{"id":13327,"date":"2008-10-23T09:35:00","date_gmt":"2008-10-23T09:35:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13327"},"modified":"2008-10-23T09:35:00","modified_gmt":"2008-10-23T09:35:00","slug":"missao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/missao\/","title":{"rendered":"Miss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>\u201cA Igreja prop\u00f5e, n\u00e3o imp\u00f5e nada; respeita as pessoas e as culturas, detendo-se diante do sacr\u00e1rio da consci\u00eancia\u201d, escrevia o Papa Jo\u00e3o Paulo II, na Redemptoris Missio, n.\u00ba39, a 7 de Dezembro de 1990. <\/p>\n<p>De forma clara desde o pontificado de Paulo VI que se proclamava o di\u00e1logo como integrante da evangeliza\u00e7\u00e3o, precisamente no sentido de ser superada uma apolog\u00e9tica \u201cdemonstrativa\u201d, em favor de uma proposta interpelativa. Ou seja: uma evangeliza\u00e7\u00e3o que seja incultura\u00e7\u00e3o sem dilui\u00e7\u00e3o do Evangelho, em perfeita comunh\u00e3o eclesial, como est\u00edmulo e servi\u00e7o \u00e0 liberdade e dignidade humanas.<\/p>\n<p>Num m\u00eas de Outubro, de h\u00e1 muito o m\u00eas mission\u00e1rio, em contexto de feroz intoler\u00e2ncia religiosa em algumas zonas do mundo, acusando os cat\u00f3licos de proselitismo, \u00e9 bom lembrar o essencial dessa Enc\u00edclica do saudoso Papa. <\/p>\n<p>\u00c9 verdade que a gra\u00e7a n\u00e3o est\u00e1 enclausurada nas fronteiras da Igreja e que existem Sementes do Verbo no seio de religi\u00f5es e culturas. Todavia, a Igreja tem o mandato: \u201cIde e ensinai\u201d\u2026 A Igreja \u00e9 miss\u00e3o. E essa miss\u00e3o \u00e9 essencialmente manifestar Cristo, pelas express\u00f5es de amor que O revelam, a todos, j\u00e1 que todos t\u00eam o direito de O conhecer, para n\u2019Ele acreditar e serem salvos.<\/p>\n<p>Isto significa que a Igreja vive a miss\u00e3o empenhando-se em cuidar pastoralmente os que a integram e vivem de acordo com o Evangelho; mas tem de interpelar &#8211; com novo impulso, nova linguagem, m\u00e9todos criativos &#8211; aqueles que conheceram mal ou esqueceram j\u00e1 o Senhor que conheceram; e n\u00e3o pode deixar de anunciar Jesus Cristo onde n\u00e3o foi anunciado, ainda que \u00e0 custa do mart\u00edrio.<\/p>\n<p>Conscientes de que esta tr\u00edplice situa\u00e7\u00e3o &#8211; praticantes, afastados, desconhecedores &#8211; \u00e9 hoje uma realidade presente em toda a parte, reclamando verdadeira miss\u00e3o no seio das pr\u00f3prias comunidades humanas em que vivem as nossas comunidades crist\u00e3s, tal n\u00e3o pode limitar-nos os horizontes da preocupa\u00e7\u00e3o paulina \u201cAi de mim, se n\u00e3o evangelizar\u201d!<\/p>\n<p>O di\u00e1logo ecum\u00e9nico, o di\u00e1logo inter-religioso, o di\u00e1logo cultural n\u00e3o podem relativizar a essencialidade de Jesus Cristo no drama da Salva\u00e7\u00e3o; por consequ\u00eancia, n\u00e3o podemos, de forma alguma, dispensar-nos de uma evangeliza\u00e7\u00e3o expl\u00edcita. Uma silenciosa proclama\u00e7\u00e3o pelo testemunho, esclarecida pelo an\u00fancio claro e \u201cprovocante\u201d. <\/p>\n<p>Anunciar insistentemente, sem des\u00e2nimos, nem abrandamentos. Essa \u00e9 a oferta, que suscitar\u00e1 sempre uma resposta: de acolhimento, indiferen\u00e7a ou recusa. Nada tem de proselitista. Ningu\u00e9m ousar\u00e1 erguer a amea\u00e7a \u201cCr\u00eas ou morres\u201d. Antes se revestir\u00e1 da paci\u00eancia do semeador que persiste, mesmo sabendo que o terreno n\u00e3o \u00e9 igual e a resposta ser\u00e1, por isso, tamb\u00e9m desigual.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA Igreja prop\u00f5e, n\u00e3o imp\u00f5e nada; respeita as pessoas e as culturas, detendo-se diante do sacr\u00e1rio da consci\u00eancia\u201d, escrevia o Papa Jo\u00e3o Paulo II, na Redemptoris Missio, n.\u00ba39, a 7 de Dezembro de 1990. 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