{"id":13253,"date":"2008-10-01T16:50:00","date_gmt":"2008-10-01T16:50:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13253"},"modified":"2008-10-01T16:50:00","modified_gmt":"2008-10-01T16:50:00","slug":"dar-de-comer-a-quem-tem-fome","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/dar-de-comer-a-quem-tem-fome\/","title":{"rendered":"\u00abDar de comer a quem tem fome\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Segundo a FAO (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura) aumentou em 75 milh\u00f5es, entre 2006 e 2007, o n\u00famero de pessoas que passam fome habitualmente. O seu n\u00famero total, segundo a mesma fonte, eleva-se a mais de 900 milh\u00f5es, havendo poucas expectativas de redu\u00e7\u00e3o significativa na pr\u00f3xima d\u00e9cada.<\/p>\n<p>S\u00e3o bastante louv\u00e1veis os esfor\u00e7os realizados pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas para a erradica\u00e7\u00e3o da fome, apesar de limita\u00e7\u00f5es e defici\u00eancias v\u00e1rias. Tais esfor\u00e7os t\u00eam sido canalizados atrav\u00e9s da referida FAO, do Programa Alimentar Mundial (PAM) e de outras ag\u00eancias. Contudo, perturba\u00e7\u00f5es v\u00e1rias no mundo v\u00eam impedindo a consecu\u00e7\u00e3o dos objectivos desej\u00e1veis. Por exemplo: os pre\u00e7os dos produtos alimentares subiram cerca de 50% ao longo dos primeiros sete meses deste ano; durante 2007, tinham crescido 24% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior &#8211; cerca do dobro da evolu\u00e7\u00e3o precedente.<\/p>\n<p>S\u00e3o mais ou menos conhecidos os factores explicativos deste verdadeiro cataclismo permanente. Neles tamb\u00e9m se inclui o velho (e insensato) diferendo ideol\u00f3gico entre correntes ideol\u00f3gicas: umas s\u00e3o mais favor\u00e1veis a solu\u00e7\u00f5es assistenciais, e outras \u00e0s estruturais. As correntes assistenciais tentam responder difectamente \u00e0s situa\u00e7\u00f5es de car\u00eancia, pondo em pr\u00e1tica a primeira obra de miseric\u00f3rdia \u00abcorporal\u00bb &#8211; \u00abdar de comer a que tem fome\u00bb &#8211; com ou sem motiva\u00e7\u00f5es religiosas. As correntes  de natureza estrutural defendem interven\u00e7\u00f5es fortes nos processos de desenvolvimento e no respeito dos direitos humanos. As respostas assistenciais n\u00e3o atingem o objectivo fundamental, porque n\u00e3o chegam ao fundo do problema. E as de natureza estrutural tamb\u00e9m falham porque se perdem nesse fundo, e n\u00e3o chegam, directamente, \u00e0s pessoas necessitadas.<\/p>\n<p>O mais elementar bom senso aconselha a que nos libertemos destas questi\u00fanculas narcisistas, e assumamos que o problema da fome exige a mobiliza\u00e7\u00e3o de todas as capacidades; tanto as capacidades da ac\u00e7\u00e3o assistencial como as da ac\u00e7\u00e3o estrutural. As par\u00f3quias, em articula\u00e7\u00e3o com as juntas de freguesias, disp\u00f5em das condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a atenua\u00e7\u00e3o do problema da fome tanto no seu territ\u00f3rio como em espa\u00e7os mais alargados: em rela\u00e7\u00e3o ao seu territ\u00f3rio, podem congregar esfor\u00e7os das entidades locais para a garantia de alimenta\u00e7\u00e3o a quem precisa de ajuda, e a favor de um desenvolvimento local prop\u00edcio \u00e0 erradica\u00e7\u00e3o das situa\u00e7\u00f5es de car\u00eancia alimentar; por outro lado, em rela\u00e7\u00e3o aos povos mais assolados pela fome, o contributo das par\u00f3quias pode efectuar-se (como j\u00e1 vem acontecendo) atrav\u00e9s da ac\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria e de outras entidades cred\u00edveis. Para que tudo isto aconte\u00e7a, recomenda-se um relacionamento estreito entre todas as entidades locais, marcado pela complementaridade cooperante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-13253","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13253","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13253"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13253\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13253"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13253"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13253"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}