{"id":13256,"date":"2008-10-08T15:34:00","date_gmt":"2008-10-08T15:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13256"},"modified":"2008-10-08T15:34:00","modified_gmt":"2008-10-08T15:34:00","slug":"bodas-de-ouro-sacerdotais-de-p-e-armenio-pires-dias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/bodas-de-ouro-sacerdotais-de-p-e-armenio-pires-dias\/","title":{"rendered":"Bodas de ouro sacerdotais de P.e Arm\u00e9nio Pires Dias"},"content":{"rendered":"<p>Foi preciso muito insistir para que o P.e Arm\u00e9nio Pires Dias acedesse a conversar com o Correio do Vouga sobre os seus 50 anos de sacerd\u00f3cio, comemorados no dia 21 de Setembro. O jornalista justificou a insist\u00eancia com a inten\u00e7\u00e3o do jornal diocesano passar a dar maior destaque aos padres que fazem as bodas de prata ou de ouro. Tratando-se de pessoas que dedicam a sua vida \u00e0s comunidades, integrados na Diocese, \u00e9 uma falha se o jornal n\u00e3o o fizer. O P.e Arm\u00e9nio, relutante, l\u00e1 se disp\u00f4s a receber o jornalista, mas recordou as palavras proferidas na Eucaristia de 21 de Setembro, em Salreu, presidida por D. Ant\u00f3nio Francisco: \u201cPessoalmente, disse a V. Ex.\u00aa Rev.m\u00aa, Sr. Bispo, e hoje o confirmo, com simplicidade e verdade que, para mim, era muito mais agrad\u00e1vel que esta data passasse totalmente desapercebida para a maior parte das pessoas do que a sua p\u00fablica divulga\u00e7\u00e3o. Eis a raz\u00e3o por que, no Domingo passado [14 de Setembro], disse, apenas e s\u00f3, que o Sr. Bispo vinha presidir \u00e0 Eucaristia que acab\u00e1mos de celebrar. Louvo todos os sacerdotes que, em datas similares, aceitaram manifesta\u00e7\u00f5es jubilosas para gl\u00f3ria de Deus e como incentivo a que outros consagrem suas vidas a Deus\u201d.<\/p>\n<p>P\u00e1roco de Salreu desde 1996 e capel\u00e3o do Hospital de Estarreja, o P.e Arm\u00e9nio Dias foi ordenado no dia 21 de Setembro de 1958 por D. Domingos da Apresenta\u00e7\u00e3o Fernandes, na igreja de Oi\u00e3. Na altura era essa a pr\u00e1tica, em vez das ordena\u00e7\u00f5es na Catedral. Com o P.e Arm\u00e9nio, que \u00e9 natural de Fermentelos, estavam os padres Manuel Sim\u00f5es da Silva e Mois\u00e9s Marques Amaro, j\u00e1 falecidos.<\/p>\n<p>Depois de ordenado, trabalhou um ano como coadjutor na Gafanha da Nazar\u00e9 e a seguir no arciprestado de Sever do Vouga, primeiro em Cedrim e Paradela e depois de 1976 em Pessegueiro e Paradela do Vouga. Nesta \u00faltima par\u00f3quia liderou a constru\u00e7\u00e3o da igreja matriz, obra de que fala com gosto e que tem sido referenciada em diversas publica\u00e7\u00f5es. O projecto era de Fernando Seara, \u201carquitecto [do Porto] com quem se pode conversar\u201d, diz, como elogio. Experi\u00eancias posteriores revelaram que por vezes os arquitectos s\u00e3o inflex\u00edveis, esquecendo que a prioridade deve ser a funcionalidade do lugar sem apagar a sua dignidade.<\/p>\n<p>Ordenado antes do II Conc\u00edlio Vaticano (que seria convocado em 1958, mas s\u00f3 teria in\u00edcio em 1962), o P.e Arm\u00e9nio reconhece que os tempos e as mentalidades mudam, mas algo permanece. \u201cO mundo hoje \u00e9 totalmente diferente. Quando conto aos jovens que o primeiro par de sapatos que tive foi feito por medida num sapateiro, nem acreditam\u201d, relata. Mas a facilidade de acesso aos bens n\u00e3o \u00e9 a principal mudan\u00e7a. A grande transforma\u00e7\u00e3o d\u00e1-se ao n\u00edvel dos valores. \u201cVivemos num tempo de fatuidades. A sociedade chegou a um tal descalabro\u2026 Lig\u00e1mos o r\u00e1dio ou a televis\u00e3o e s\u00f3 aparecem crimes, falta de educa\u00e7\u00e3o, casais que n\u00e3o assumem os seus compromissos\u201d, afirma. O que permanece, ent\u00e3o, no meio do descalabro? \u201cA verdade \u00e9 que nos salva\u201d, diz. Conhecido pela sua frontalidade, o P.e Arm\u00e9nio insiste na tecla da verdade: \u201cA verdade deve ser o fundamento da nossa vida [de crist\u00e3os] e o bem o seu fruto. Por isso os pag\u00e3os diziam dos crist\u00e3os que eles se amavam\u201d. Real\u00e7ando o valor da coer\u00eancia, remata: \u201cN\u00f3s n\u00e3o temos que nos defender. A nossa vida \u00e9 que nos defende\u201d.  <\/p>\n<p>Na celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia que assinalou as bodas de ouro sacerdotais, o P.e Arm\u00e9nio teve o gosto de contar com a presen\u00e7a de D. Ant\u00f3nio Francisco (nesse dia completavam-se dois anos da sua nomea\u00e7\u00e3o para Aveiro), de D. Ant\u00f3nio dos Santos, Bispo Em\u00e9rito da Diocese da Guarda, a quem se sente ligado por uma grande amizade, e do P.e Manuel Augusto, natural de Salreu. O padre aniversariante agradeceu de modo especial a colabora\u00e7\u00e3o do P.e Manuel de Pinho Ferreira e do Grupo Coral de Salreu. \u201cBem hajam pela prestimosa colabora\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, na Missa Paroquial\u201d, disse. \u201cEsta gratid\u00e3o pessoal penso que, com verdade, a posso estender a todos os crist\u00e3os de Salreu\u201d. <\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi preciso muito insistir para que o P.e Arm\u00e9nio Pires Dias acedesse a conversar com o Correio do Vouga sobre os seus 50 anos de sacerd\u00f3cio, comemorados no dia 21 de Setembro. 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