00eancia e pelo desenvolvimento. Caracteriza-se pelo esfor\u00e7o de cada pessoa, cada fam\u00edlia e outros agregados sociais de maior amplitude para responderem por si pr\u00f3prios, n\u00e3o serem pesados a outrem e contribu\u00edrem para a erradica\u00e7\u00e3o da pobreza e para o funcionamento de toda a sociedade. <\/p>\n<p>As grandes potencialidades do \u00abbanco de trabalho\u00bb, acabadas de referir, relacionam-se com muitas outras. A forma\u00e7\u00e3o, a investiga\u00e7\u00e3o e a ac\u00e7\u00e3o pol\u00edtica distinguem-se, neste conjunto, pela sua relev\u00e2ncia. Qualquer das tr\u00eas se vem caracterizando por uma ambival\u00eancia preocupante, na medida em que as suas actividades se processam, em simult\u00e2neo, a favor e contra a cria\u00e7\u00e3o de postos de trabalho e a qualifica\u00e7\u00e3o do emprego. Ser\u00e3o abordadas em pr\u00f3ximos artigos. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-12909","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12909","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12909"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12909\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12909"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12909"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12909"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}