{"id":13150,"date":"2008-09-24T16:00:00","date_gmt":"2008-09-24T16:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13150"},"modified":"2008-09-24T16:00:00","modified_gmt":"2008-09-24T16:00:00","slug":"universidade-de-aveiro-quer-responder-aos-desafios-da-globalizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/universidade-de-aveiro-quer-responder-aos-desafios-da-globalizacao\/","title":{"rendered":"Universidade de Aveiro quer responder aos desafios da globaliza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Helena Nazar\u00e9 justificou a mudan\u00e7a de modelo de gest\u00e3o para funda\u00e7\u00e3o p\u00fablica de direito privado como forma de responder em tempo \u00fatil \u00e0s exig\u00eancias da sociedade. Os estatutos da UA est\u00e3o a ser revistos<\/p>\n<p>A Universidade de Aveiro vai adoptar um novo modelo de governa\u00e7\u00e3o para responder aos desafios da globaliza\u00e7\u00e3o. A convic\u00e7\u00e3o foi manifestada pela Reitora da institui\u00e7\u00e3o, Helena Nazar\u00e9, na abertura do ano acad\u00e9mico, que decorreu na tarde de segunda-feira, 22, com a presen\u00e7a do Ministro da Economia e Inova\u00e7\u00e3o, Manuel Pinho.<\/p>\n<p>A globaliza\u00e7\u00e3o tem \u201cprofundo impacto nos Sistemas de Ensino Superior\u201d, disse Helena Nazar\u00e9, porque implica um \u201cmodelo de cria\u00e7\u00e3o de riqueza\u201d que depende \u201cda produ\u00e7\u00e3o de conhecimento e sua aplica\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cse sustenta na qualifica\u00e7\u00e3o e compet\u00eancia dos activos\u201d.<\/p>\n<p>Esta realidade leva \u00e0 \u201cmodifica\u00e7\u00e3o do papel da universidade, que deve tornar-se cada vez mais abrangente\u201d. Se antes as universidades formavam \u201celites que viriam a governar\u201d o pa\u00eds e a seguir passaram a ser locais \u201cda cria\u00e7\u00e3o de saber\u201d, hoje \u201c\u00e9 claro que ambas as fun\u00e7\u00f5es s\u00f3 fazem sentido em articula\u00e7\u00e3o com a sociedade\u201d e s\u00f3 atrav\u00e9s da \u201cassocia\u00e7\u00e3o com outras institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas, como autarquias e empresas, \u00e9 poss\u00edvel introduzir inova\u00e7\u00e3o nos v\u00e1rios sectores de actividades e obter vantagens competitivas\u201d, afirmou Helena Nazar\u00e9.<\/p>\n<p>Funda\u00e7\u00e3o p\u00fablica <\/p>\n<p>de direito privado<\/p>\n<p>A acelera\u00e7\u00e3o do ritmo da sociedade implica uma gest\u00e3o mais \u00e1gil da universidade. \u201cSe at\u00e9 aqui se considerava o modelo de governo partilhado e muito descentralizado, como o mais adequado para as universidades, verifica-se que o mesmo tem conduzido a uma menor capacidade de resposta, em tempo \u00fatil, \u00e0s exig\u00eancias da sociedade\u201d, afirmou a Reitora, o que implica \u201cuma profunda transforma\u00e7\u00e3o nos modelos de governo das institui\u00e7\u00f5es\u201d. No entanto, os m\u00e9todos de gest\u00e3o empresarial n\u00e3o servem para a universidade. \u201cA organiza\u00e7\u00e3o de uma universidade n\u00e3o \u00e9 id\u00eantica \u00e0 de uma empresa porque a estrutura hier\u00e1rquica necess\u00e1ria \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de conhecimento tem que ser distinta; e o seu fim n\u00e3o \u00e9 o lucro\u201d, remata.<\/p>\n<p>\u00c9 neste contexto que surge a op\u00e7\u00e3o de transformar a UA numa funda\u00e7\u00e3o p\u00fablica de direito privado. A UA est\u00e1 a rever os seus estatutos e tem vindo a discutir com o Minist\u00e9rio Ci\u00eancia e Tecnologia e Ensino Superior o novo enquadramento jur\u00eddico. Mas h\u00e1 incertezas sobre o novo modelo. \u201cTanto quanto se sabe, n\u00e3o existe, ainda, uma defini\u00e7\u00e3o clara, em termos jur\u00eddicos, do que \u00e9 uma funda\u00e7\u00e3o p\u00fablica de direito privado. O que n\u00e3o deve significar rejei\u00e7\u00e3o liminar da bondade de tal op\u00e7\u00e3o. Aprofunde-se, pois, o significado do conceito\u201d, afirmou Helena Nazar\u00e9.<\/p>\n<p>Na sess\u00e3o de abertura, pontuada por momentos musicais, foram atribu\u00eddas bolsas aos melhores alunos e intervieram Ricardo Ferreira, da Associa\u00e7\u00e3o Acad\u00e9mica, Zeinal Bava, da PT, e o ministro Manuel Pinho.<\/p>\n<p>Zeinal Bava<\/p>\n<p>&#8220;A inova\u00e7\u00e3o \u00e9 principalmente uma atitude do indiv\u00edduo&#8221;<\/p>\n<p>\u201cA inova\u00e7\u00e3o \u00e9 hoje o centro de gravidade da pol\u00edtica\u201d, afirmou Zeinal Bava na li\u00e7\u00e3o de abertura, \u201ce o factor crucial para o sucesso e o aumento da produtividade\u201d. Para o presidente executivo da PT, a inova\u00e7\u00e3o depende de condi\u00e7\u00f5es em quatro n\u00edveis, o pa\u00eds, a regi\u00e3o, a institui\u00e7\u00e3o e o indiv\u00edduo, mas este \u00faltimo \u00e9 o mais importante, porque se trata principalmente de uma \u201catitude\u201d. \u201cComo costumo afirmar, s\u00f3 n\u00e3o h\u00e1 trabalho para quem n\u00e3o quer trabalhar e s\u00f3 n\u00e3o h\u00e1 oportunidades para quem n\u00e3o as procura\u201d, disse.<\/p>\n<p>Zeinal Bava considerou que Portugal adoptou as medidas certas para produzir inova\u00e7\u00e3o, nomeadamente as do Plano Tecnol\u00f3gico e, entre estas, a distribui\u00e7\u00e3o massiva de computadores.<\/p>\n<p>Falando em Aveiro, onde a PT tem o principal centro de investiga\u00e7\u00e3o, a PT Inova\u00e7\u00e3o, considerou que a cidade tem os dois T, \u201ca Tecnologia e a Toler\u00e2ncia\u201d, que podem atrair o terceiro, o Talento\u201d. Lembrou ainda que o Sapo, uma das marcas da PT, foi criado na UA e que a PT, no mundo, tem 60 milh\u00f5es de clientes que utilizam uma plataforma desenvolvida na cidade da Ria. <\/p>\n<p>Manuel Pinho<\/p>\n<p>&#8220;A energia \u00e9 o maior desafio da nossa gera\u00e7\u00e3o&#8221;<\/p>\n<p>Manuel Pinho considerou a quest\u00e3o da energia e do ambiente \u201co maior desafio da nossa gera\u00e7\u00e3o\u201d. O Ministro da Economia e da Inova\u00e7\u00e3o elencou os esfor\u00e7os que o pa\u00eds tem vindo a fazer na rentabiliza\u00e7\u00e3o do uso da energia e principalmente na produ\u00e7\u00e3o de energias renov\u00e1veis de forma a ultrapassar as metas internacionais. \u201cEm 2020\u201d, disse, \u201cum ter\u00e7o da energia consumida em Portugal ser\u00e1 proveniente das energias renov\u00e1veis\u201d. Portugal \u201cn\u00e3o produz carv\u00e3o, petr\u00f3leo ou g\u00e1s, mas tem \u00e1gua, vento e sol\u201d, sublinhou, adiantando que somos o pa\u00eds que mais tem investido em energias renov\u00e1veis, o que tem atra\u00eddo os meios de comunica\u00e7\u00e3o internacionais. \u201cPerdi a conta aos pol\u00edticos estrangeiros que j\u00e1 levei a ver a maior central fotovoltaica [em Serpa, Alentejo]. Amanh\u00e3 mesmo [ou seja, dia 23 de Setembro], a partir de Leix\u00f5es, vou com seis televis\u00f5es, incluindo a CNN, ver o primeiro projecto comercial de produ\u00e7\u00e3o de energia a partir das ondas\u201d, real\u00e7ou. O parque da Agu\u00e7adoura vai gerar electricidade ao largo da P\u00f3voa do Varzim.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Helena Nazar\u00e9 justificou a mudan\u00e7a de modelo de gest\u00e3o para funda\u00e7\u00e3o p\u00fablica de direito privado como forma de responder em tempo \u00fatil \u00e0s exig\u00eancias da sociedade. 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