{"id":13222,"date":"2008-10-01T15:39:00","date_gmt":"2008-10-01T15:39:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13222"},"modified":"2008-10-01T15:39:00","modified_gmt":"2008-10-01T15:39:00","slug":"sonho-de-uvas-doces-e-gradas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/sonho-de-uvas-doces-e-gradas\/","title":{"rendered":"Sonho de uvas doces e gradas"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXVII Domingo do Tempo Comum &#8211; A <!--more--> A liturgia deste domingo revela-nos o grande amor que Deus tem ao povo escolhido. Contudo, pela sua infidelidade, este povo foi rejeitado, porque recusou o pr\u00f3prio Deus, que por sua vez ofereceu a sua salva\u00e7\u00e3o a todos os povos, num gesto de verdadeira universalidade.  <\/p>\n<p>Na primeira leitura o profeta diz-nos que o Senhor cantou um c\u00e2ntico de amor \u00e0 sua vinha. Este c\u00e2ntico exprime o sonho de Deus sobre Israel. O Senhor sonhou que esta vinha t\u00e3o cuidada desse uvas doces e gradas, mas o seu sonho desfez-se, porque esta vinha s\u00f3 produziu agra\u00e7os. Ent\u00e3o, o Senhor, que tudo tinha feito pela sua vinha, ao ver que ela n\u00e3o correspondera ao seu amor, pensou em devast\u00e1-la, tirar-lhe a veda\u00e7\u00e3o, demolir o muro e deixar que fosse espezinhada. Tornar-se-ia num lugar deserto, onde cresceriam silvas, e as nuvens n\u00e3o seriam mais autorizadas a deixarem cair sobre ela as suas chuvas fecundas. Os habitantes de Israel s\u00e3o esta vinha escolhida de onde o Senhor esperava rectid\u00e3o e justi\u00e7a. Por\u00e9m, s\u00f3 h\u00e1 sangue derramado e gritos de horror. Que pensa o Senhor ao olhar para a minha vida? <\/p>\n<p>Na terceira leitura, Mateus conta-nos mais uma par\u00e1bola de Jesus sobre o Reino. A vinha plantada com tanto amor, cercada com uma sebe, com um lagar e uma torre foi alugada a uns vinhateiros. Quando chegou o tempo da colheita, o senhor da vinha enviou os seus servos para receberem os frutos devidos ao arrendamento. Por\u00e9m, os vinhateiros espancaram e mataram os servos que, sucessivamente, o senhor ia enviando. Por fim, o dono da vinha enviou o seu pr\u00f3prio filho, pensando que este fosse bem tratado e respeitado. Mas teve a mesma sorte: mataram-no tamb\u00e9m. Ent\u00e3o o senhor tirou a vinha aos rendeiros e entregou-a a outros, que lhe entregaram os frutos no devido tempo. Jesus conclui a par\u00e1bola afirmando que o Reino de Deus, oferecido em primeiro lugar ao povo de Israel, lhe vai ser tirado e ir\u00e1 ser dado a um povo que produza os seus frutos. A vinha da 1.\u00aa e da 3.\u00aa leitura \u00e9 o povo de Deus do Antigo e do Novo Testamento, os servos mortos s\u00e3o todos os que o Senhor envia ao seu povo, mas que n\u00e3o s\u00e3o escutados e, finalmente, o filho \u00e9 o pr\u00f3prio Jesus, que tamb\u00e9m foi espancado e morto, e, por isso, se tornou a pedra de alicerce, a pedra fundamental da constru\u00e7\u00e3o da nova vinha, isto \u00e9, do novo povo de Deus, nascido das \u00e1guas do baptismo, em Jesus Cristo. Sou fiel aos compromissos do meu baptismo?<\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo diz-nos que \u00e9 necess\u00e1rio ter no cora\u00e7\u00e3o e na ac\u00e7\u00e3o \u201ctudo o que \u00e9 nobre, justo e puro, tudo o que \u00e9 am\u00e1vel e de boa reputa\u00e7\u00e3o, tudo o que \u00e9 virtude e digno de louvor\u201d. S\u00f3 assim o Deus da paz estar\u00e1 connosco. Porque a vinha do Senhor \u00e9 feita de crist\u00e3os e de crist\u00e3s vivos e activos, de pessoas que se empenham, com Cristo, no embelezamento da comunidade e da sociedade com frutos de santidade. Em que estado se encontra a minha vinha? Que frutos produzo: uvas doces e gradas ou agra\u00e7os? <\/p>\n<p>Leituras do XXVII Domingo Comum: Is 5,1-7; Sl 80 (79); Fl 4,6-9; Mt 21,33-43.<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXVII Domingo do Tempo Comum &#8211; A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-13222","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13222","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13222"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13222\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13222"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13222"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13222"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}