{"id":13255,"date":"2008-10-01T16:52:00","date_gmt":"2008-10-01T16:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13255"},"modified":"2008-10-01T16:52:00","modified_gmt":"2008-10-01T16:52:00","slug":"sinais-uteis-de-presencas-incomodas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/sinais-uteis-de-presencas-incomodas\/","title":{"rendered":"Sinais \u00fateis de presen\u00e7as inc\u00f3modas"},"content":{"rendered":"<p>Gosto de ler entrevistas. A entrevista \u00e9 hoje uma modalidade frequente de comunica\u00e7\u00e3o, onde a pessoa se mostra a si mesma, ao seu mundo interior e \u00e0s suas viv\u00eancias. A\u00ed se v\u00ea a riqueza de muitas vidas e, tamb\u00e9m, o vazio e o sem-sentido de tantas outras.<\/p>\n<p>Por vezes, o entrevistador indaga sobre a ades\u00e3o religiosa do entrevistado. N\u00e3o deixa de ter interesse poder ver como muitos falam de si na rela\u00e7\u00e3o com o mundo do religioso. Outros n\u00e3o precisam que se lhes pergunte. Faz parte das suas viv\u00eancias e preocupa\u00e7\u00f5es, mesmo que a sua posi\u00e7\u00e3o, perante Deus e a Igreja, n\u00e3o seja de ades\u00e3o total ou de pr\u00e1tica regular.<\/p>\n<p>Li a entrevista de Fernando Nobre na \u201cNot\u00edcias Magazine\u201d de 21 de Setembro. O fundador e presidente da AMI \u00e9 um homem fascinante pela sua generosidade e entrega, com o ideal evang\u00e9lico de \u201cfazer o bem sem olhar a quem\u201d, expondo-se a perigos constantes e animando miss\u00f5es de ajuda m\u00e9dica e de promo\u00e7\u00e3o humana nos pa\u00edses mais pobres do mundo e no meio das mais perigosas e exterminadoras situa\u00e7\u00f5es de guerra. Quando h\u00e1 anos estive na televis\u00e3o, em directo, com Fernando Nobre, a convite do jornalista Jos\u00e9 Manuel Barata Feio, admirei a sua serenidade, cultura e capacidade de reflex\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o a problemas dif\u00edceis e melindrosos &#8211; era o caso que ali nos reunia &#8211; que n\u00e3o se apreciam com demagogias, nem com opini\u00f5es superficiais.<\/p>\n<p>Fernando Nobre, que preside a uma associa\u00e7\u00e3o n\u00e3o confessional, laica, como ele pr\u00f3prio diz na entrevista, fala do seu \u201crespeito pelos mission\u00e1rios, seja de que tend\u00eancia forem\u201d. Vai-os conhecendo por esse mundo fora, a viver e a lutar, nas situa\u00e7\u00f5es mais dif\u00edceis e penosas, como \u201cpessoas com imensa f\u00e9 que conseguem fazer um trabalho extraordin\u00e1rio em prol dos outros\u201d. E conta, mais adiante, que ao dirigir-se para uma miss\u00e3o muito dif\u00edcil de ajuda \u00e0s vitimas do tsunami, no Sri Lanka, esperava-o, no aeroporto, um padre que ele n\u00e3o conhecia, nem por ele era conhecido. Ostentava um cartaz com o seu nome e disse-lhe que soubera da sua vinda, por um relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o dos Direitos Humanos na \u00c1sia e que  chegaria naquele mesmo avi\u00e3o. Foi gra\u00e7as a este padre que, como ele, vivia a urg\u00eancia do amor e da solidariedade, que se p\u00f4de montar, de imediato, em rede de colabora\u00e7\u00e3o, a miss\u00e3o urgente de ajuda a um povo destru\u00eddo.<\/p>\n<p>Impressionam-me, pelos preconceitos e pelas omiss\u00f5es e entraves que provocam, as atitudes de gente, dita evolu\u00edda e preocupada com os outros, que fala da Igreja e do fen\u00f3meno religioso, com desd\u00e9m e arrog\u00e2ncia. Atitudes ao arrepio da realidade e da verdade objectiva, que nada constroem e muito destroem. Pessoas livres e comprometidas, sabem distinguir, colaborar e aceitar colabora\u00e7\u00e3o. A Igreja e os crist\u00e3os coerentes s\u00e3o inc\u00f3modos, mas est\u00e3o sempre presentes onde faz falta, mormente ante a dor e a mis\u00e9ria de tanta gente. \u00c9 o seu dever. Tamb\u00e9m ele precisa de apoio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gosto de ler entrevistas. A entrevista \u00e9 hoje uma modalidade frequente de comunica\u00e7\u00e3o, onde a pessoa se mostra a si mesma, ao seu mundo interior e \u00e0s suas viv\u00eancias. A\u00ed se v\u00ea a riqueza de muitas vidas e, tamb\u00e9m, o vazio e o sem-sentido de tantas outras. 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