{"id":13019,"date":"2009-04-08T09:59:00","date_gmt":"2009-04-08T09:59:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13019"},"modified":"2009-04-08T09:59:00","modified_gmt":"2009-04-08T09:59:00","slug":"50-anos-da-cancao-de-aveiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/50-anos-da-cancao-de-aveiro\/","title":{"rendered":"50 anos da Can\u00e7\u00e3o de Aveiro"},"content":{"rendered":"<p>Praticamente desconhecida do p\u00fablico aveirense, a \u201cCan\u00e7\u00e3o de Aveiro\u201d comemora em 2009 os seus cinquenta anos. \u00c9 do repert\u00f3rio original de Madalena Igl\u00e9sias e tem autoria de dois aveirenses: Amadeu de Sousa, no poema, e N\u00f3brega e Sousa, na m\u00fasica.<\/p>\n<p>A can\u00e7\u00e3o nasceu como tantas outras, dedicadas a localidades portuguesas. No caso de Aveiro, foi a Comiss\u00e3o de Propaganda das Festas do Milen\u00e1rio que fez oficialmente o pedido ao compositor para escrever uma can\u00e7\u00e3o dedicada \u00e0 cidade. Presidia a esta comiss\u00e3o o dr. Humberto Leit\u00e3o e faziam parte, entre outros, o ent\u00e3o director do Correio do Vouga, padre Manuel Caetano Fidalgo, o dr. David Christo e Amadeu de Sousa. Embora j\u00e1 anteriormente tenha chegado ao Turismo de Aveiro a ideia de uma can\u00e7\u00e3o, ter\u00e1 sido germinada por Cabral Monteiro, recentemente falecido. <\/p>\n<p>Se por um lado, no desejo da Comiss\u00e3o estava uma can\u00e7\u00e3o de sabor popular, na linha do Cancioneiro da cidade \u2013 onde reluzem as melodias das revistas do Clube dos Galitos e de music\u00f3logos aveirenses \u2013, por outro, N\u00f3brega e Sousa pretendia uma can\u00e7\u00e3o de projec\u00e7\u00e3o nacional e de \u00e2mbito tur\u00edstico, de que a famosa Figueira da Foz \u00e9 exemplar. <\/p>\n<p>A can\u00e7\u00e3o fez-se e gravou-se. Tem orquestra\u00e7\u00e3o de Edison Marinho e interpreta\u00e7\u00e3o de Madalena Igl\u00e9sias. Vem inclu\u00edda num disco seu, um EP com mais tr\u00eas temas. A prop\u00f3sito disso, existem duas edi\u00e7\u00f5es com \u201cCan\u00e7\u00e3o de Aveiro\u201d: uma de 1959, \u00e0 esquerda na imagem, e de 1973, \u00e0 direita. Quando Madalena Igl\u00e9sias terminou a sua actividade art\u00edstica em Portugal, no in\u00edcio da d\u00e9cada de setenta, a etiqueta Alvorada lan\u00e7ou no mercado novas edi\u00e7\u00f5es do muito que a cantora para l\u00e1 gravara. Assim surge esta edi\u00e7\u00e3o com uma bel\u00edssima fotografia de Madalena Igl\u00e9sias. Nunca houve nenhuma edi\u00e7\u00e3o em CD com esta can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O disco foi ent\u00e3o apresentado em privado para elementos da Comiss\u00e3o e para o presidente da C\u00e2mara de Aveiro, dr. Alberto Souto, que n\u00e3o gostou da can\u00e7\u00e3o. Queria uma de sabor mais popular e que entrasse no ouvido das pessoas, que, em un\u00edssono, a cantassem. <\/p>\n<p>Mas com toda a raz\u00e3o a can\u00e7\u00e3o teria de ser de linha ligeira. Para a linha popular foi elaborada uma outra composi\u00e7\u00e3o, a \u201cMarcha do Milen\u00e1rio\u201d e do bicenten\u00e1rio de Aveiro, da autoria da professora Maria Gabriela Viterbo, ent\u00e3o a leccionar em Aveiro. Isto aconteceu em muitas cidades, onde, a par de uma can\u00e7\u00e3o ligeira, existem outras de sabor popular, que convivem e se complementam. No caso da Figueira da Foz, existe uma can\u00e7\u00e3o hom\u00f3nima, e a \u201cMarcha do Vapor\u201d, do in\u00edcio do s\u00e9culo XX, de raiz nacionalista e empolgante. Ambas s\u00e3o apreciadas pelas entidades oficiais e pelo povo da praia da Figueira. E em muitas outras terras h\u00e1 can\u00e7\u00f5es ligeiras e populares. Que dizer das bel\u00edssimas melodias sobre Lisboa a par com as Marchas? Em Aveiro, infelizmente, assim n\u00e3o aconteceu. <\/p>\n<p>Fugindo assim \u00e0quilo que era pensado, a \u201cCan\u00e7\u00e3o de Aveiro\u201d nunca esteve inclu\u00edda no programa oficial das Festas do Milen\u00e1rio. Foi efectivamente apresentada em Aveiro, a 18 de Julho de 1959, no Baile de Gala do Milen\u00e1rio, no Teatro Aveirense, onde Madalena Igl\u00e9sias a cantou para os presentes e para os ouvintes da Emissora Nacional, que transmitia o espect\u00e1culo. Nenhum jornal da \u00e9poca faz refer\u00eancia ao sucedido. O Correio do Vouga apresenta, pela primeira vez, cinquenta anos depois, uma fotografia de Madalena Igl\u00e9sias numa mesa do antigo Teatro Aveirense. N\u00e3o se conhecem, infelizmente, imagens da sua actua\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Tivesse a Can\u00e7\u00e3o de Aveiro sido acarinhada e publicitada na altura, e talvez a cantora a tivesse interpretado mais e se ligasse a can\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade e a cidade \u00e0 can\u00e7\u00e3o. Tantas can\u00e7\u00f5es fizeram publicidade a terras portuguesas: Coimbra, por Artur Ribeiro e Am\u00e1lia ou Alcoba\u00e7a, por Maria de Lourdes Resende, demonstram isso mesmo. N\u00e3o sucedeu assim com a \u201cCan\u00e7\u00e3o de Aveiro\u201d. Apenas por uma vez, ela foi considerada e valorizada: em 1994, no espect\u00e1culo de homenagem ao seu compositor. Os Corais Vera-Cruz, S\u00e3o Pedro de Aradas, representantes do antigo Grupo C\u00e9nico dos Galitos e Pol\u00edf\u00f3nico de Aveiro cantaram em un\u00edssono a can\u00e7\u00e3o, como gostaria Alberto Souto, logo da primeira vez. <\/p>\n<p>Nuno Gon\u00e7alo da Paula<\/p>\n<p>NOTA: As fotografias s\u00e3o do esp\u00f3lio de Madalena Igl\u00e9sias, que nos quis mostr\u00e1-las e ced\u00ea-las. <\/p>\n<p>Can\u00e7\u00e3o de Aveiro<\/p>\n<p>Aqui se relembram os versos.<\/p>\n<p>Cidade linda, <\/p>\n<p>terra de sonho e magia <\/p>\n<p>Aveiro \u00e9 um jardim \u00e0 beira-mar <\/p>\n<p>de barcos a vogar <\/p>\n<p>na limpidez da Ria, <\/p>\n<p>asas de luz num lago de luar. <\/p>\n<p>Um c\u00e9u sem par, <\/p>\n<p>de bela cor, <\/p>\n<p>de preces ao sol p\u00f4r <\/p>\n<p>nos l\u00e1bios das tricanas ao passar. <\/p>\n<p>O sal cobre de branco <\/p>\n<p>os caminhos p\u2019r\u00f3 mar. <\/p>\n<p>Aveiro \u00e9 toda encanto e sedu\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Aveiro dos murm\u00farios dos canais, <\/p>\n<p>n\u00e3o esquecem mais, <\/p>\n<p>tu \u00e9s a mais bela can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No Youtube est\u00e1 um v\u00eddeo com a Can\u00e7\u00e3o de Aveiro, mas onde erradamente aparece Amadeu do Vale como autor da letra. http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=TpcOojLbKxM.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Praticamente desconhecida do p\u00fablico aveirense, a \u201cCan\u00e7\u00e3o de Aveiro\u201d comemora em 2009 os seus cinquenta anos. \u00c9 do repert\u00f3rio original de Madalena Igl\u00e9sias e tem autoria de dois aveirenses: Amadeu de Sousa, no poema, e N\u00f3brega e Sousa, na m\u00fasica. 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