{"id":13078,"date":"2008-09-12T18:11:00","date_gmt":"2008-09-12T18:11:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13078"},"modified":"2008-09-12T18:11:00","modified_gmt":"2008-09-12T18:11:00","slug":"o-pao-com-o-suor-do-rosto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-pao-com-o-suor-do-rosto\/","title":{"rendered":"O p\u00e3o com o suor do rosto"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o h\u00e1 duas situa\u00e7\u00f5es iguais. Mas h\u00e1 algo de comum na mole humana que invade as cidades no final de Ver\u00e3o, nas crian\u00e7as e jovens que regressam \u00e0 escola, nos emigrantes que de novo deixam a sua terra, nas aldeias que v\u00eaem outra vez partir os visitantes, nas comunidades crist\u00e3s que alteram a sua configura\u00e7\u00e3o nas celebra\u00e7\u00f5es e nas actividades pastorais. Junto a tudo isto o tempo, contado e gerido de outra forma, a disponibilidade para as pequenas coisas, o contacto directo e \u00edntimo com o mar ou a montanha, os sabores da terra que nunca ser\u00e3o transplantados mesmo que se experimentem no local comum de habita\u00e7\u00e3o. E a refer\u00eancia ao h\u00famus, \u00e0 Terra Natal que por qualquer raz\u00e3o dif\u00edcil de discernir, se deixou, se retoma e abandona com o role de recorda\u00e7\u00f5es dum passado que tanto se critica e t\u00e3o ciosamente se ama. E n\u00e3o se trata s\u00f3 da terra. H\u00e1 pessoas, afectos, linguagens, ambi\u00eancias, recorda\u00e7\u00f5es, aventuras e dores comuns, hist\u00f3rias que se contam e s\u00f3 fazem sentido cruzadas pelo olhar de quem melhor compreende todo o cen\u00e1rio da nossa vida. Dir-se-ia que h\u00e1 transpar\u00eancias que s\u00f3 se vislumbram pela linguagem e pressupostos que as hist\u00f3rias comuns constroem.<\/p>\n<p>Chega a hora de varrer a nostalgia e come\u00e7ar tudo, quase como se fosse de novo, com um arranque lento e uma esp\u00e9cie de pregui\u00e7a dolosa que n\u00e3o \u00e9 mais que o jogo de mudan\u00e7as na caixa de velocidades que comanda o nosso passo. Tudo isto porqu\u00ea? Porque se enquadra na nossa ancestral voca\u00e7\u00e3o n\u00f3mada, peregrina, errante, misturada com os complexos acr\u00e9scimos que as novas urbes, agregados e ferramentas de trabalho nos imp\u00f5em. E a que o p\u00e3o de cada dia obriga. Hor\u00e1rios, t\u00e9cnicas, meios de transporte, especializa\u00e7\u00e3o, leis de mercado, acelera\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as, choque de valores, arritmia de transforma\u00e7\u00f5es, tudo remexe o nosso \u00edntimo e como que altera as leis milenares que nos deram uma forma de viver e conviver. Melhor? Pior? \u00c9 a hist\u00f3ria, onde o plano criador e redentor de Deus tem um lugar, uma explica\u00e7\u00e3o e uma esperan\u00e7a de que o caminhar do mundo tem a sua dor e a sua grandeza no G\u00e9nesis em marcha. E n\u00e3o \u00e9 preciso muito mais para gostarmos de regressar ao trabalho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o h\u00e1 duas situa\u00e7\u00f5es iguais. Mas h\u00e1 algo de comum na mole humana que invade as cidades no final de Ver\u00e3o, nas crian\u00e7as e jovens que regressam \u00e0 escola, nos emigrantes que de novo deixam a sua terra, nas aldeias que v\u00eaem outra vez partir os visitantes, nas comunidades crist\u00e3s que alteram a sua configura\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-13078","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13078","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13078"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13078\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13078"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13078"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13078"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}