{"id":13319,"date":"2008-10-15T15:16:00","date_gmt":"2008-10-15T15:16:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13319"},"modified":"2008-10-15T15:16:00","modified_gmt":"2008-10-15T15:16:00","slug":"igreja-de-fermentelos-reabre-apos-dois-anos-de-obras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/igreja-de-fermentelos-reabre-apos-dois-anos-de-obras\/","title":{"rendered":"Igreja de Fermentelos reabre ap\u00f3s dois anos de obras"},"content":{"rendered":"<p>Depois de dois anos de obras, a Igreja de S.to Andr\u00e9 de Fermentelos est\u00e1 como nova. No dia 19 de Outubro vai reabrir em festa, numa Eucaristia solene presidida pelo Bispo de Aveiro, \u00e0s 16 horas. Com a igreja renovada, abre nas salas anexas um museu paroquial de arte sacra.<\/p>\n<p>A Igreja de Fermentelos \u00e9 um edif\u00edcio dos princ\u00edpios do s\u00e9c. XX, mas com altares em talha dourada muito anteriores. Os laterais s\u00e3o do s\u00e9c. XVI, enquanto o central ser\u00e1 do s\u00e9c. XVIII. Mas ningu\u00e9m sabe de onde vieram. Sabe-se, como conta o P.e Costa Leite, p\u00e1rocoos, que chegaram a Fermentelos atrav\u00e9s do Dr. Ant\u00f3nio Roque Ferreira, no princ\u00edpio do s\u00e9c. XX. Quanto \u00e0 origem, talvez tenham sido retirados de algum convento ou igreja lisboeta, no per\u00edodo da instaura\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>No presente restauro, o templo sofreu obras que ascendem ao montante de 600 mil euros. No telhado, as traves de madeira que o sustentavam foram substitu\u00eddas por vigas de cimento. O tecto \u00e9 agora de madeira (era de estuque). O ch\u00e3o deixou o taco para ser de madeira e pedra. Tanto o tecto como o ch\u00e3o t\u00eam isolamento t\u00e9rmico, prometendo uma igreja mais confort\u00e1vel. As paredes exteriores e interiores foram renovadas. Os altares (tr\u00eas junto ao altar da Eucaristia e um \u00e0 entrada da igreja, do lado esquerdo) recuperaram as cores originais, ap\u00f3s uma rigorosa remo\u00e7\u00e3o da purpurina que lhes dava um tom acastanhado escondendo por baixo o dourado. O altar onde se celebra a Eucaristia avan\u00e7ou uns metros, aproximando-se do povo. A largura das capelas laterais mais que duplicou. Antes mediam apenas tr\u00eas metros e meio.<\/p>\n<p>Estas duas \u00faltimas altera\u00e7\u00f5es v\u00e3o beneficiar as celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas. \u201cQuando celebrava, parecia que est\u00e1vamos num comboio\u201d, afirma o p\u00e1roco. Agora a sensa\u00e7\u00e3o de estreiteza desapareceu, porque os bra\u00e7os da cruz que a planta da Igreja forma est\u00e3o mais abertos.<\/p>\n<p>\u201cGenerosidade apreci\u00e1vel\u201d<\/p>\n<p>Para fazer face aos custos das obras, a par\u00f3quia de Fermentelos contou com a ajuda de algumas entidades e principalmente com a generosidade do povo. \u201c\u00c9 apreci\u00e1vel a forma como as pessoas t\u00eam colaborado e se t\u00eam organizado em grupos para angaria\u00e7\u00e3o de fundos\u201d, afir-ma o p\u00e1roco. Aos s\u00e1bados h\u00e1 vendas (bolos, foga\u00e7as, doces\u2026) que rendem 200 a 300 euros por semana. A \u201cfeirinha-festa paroquial\u201d de Setembro rendeu cerca de 17 mil euros. Algumas pessoas quotizaram-se e d\u00e3o todos os meses uma determinada quantia. E tamb\u00e9m j\u00e1 houve quem emprestasse dinheiro, sem juros nem prazo de devolu\u00e7\u00e3o. P.e Costa Leite reconhece que \u201calguns ricos t\u00eam dado\u201d, mas h\u00e1 ainda mais \u201cgenerosidade dos pobres\u201d. \u201cOs pobres s\u00e3o os que d\u00e3o pouco, mas d\u00e3o sempre\u201d, remata.<\/p>\n<p>Algumas entidades t\u00eam igualmente colaborado. A Diocese de Aveiro deu 2 500 euros. A Junta de Freguesia tem dado um subs\u00eddio anual \u2013 e justifica-o perante a contesta\u00e7\u00e3o de um popular com o facto de a igreja fazer parte do \u201cpatrim\u00f3nio cultural da terra\u201d. A C\u00e2mara Municipal de \u00c1gueda isentou o restauro de taxas e fez os arranjos exteriores.<\/p>\n<p>As obras foram realizadas pela empresa Savecol e, nos que diz respeito \u00e0s talhas e \u00e0s imagens, pelas conservadoras-restauradoras Em\u00edlia Pereira e Teresa Veiga.<\/p>\n<p>Comunidade cresceu com as obras<\/p>\n<p>Enquanto as obras decorreram, as celebra\u00e7\u00f5es realizaram-se no sal\u00e3o paroquial. Apesar do inc\u00f3modo que tal op\u00e7\u00e3o sempre implica, P.e Costa Leite considera que foi \u201cmuito positivo\u201d. \u201cFui dizendo \u00e0s pessoas que as obras da igreja t\u00eam de nos ajudar e n\u00e3o nos podem dividir. Por andarmos em obras, pod\u00edamos pensar que baixavam as exig\u00eancias quando se trata de baptizar as crian\u00e7as, por exemplo. Penso que todos compreenderam\u201d, refere. Por outro lado, acrescenta que as celebra\u00e7\u00f5es no centro paroquial \u201cajudaram a criar um relacionamento mais pr\u00f3ximo\u201d. Como as pessoas entravam e sa\u00edam pela mesma porta, o p\u00e1roco p\u00f4de acolh\u00ea-las e saud\u00e1-las no final das celebra\u00e7\u00f5es. \u201cCreio que hoje somos mais igreja &#8211; comunh\u00e3o e responsabiliza\u00e7\u00e3o \u2013 do que antes. Ajudou-nos a crescer\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Museu mostra tesouros da par\u00f3quia<\/p>\n<p>O museu paroquial de Fermentelos, em duas salas cont\u00edguas \u00e0 sacristia, vai conter imagens, paramentos, casti\u00e7ais, alfaias lit\u00fargicas, uma pintura, um ret\u00e1bulo em talha dourada e o rel\u00f3gio antigo da torre, entre outras pe\u00e7as.<\/p>\n<p>Merece destaque uma imagem de N.\u00aa Sr.\u00aa, em pedra de An\u00e7\u00e3 (falta-lhe o Menino). \u00c9 a pe\u00e7a mais antiga. Seguramente anterior ao s\u00e9c. XV. A imagem que se pensa ser de S\u00e3o Bartolomeu tamb\u00e9m \u00e9 importante. Por \u00faltimo, a tela ainda por limpar de Santa Teresa de \u00c1vila. Depois de removida a espessa camada de sujidade, poderemos apreciar uma not\u00e1vel pintura barroca.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de dois anos de obras, a Igreja de S.to Andr\u00e9 de Fermentelos est\u00e1 como nova. 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