{"id":13140,"date":"2008-09-17T16:17:00","date_gmt":"2008-09-17T16:17:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13140"},"modified":"2008-09-17T16:17:00","modified_gmt":"2008-09-17T16:17:00","slug":"trabalho-e-estudo-uma-nova-oportunidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/trabalho-e-estudo-uma-nova-oportunidade\/","title":{"rendered":"Trabalho e estudo &#8211; uma nova oportunidade"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Desde pelo menos o s\u00e9culo XVIII vem sendo chamada a aten\u00e7\u00e3o para a dicotomia entre o estudo e o trabalho. A dicotomia traduz-se em afirma\u00e7\u00f5es correntes como estas: quem n\u00e3o tem capacidade para o estudo tem de trabalhar; nem todos os estudantes podem chegar a doutores ou engenheiros&#8230; Nestas express\u00f5es, \u00e9 patente a suposi\u00e7\u00e3o da superioridade do estudo em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho. Mas, por outro lado, tamb\u00e9m as pessoas do trabalho se colocam em posi\u00e7\u00e3o de sobranceria perante as de estudo, considerando-as menos capazes de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s exig\u00eancias realistas da vida corrente.<\/p>\n<p>Ao longo dos s\u00e9culos, as universidades funcionaram como sugadoiros de recursos humanos locais, transferindo-os para os grandes centros urbanos ou para posi\u00e7\u00f5es cimeiras em qualquer outra localidade. Em conformidade com isso, at\u00e9 aos anos oitenta do s\u00e9culo passado, os diplomados do ensino superior e do ensino secund\u00e1rio tinham acesso quase garantido a empregos compat\u00edveis com as suas habilita\u00e7\u00f5es acad\u00e9micas. Por\u00e9m, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a situa\u00e7\u00e3o parece estar a inverter-se; com efeito, \u00e9 bastante elevado o n\u00famero de diplomados sem emprego ou com emprego n\u00e3o adequado \u00e0s suas qualifica\u00e7\u00f5es e aspira\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Esta realidade constitui um grave problema, evidentemente, e ao mesmo tempo uma oportunidade consider\u00e1vel, refor\u00e7ada por dois outros graves problemas, a saber: a insufici\u00eancia da iniciativa econ\u00f3mica e a baixa produtividade de muitas empresas que, por sua vez, se reflecte nos baixos sal\u00e1rios.Tal oportunidade implica tr\u00eas grandes objectivos: a liga\u00e7\u00e3o entre o estudo e o trabalho; o reconhecimento e a promo\u00e7\u00e3o das pequenas iniciativas econ\u00f3micas; e a qualifica\u00e7\u00e3o da generalidade dessas iniciativas e dos seus empres\u00e1rios e outros trabalhadores. <\/p>\n<p>A liga\u00e7\u00e3o entre o estudo e o trabalho pode ser assegurada atrav\u00e9s, por exemplo, de: visitas de alunos a empresas e a outras entidades empregadoras; a inclus\u00e3o, no ensino escolar, de mat\u00e9rias relativas ao tecido econ\u00f3mico e social local; a participa\u00e7\u00e3o de empres\u00e1rios e de outros trabalhadores na vida escolar&#8230; O reconhecimento e a promo\u00e7\u00e3o de pequenas pequenas iniciativas econ\u00f3micas poderiam ser activados atrav\u00e9s de processos de desenvolvimento local, em que participassem as escolas, procurando criar hip\u00f3teses de emprego para os diplomados. E a qualifica\u00e7\u00e3o das empresas, dos empres\u00e1rios e de outros trabalhadores poderia efectuar-se atrav\u00e9s de cursos ou ac\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o e da procura de solu\u00e7\u00f5es para os diferentes problemas com que se defrontam. No caso de estas orienta\u00e7\u00f5es serem adoptadas, os diplomados passariam a inserir-se nos processos de desenvolvimento das localidades em que vivem e estudam, em vez de se orientarem para estatutos de superioridade aleat\u00f3rios e alienados da realidade local. Na verdade, a inexist\u00eancia de oportunidades de emprego gratificante \u00e9 uma oportunidade excelente para se tornarem gratificantes as que existem e para se criarem outras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-13140","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13140","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13140"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13140\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13140"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13140"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13140"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}